quinta-feira, 30 de julho de 2026

EXPORTAÇÃO DE MAÇÃ CRESCE 225% NO PRIMEIRO SEMESTRE

(Foto: Agrolink)

O Brasil registrou forte crescimento nas exportações de maçã no primeiro semestre de 2026, resultado que contribuiu para o desempenho recorde da fruticultura nacional no mercado externo. Levantamento da Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados mostra que os embarques da fruta cresceram 225,11% em volume e 223,55% em valor na comparação com o mesmo período de 2025. Entre janeiro e junho, foram exportadas 42,8 mil toneladas de maçã, com receita de US$ 44,4 milhões.

Segundo a Abrafrutas, o resultado evidencia o fortalecimento da fruticultura brasileira no mercado internacional, impulsionado por investimentos em tecnologia, qualidade e diversificação de mercados. Para entender os fatores que explicam o avanço da cultura da maçã, a entidade consultou a Associação Brasileira dos Produtores de Maçã.

De acordo com o diretor executivo da ABPM, Moisés Albuquerque, o desempenho foi favorecido pela safra 2025/2026, considerada a maior já registrada pelo setor. "Após dois anos de safras muito pequenas, impactadas por fatores climáticos, a safra 2025/2026 é simplesmente a maior da nossa história. Tivemos um aumento significativo da produção, com excelente qualidade, característica da maçã brasileira. Isso permitiu ampliar de forma expressiva nossa presença tanto no mercado interno quanto no mercado internacional."

Apesar do crescimento histórico, Albuquerque afirma que o potencial de exportação poderia ter sido ainda maior. "Nossa expectativa era exportar mais. Tínhamos condições de dobrar e, eventualmente, até triplicar esse volume. O principal fator que limitou esse desempenho foi o conflito no Oriente Médio, um mercado extremamente importante para a maçã brasileira."

Segundo o executivo, os reflexos da guerra foram além da redução das vendas para a região. "Parte expressiva do volume que deixou de ser exportado ao Oriente Médio por países concorrentes do Brasil foi redirecionada para outros importantes mercados onde também atuamos, intensificando muito a concorrência. Além disso, o conflito trouxe problemas logísticos importantes, inclusive com escassez de contêineres, o que dificultou os embarques. Em um cenário sem esses entraves, poderíamos ter registrado um dos maiores volumes de exportação da nossa história."

Mesmo diante desse cenário, a diversificação dos destinos permitiu manter o ritmo das exportações. Conforme a ABPM, a Índia permaneceu como principal compradora da maçã brasileira no semestre, seguida pela Arábia Saudita e pela Rússia, mercado que, segundo a entidade, apresenta elevado potencial de expansão. A fruta também foi embarcada para países da União Europeia, Reino Unido, América do Sul e América Central.

"O mercado da maçã brasileira é bastante diversificado e essa carteira de destinos tende a aumentar ainda mais no próximo ano", afirmou Albuquerque, destacando que a ampliação dos mercados reduz a dependência de destinos específicos e fortalece a competitividade da cadeia produtiva.

Para o segundo semestre, a expectativa é de redução natural no ritmo das exportações devido à sazonalidade do mercado internacional. Como mais de 90% da produção mundial de maçã está concentrada no Hemisfério Norte, período em que ocorre a colheita entre julho e dezembro, a janela de exportação da fruta brasileira se torna mais restrita.

Segundo Albuquerque, os embarques brasileiros concentram-se tradicionalmente no primeiro semestre. Na segunda metade do ano, as exportações representam apenas uma parcela menor do volume anual, já que os principais mercados consumidores passam a contar com produção própria.

O diretor executivo da ABPM avalia que os resultados obtidos refletem investimentos realizados ao longo dos últimos anos. "O setor está colhendo os resultados dos investimentos feitos em pomares de alta tecnologia e elevada densidade, que proporcionam mais produtividade e qualidade. Esse movimento de crescimento das exportações é consistente e tende a se intensificar nos próximos anos. Temos desafios pela frente, mas já demonstramos que temos todas as condições para enfrentá-los e superá-los", concluiu.

