(Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha é neste sábado (25))
(Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Neste
sábado (25), é celebrado o Dia
Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, marco
de reconhecimento da luta pelos direitos das mulheres negras.
Desde 2014, o 25 de julho é também o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da
Mulher Negra, em homenagem à líder quilombola.
Leonor
Costa, jornalista, pesquisadora em Direitos Humanos e militante do Movimento
Negro Unificado, destaca o legado deixado pela líder quilombola.
“Teresa
de Benguela tem a nos ensinar que, diante da opressão, não há outra
alternativa que não seja a luta, que não seja o enfrentamento de um sistema que
oprime.”
Documentos
históricos indicam que Tereza de Benguela governava o quilombo em um sistema
semelhante ao de um Parlamento, com decisões tomadas coletivamente.
Para
Selma Dealdina Mbaye, da Coordenação Nacional de Comunidades Negras Rurais
Quilombolas, a força da rainha Tereza está viva na luta das mulheres pelo
direito à terra. Ela destaca a urgência da titulação de territórios
quilombolas como pauta deste 25 de julho.
"A
maioria do público dos territórios quilombos é formada por mulheres e essas
mulheres também anseiam ver os seus territórios titulados, livres de grilagem
de terras, da exploração, da mineração, livre de todas as violências e
violações."
Segundo
ela, há o Brasil mais de 8 mil quilombos, que reúnem mais de
1,3 milhão de pessoas, em 24 estados e mais de 1,7
mil municípios. "Então, a gente tem um número significativo de
pessoas nesses espaços e a gente precisa cada vez mais garantir esses
territórios.”
Memória
Desde
2014, a dia 25 de julho foi instituído por lei como Dia Nacional de Tereza de
Benguela e da Mulher Negra. A data nacional soma-se ao Dia Internacional
da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, comemorado desde 1992, quando
ocorreu o 1º Encontro de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-caribenhas, em
Santo Domingo, na República Dominicana.
O
evento contou com representantes de mais de 30 países, que denunciaram
violências como o racismo e as desigualdades sofridas por mulheres negras e
buscaram construir uma agenda coletiva de mobilização.
Com
informações de Sarah Quines da Rádio Nacional
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