Na avaliação da Abrafrutas, o desempenho da maçã representa o momento vivido pela fruticultura brasileira. A entidade destaca que o avanço das exportações em diferentes culturas demonstra que os investimentos em tecnologia, sustentabilidade e abertura de mercados seguem ampliando a competitividade do setor no comércio internacional.

Com Informações de Seane Lennon/Agrolink

“MANIFESTAÇÃO SURPRESA” NA BR-155 TRAVA MARABÁ E REVOLTA MOTORISTAS

As principais entradas e saídas de Marabá, representadas pelo entroncamento das rodovias BR-155, BR-222 e BR-230 amanheceram totalmente congestionadas, por força de uma manifestação que está bloqueando totalmente o tráfego. Um grupo de pessoas promove o bloqueio na BR-155, entre o Km 6 e o frigorífico, em ação que tem incentivo político nos bastidores, como já apurou a reportagem. Motoristas mostram revolta com a situação.

O bloqueio em pleno início de quinta-feira teve impacto imediato em toda a área urbana de Marabá, impedindo a ida para o trabalho de moradores de diversos residenciais daquela região, a exemplo do: Morumbi, Ipiranga, Cidade Jardim, Total Ville, entre outros. Também prejudica as empresas do Distrito Industrial, que não conseguiram trocar turno dos operários até agora.

O engarrafamento é enorme à frente do shopping, à frente do Hospital Regional e no sentido aos quarteis, na Transamazônica. Em suma: a cidade amanheceu em caos.


Os manifestantes são membros da ocupação de terra que existe dentro do Distrito Industrial de Marabá há anos e que sempre teve a fama de ser incentivada por interesses políticos. Eles alegam interesse em serem ouvidos pelo Governo do Pará, que é o dono da área.

Nos últimos dias uma equipe de técnicos da Companhia de Desenvolvimento Econômico do Pará (CODEC), que é gestora dos Distritos Industriais, esteve em Marabá.

Questionados várias vezes pelo repórter sobre o que houve de novidade nessa disputa pela terra, que justificasse uma nova manifestação, os líderes do movimento não souberam responder, alegando apenas que estão com medo de serem retirados da área sem uma indenização. Alegam serem mais de 300 pessoas na ocupação.

REPERCUSSÃO

A revolta dos trabalhadores com o impedimento de chegarem aos seus compromissos é expressa a todo momento no local da manifestação. O caminhoneiro Clésio Andrade, de Eldorado do Carajás, viaja com carga de alimentos, e destaca que está em prejuízo, já, barrado de seguir viagem a Rondon do Pará.

Professora Maria Cecília, motociclista, estava tentando ir para o trabalho e também se encontra barrada na manifestação. “Não tem sentido isso aqui. Todo problema nesta cidade as pessoas querem interferir na vida dos demais. Bloqueio é muito ruim”.

Autoridades da PRF, Polícia Militar e Polícia Civil estão no local e tentam a reabertura do trânsito.

Outra situação

Há poucos metros dali, já na BR-230, próximo à AABB, também nesta manhã, um acidente envolvendo um motociclista e um ciclista, também foi registrado. Foi necessário o socorro de uma ambulância do Samu, que levou o motociclista a um hospital da cidade. Não há mais detalhes sobre o estado de saúde dele. Já o ciclista morreu no local. Não foi divulgada a identidade do homem.

Com informações do Correio de Carajás

DESEMPREGO NO 2º TRIMESTRE É 5,4%, O MENOR JÁ REGISTRADO NO PERÍODO

(Rendimento cresce 2,8% em 1 ano e chega a R$ 3.738)


A taxa de desemprego no segundo trimestre ficou em 5,4%, atingindo o menor nível já registrado desde 2012, quando começa a série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua.

O resultado representa queda em relação ao primeiro trimestre do ano (6,1%) e na comparação com o mesmo período de 2025, quando estava em 5,8%. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (30) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No segundo trimestre, o Brasil atingiu o número de 103,1 milhões de pessoas ocupadas, cerca de 1,081 milhão a mais que no primeiro trimestre.

Já o número de desocupados era de 5,9 milhões, o que representa 10% (718 mil pessoas) a menos que no primeiro trimestre.

Na comparação entre o primeiro e o segundo trimestres, os grupamentos que se destacaram na criação de vagas foram:

- Transporte, armazenagem e correio: +3,9% (mais 235 mil pessoas)

- Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais: +2,6% (mais 489 mil pessoas)

A Pnad mostra que no período de três meses de abril a junho, o país tinha 39,4 milhões de trabalhadores com carteira assinada e 13,6 milhões sem carteira.

A taxa de informalidade - proporção de trabalhadores informais na população ocupada - foi de 37,4% no segundo trimestre.

O rendimento médio do trabalhador brasileiro ficou em R$ 3.738, o maior já registrado para um segundo trimestre. No entanto, fica abaixo do apurado no primeiro trimestre de 2026. (R$ 3.765).

Pnad

A pesquisa do IBGE apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em conta todas as formas de ocupação, seja com ou sem carteira assinada, temporário e por conta própria, por exemplo.

Pelos critérios do instituto, só é considerada desocupada a pessoa que efetivamente procurou uma vaga 30 dias antes da pesquisa. São visitados 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.

O IBGE considera informais os empregados sem carteira assinada e autônomos sem CNPJ, por exemplo. Essas pessoas não têm garantidas coberturas como seguro-desemprego, férias e 13º salário.

O menor desemprego já registrado pela Pnad foi 5,1%, no último trimestre de 2025. A maior taxa já constatada foi 14,9%, atingida em dois períodos: nos trimestres móveis encerrados em setembro de 2020 e em março de 2021, ambos durante a pandemia de covid-19.

Mercado formal

A Pnad é divulgada no dia seguinte a outro indicador de comportamento do mercado de trabalho, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), elaborado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e que acompanha apenas o cenário de empregados com carteira assinada.

De acordo com o Caged, junho apresentou saldo positivo de quase 145,2 mil vagas formais. No acumulado de 2026, o balanço é de 921,7 mil de postos com carteira assinada criados. 

Com informações de Bruno de Freitas Moura da Agência Brasil

FORÇA-TAREFA RESGATA 89 PESSOAS EM CONDIÇÕES DEGRADANTES DE TRABALHO

Grupo foi encontrado em três propriedades da Zona da Mata Mineira


(Foto: Divulgação MTE)

Força-tarefa coordenada pela Auditoria-Fiscal do Trabalho resgatou 89 trabalhadores em condições degradantes durante a colheita de café em três propriedades rurais localizadas nos municípios de Alto Caparaó, Mutum e Santana do Manhuaçu, na Zona da Mata mineira.

A operação, em conjunto com o Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Polícia Federal (PF), reforça a importância da atuação integrada para coibir violações de direitos trabalhistas e combater trabalho em condições análogas à escravidão.

Todos os trabalhadores exerciam suas atividades sem registro em carteira e estavam submetidos a condições degradantes de trabalho e de alojamento. 

A informação foi dada nesta quarta-feira (29) à Agência Brasil pelo auditor-fiscal do Trabalho Wallace Pacheco, representante da Delegacia Sindical de Minas Gerais (DS-MG) e do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait).

“Em uma das propriedades, não havia trabalhadores alojados, em uma condição muito precária nas frentes. Todos estavam em informalidade, não se encontravam registrados, não tinham garantido o mínimo acesso a equipamentos de proteção individual (EPIs), não tinham acesso à situação sanitária na frente de trabalho”, disse. 

Pacheco destacou que além de exercerem suas atividades sem registro em carteira, havia homens e mulheres entre os trabalhadores que tinham que fazer suas necessidades no mato, “por absoluta impossibilidade ou omissão de fornecimento de instalações sanitárias nas frentes de trabalho”.

Os trabalhadores estasvam alojados em "condições muito ruins, degradantes mesmo”, disse o auditor-fiscal do Trabalho.

Indenização

A força conjunta constatou falta de monitoramento das condições mínimas de alojamento nas duas propriedades. Durante a fiscalização, os empregadores foram notificados para promover a regularização, ou seja, registrar todas as pessoas e, imediatamente, fazer a rescisão indireta do contrato de trabalho desses trabalhadores, uma vez que a rescisão se dá por culpa do empregador, segundo Wallace Pacheco.

Será gerada para cada trabalhador, além das demais verbas rescisórias, também o aviso prévio indenizado que, normalmente, no contrato de safra, se tivesse tudo regular, não seria necessário se se estivesse tudo regular.

Duas das propriedades quitaram integralmente o que havia sido calculado pelos fiscais como verbas rescisórias para cada um. Uma das propriedades, entretanto, questionou os valores e quitou parcialmente as verbas referentes às horas dos empregados que constavam da relação encaminhada na notificação.

Caso a empresa não apresente provas, além das autuações decorrentes da situação degradante de trabalho, ela será penalizada também por falta de pagamento integral das verbas rescisórias e encaminhada posteriormente para o Ministério Público Federal, em relatório, com especificação dessa situação.

Até o momento, os trabalhadores receberam R$ 654.600,00 em verbas rescisórias. Faltam ainda ser quitados em torno de R$ 180.200,00. Essa é a diferença que um dos empregadores questiona e que, agora, a força tarefa vai apurar de forma mais detalhada.

Autuações e multas

Caso se confirme o que foi apurado ao longo da fiscalização, a empresa sofrerá outras autuações em decorrência dessa omissão. 

Pacheco informou que as três empresas serão autuadas com base no Artigo 444 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que trata da livre negociação entre patrão e empregado, sem violar a lei, que vai descrever todas as condições encontradas naquele ambiente de trabalho que caracterizaram uma condição laboral degradante.

As empresas serão autuadas ainda de acordo com o Artigo 149 do Código Penal Brasileiro, que tipifica o crime de reduzir alguém à condição análoga à de escravo, por meio de trabalhos forçados, jornadas exaustivas, condições degradantes ou restrição de locomoção. A pena prevista é de reclusão de 2 a 8 anos e multa.

O auditor-fiscal informou que os proprietários poderão sofrer ainda autuações relativas à falta de registro, não pagamento de salário, jornadas exaustivas.

“Nós temos diversas autuações relativas ao meio ambiente de trabalho, tanto nas frentes de trabalho, quanto nos alojamentos”, afirmou.

Pacheco disse que assim que houver o julgamento do auto de infração, após a defesa do empregador, caso quite a multa no prazo inicial definido, terá 50% de desconto.

Independente do pagamento das multas decorrentes dos autos de infração, o empregador será incluído no cadastro de empregadores que foram flagrados submetendo trabalhadores a condições análogas de escravidão, mais conhecido como “lista suja”.

Seguro-desemprego

Os 89 trabalhadores resgatados não estão mais trabalhando nas propriedades. Todos foram cadastrados também no sistema de seguro-desemprego e vão receber, a partir do mês de agosto, seis parcelas do seguro-desemprego, equivalentes a um salário mínimo cada, caso permaneçam sem nenhuma colocação.

“Caso tenham um emprego formal ou qualquer outro tipo de renda, o benefício é suspenso. Mas, não tendo emprego, eles terão o suporte, o amparo de, pelo menos, seis parcelas de um salário mínimo para cada um deles”, esclareceu Wallace Pacheco.

Os que vieram de outros estados, como da Bahia, por exemplo, tiveram o custo total do transporte para sua localidade de origem suportado pelos empregadores. Para cada irregularidade cometida na área de segurança, os empregadores poderão pagar multas no valor de R$ 3.500 a R$ 3.600 cada. A área engloba o não fornecimento de equipamento de proteção individual e de instalações sanitárias.

Na área de alojamentos, houve multa para a falta de colchões, para a falta de armários, de camas adequadas, de local para higiene. “As multas vão se somando”, explicou Pacheco. Há possibilidade de os empresários sofrerem multa administrativa do Ministério do Trabalho.

O Ministério Público do Trabalho, por sua vez, propôs um termo de ajuste de conduta, que foi aceito por duas empresas, que vão se ajustar para evitar situações semelhantes no futuro. Em relação à empresa que não aceitou, será proposta uma ação civil pública pelo MPT.

Para a Delegacia Sindical em Minas Gerais do Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais do Trabalho, operações como essa demonstram a relevância da Auditoria-Fiscal do Trabalho na proteção da dignidade humana e na promoção do trabalho decente, especialmente em setores historicamente marcados pela vulnerabilidade social.

A delegacia sindical destaca que o combate ao trabalho análogo à escravidão depende da continuidade das ações de fiscalização, da atuação integrada entre os órgãos públicos e da responsabilização dos empregadores que desrespeitam a legislação trabalhista.

Além das operações de resgate, a prevenção e a conscientização da sociedade são fundamentais para reduzir a vulnerabilidade dos trabalhadores e impedir novas violações de direitos.

Com informações de Alana Gandra da Agência Brasil

MAIS DE 50% DAS MULHERES DIZEM TER SOFRIDO VIOLÊNCIA DE PARCEIROS


Somente 11% dos homens admitem ter cometido agressões

Mais da metade das brasileiras (54%) que já tiveram relacionamento com homens declararam ter sofrido algum tipo de violência. No entanto, apenas 11% dos homens que já tiveram relacionamento com mulheres admitem ter cometido agressões contra parceiras ou ex-parceiras.

Os resultados constam na pesquisa 20 anos da Lei Maria da Penha: percepção da sociedade brasileira, feita pelo Instituto Patrícia Galvão e Instituto Locomotiva, com o apoio da Uber, divulgada nesta quarta-feira (29).

O objetivo do estudo, que ouviu 1,5 mil pessoas a partir de 16 anos de todas as regiões do país, em abril de 2026, é apresentar um retrato atualizado de como a sociedade brasileira percebe a violência doméstica e familiar.

“A violência contra a mulher no Brasil segue em patamares alarmantes e crescentes: em 2025, a Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 registrou mais de 1 milhão de atendimentos, um aumento de 45% em relação ao ano anterior, e 155 mil denúncias de violência, o que equivale a 425 casos por dia”, diz Vera Vieira, diretora executiva do Instituto Patrícia Galvão.

Vera avalia que os números revelam não apenas a persistência de agressões físicas, psicológicas, sexuais e patrimoniais no ambiente doméstico, mas os desafios ainda enfrentados para a efetiva proteção das mulheres, mesmo depois de duas décadas da Lei Maria da Penha.

A Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), sancionada em 7 de agosto de 2006, é considerada um dos mais importantes marcos legais no enfrentamento à violência doméstica e familiar contra as mulheres no Brasil.

O principal entrave apontado pelas mulheres para efetivar uma denúncia de violência doméstica e familiar é a sensação de impunidade, mencionada por 56% das entrevistadas. Em seguida, a lentidão da Justiça na condução dos processos relacionados à violência doméstica no Brasil é citada por 39%.

Além disso, a maioria das mulheres (77%) acredita que os homens ainda não entendem determinadas atitudes como violência, e 82% consideram que muitos homens se omitem diante de outros homens. A violência que as mulheres mais relatam ter sofrido de um parceiro ou ex-parceiro é a psicológica (42%), seguida pela física (25%).

Ao presenciarem uma situação de violência contra a mulher, as mulheres afirmam com mais frequência que acionariam a polícia ou outras autoridades, enquanto os homens mencionam mais a intervenção direta, com ou sem uso da força. A Delegacia da Mulher é o canal de apoio mais conhecido pelas brasileiras, mencionado por 3 em cada 4 mulheres.

Segundo as entidades que produziram a pesquisa, os resultados mostram avanços importantes promovidos pela legislação, mas indicam que a violência de gênero permanece como um problema estrutural, e concluem que a superação desse cenário exige atuação articulada do Estado.

Conhecimento sobre a Lei

“Os dados mostram a Lei Maria da Penha como um mecanismo consolidado e reconhecido pela sociedade como essencial na proteção das mulheres. No entanto, o estudo também acende um alerta: a lei, isoladamente, não é vista como suficiente no enfrentamento à violência doméstica”, afirmou Maíra Saruê, diretora de pesquisa do Instituto Locomotiva.

A pesquisa conclui que, após 20 anos, a Lei Maria da Penha é amplamente difundida no Brasil e que praticamente toda a população conhece ou já ouviu falar dela. Metade das mulheres (49%) afirma conhecer bem a legislação. Apesar disso, 82% das brasileiras entendem que, sozinha, ela não é suficiente para enfrentar o problema de forma efetiva.

Sete em cada 10 mulheres sentem que essa lei tem impacto real na vida das mulheres e mais da metade (54%) se sente mais protegida pela existência da lei. Para 3 em cada 4 brasileiras, a lei faz com que elas se sintam mais conscientes sobre os riscos de sofrer violência.

A maioria das mulheres avalia que, antes da Lei Maria da Penha, havia maior impunidade e menor proteção às vítimas: 81% acreditam que predominavam a omissão diante da violência e a falta de acolhimento às mulheres, enquanto 64% consideram que as punições aplicadas aos agressores eram brandas.

Essa legislação é espontaneamente descrita pela maioria das brasileiras como destinada à proteção das mulheres. Nove em cada 10 mulheres (88%) afirmam conhecer a previsão da lei para casos de violência física, mas menos da metade (46%) conhece a inclusão da violência patrimonial entre as formas de violência previstas na lei.

As medidas protetivas de urgência presentes na lei são conhecidas por oito em cada 10 brasileiras (83%). No entanto, o conhecimento sobre as medidas de proteção patrimonial alcança apenas 38% dessas mulheres.

A diretora de pesquisa ressalta que uma parcela significativa da população ainda naturaliza comportamentos violentos em relacionamentos, sobretudo aqueles ligados a controle e vigilância.

“Isso é bastante preocupante porque, como mostra a pesquisa, a violência psicológica é a realidade mais frequentemente enfrentada pelas mulheres.” 

Com informações da Agência Brasil

DESENROLA 2.0 É PRORROGADO E CONSUMIDORES TERÃO ATÉ 31 DE AGOSTO PARA RENEGOCIAR DÍVIDAS BANCÁRIAS

(Governo Federal amplia prazo do programa sem alterar as regras; medida busca dar mais tempo para regularização de pendências e acesso ao crédito)

(Paulo Pinto/Agência Brasil)

Os consumidores que desejam renegociar dívidas bancárias ganharam mais tempo para aderir ao Desenrola 2.0. O Ministério da Fazenda anunciou a prorrogação do programa até o dia 31 de agosto, estendendo em um mês o prazo para que pessoas físicas regularizem pendências financeiras junto às instituições participantes. A medida será formalizada por ato da pasta e não altera as regras já em vigor.
Segundo o governo, a decisão foi tomada para permitir que consumidores que ainda estão em processo de negociação consigam concluir os acordos. A expectativa também é facilitar o acesso ao crédito para quem precisa regularizar a situação financeira antes de contratar financiamentos, como os previstos em programas voltados à aquisição de veículos. De acordo com o Ministério da Fazenda, a prorrogação não exigirá novos recursos públicos, já que o orçamento destinado ao programa continua suficiente para atender à demanda.
Lançado em 2026, o Desenrola 2.0 ampliou o alcance do programa de renegociação de dívidas. Na modalidade voltada às famílias, podem participar pessoas com renda mensal de até cinco salários mínimos que tenham dívidas bancárias contratadas até 31 de janeiro de 2026, nas modalidades de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal não consignado, com atraso entre 90 dias e dois anos. As negociações podem oferecer descontos de até 90%, além de condições facilitadas de parcelamento, conforme a política de cada instituição financeira participante.
Os acordos devem ser feitos diretamente pelos canais dos bancos participantes. O governo orienta os consumidores a verificarem as condições disponíveis antes do encerramento do novo prazo, em 31 de agosto.
Com informações da Agência Brasil.

MARIDO MATA BRASILEIRA A FACADAS DIANTE DOS FILHOS EM BARCELONA

Natural do Amazonas, Camila Kellem da Silva Caldas, de 34 anos, foi assassinada dentro de casa; marido acabou preso horas depois do crime

A brasileira Camila Kellem da Silva Caldas, de 34 anos, natural do Amazonas, foi morta a facadas pelo companheiro na terça-feira (28/7), em Barcelona, na Espanha.

Segundo a polícia espanhola, o crime foi cometido na frente dos dois filhos da vítima. Após o feminicídio, o suspeito fugiu, mas acabou localizado e preso horas depois.

O presidente da Catalunha, Salvador Illa, lamentou o assassinato nas redes sociais e afirmou que “a violência contra as mulheres exige uma resposta firme, unitária e constante”. 

Com informações são da Coluna Na Mira/Portal Metrópoles e Portal Debate

quarta-feira, 29 de julho de 2026

OPERAÇÃO DA RECEITA FEDERAL SACODE COMÉRCIO DE ELETRÔNICOS EM MARABÁ

(Durante a fiscalização, os agentes identificaram irregularidades tributárias que caracterizam o crime de descaminho)


Na manhã desta quarta-feira (29), a Receita Federal deflagrou a Operação Fera em Marabá para fiscalizar estabelecimentos do ramo de eletrônicos e combater a comercialização de mercadorias introduzidas irregularmente no país. A ação contou com o apoio da Superintendência Regional do Sudeste do Pará, por meio da Delegacia de Homicídios, Delegacia da Cidade Nova, Expediente da 21ª Seccional Urbana, Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) e Delegacia Especializada no Atendimento à Criança e ao Adolescente (DEACA).

Durante a fiscalização, os agentes identificaram irregularidades tributárias que caracterizam o crime de descaminho. As mercadorias foram apreendidas e recolhidas pela Receita Federal, conforme prevê a legislação, mas não informou a quantidade nem nomes de lojas, quantidade e valor das mercadorias irregulares.

A Polícia Civil informou que acompanhou toda a operação, garantindo a segurança das equipes durante o cumprimento das diligências. Além disso, destacou que prestou apoio logístico no transporte e na escolta dos produtos apreendidos, contribuindo para a execução da ação fiscal.

Com informações de Kauã Fhillipe, Correio de Carajás

BOI GORDO VOLTA A SUBIR EM SÃO PAULO


(Foto: Ilustrativa)

A cotação da arroba do boi gordo voltou a subir em São Paulo nesta quarta-feira (29), refletindo a oferta reduzida de animais terminados para abate. De acordo com a análise do informativo “Tem Boi na Linha”, publicada pela Scot Consultoria, na comparação diária, o preço do boi gordo e do “boi China” avançou R$ 1,00 por arroba, enquanto a novilha registrou alta de R$ 2,00 por arroba. A cotação da vaca permaneceu estável.

Os preços do boi seguem estáveis mas com variações nas principais praças de negócios do Estado do Pará, com o produto negociado a R$. 326,50 em Redenção e Marabá respectivamente. Já em Paragominas, o boi gordo é negociado a R$. 328,50, enquanto que em alta Floresta, Mato Grosso, o boi é vendido a R$. 318,50. Já o preço da Vaca Gorda é negociada a R$. 309,50 em Redenção e em Marabá, respectivamente. já em Paragominas a vaca gordo é contada nesta quarta-feira a R$. 318,50.

Com informações de Seane Lennon/Agrolink

REDENÇÃO (PA): MULHER AVANÇA COM CARRO PARA CIMA DE FIÉIS DURANTE CARREATA DO CÍRIO DE NAZARÉ

Após o encerramento da carreata do início do Círio de Nazaré, na noite de ontem, terça-feira (28), uma mulher avançou com o seu carro para cima dos fiéis que estavam recebendo a bênção dos automóveis. 

Segundo testemunhas, a mulher estava com muita raiva, disposta a atropelar as pessoas, numa demonstração de intolerância religiosa, pois a mulher se intitula evangélica. 

Como se não bastasse, agrediu verbalmente um padre e o Bispo Dom Dominique e só não o agrediu fisicamente porque fiéis católicos se colocaram entre ela e o Bispo.

Com informações de Otavio Araújo

DESCARGA ELÉTRICA MATA QUATRO JOVENS EM ACAMPAMENTO CATÓLICO

A tragédia aconteceu em Vila Cajazeiras, na zona rural de Itupiranga, quando os jovens, que participariam do II Acampamento Espírito Empreendedor Juvenil, montavam uma tenda metálica


(Foto: Reprodução/Redes sociais)

Uma tragédia se abateu no início da tarde desta quarta-feira (29) sobre um grupo de jovens que participariam de um retiro do Movimento dos Campistas da Igreja Católica. Cinco deles estavam montando uma tenda metálica, quando uma das hastes da estrutura encostou na rede de alta tensão que passa pelo local e eles sofreram uma descarga muito forte. Quatro morreram. 

Um dos mortos é Itokakotýii Sompré, de 17 anos, filho do vereador Ubirajara Sompré, da Câmara Municipal de Marabá. Os demais são: Saimon Gomes Lustosa, José Markenedes Costa Oliveira (Markinho Bike) e João Vítor Alves. O quinto jovem, identificado até o momento como Wanderley, está internado no Hospital Regional de Marabá, com queimaduras pelo corpo.

Os jovens se preparavam para participar do II Acampamento Espírito Empreendedor Juvenil, que se iniciaria hoje (29) e iria até o dia 2 de agosto.

A Associação Campista Anjos da Misericórdia postou nas redes sociais Nota de Pesar, expressando profunda tristeza e solidariedade. “Permaneceremos unidos em oração, confiando que Deus será o refúgio e a fortaleza de todos os que enfrentam esta dor”.

Com informações de Eleuterio Gomes, de Marabá e Zé Dudu

PF APREENDE ESCAVADEIRAS E FECHA GARIMPO ILEGAL NO PARÁ

Máquinas foram encontradas em uso em dois pontos de garimpo em Santa Maria das Barreiras. Polícia abriu inquérito para identificar responsáveis e financiadores.


(Foto: PF/Divulgação)

A Polícia Federal apreendeu cinco máquinas escavadeiras e fechou um garimpo ilegal no município de Santa Maria das Barreiras, no sul do Pará.

A ação realizada na terça-feira (28) foi divulgada nesta quarta (29) pela Polícia Federal, que instaurou inquérito e investiga o caso para descobrir os responsáveis pelo crime ambiental, bem como os financiadores.

Segundo a PF, as escavadeiras estavam em uso em dois pontos de garimpo ilegal no momento em que os policiais chegaram.

Os trabalhadores não foram localizados, mas as máquinas foram retiradas da área. Não houve prisões.

Ainda de acordo com a polícia, os equipamentos foram deixados sob responsabilidade de prefeituras como fiéis depositárias, até decisão da Justiça.

Outras ações contra garimpos

Garimpos ilegais são constantemente alvo de ações da Polícia Federal no Pará. Há menos de uma semana, outro garimpo ilegal foi fechado também na região sudeste do estado.

O local ficava em uma área de floresta de difícil acesso na cidade de Jacareacanga e duas pessoas foram presas em flagrante pela Polícia Federal (PF).

Com informações do G1/Pará

POLÍCIA CIVIL AMPLIA INVESTIGAÇÃO PARA LOCALIZAR JOVEM DESAPARECIDA HÁ CINCO DIAS EM SANTARÉM, NO PA

(Dayse Diniz está desaparecida desde a última quinta-feira (23). Delegada responsável pelo caso já ouviu pessoas que estavam com a jovem em uma chácara e analisa imagens que podem ajudar a esclarecer o paradeiro dela.)


(Foto: Divulgação/Redes Sociais)

A Polícia Civil intensificou as investigações para localizar a jovem Dayse Diniz, de 25 anos, desaparecida desde a noite da última quinta-feira (23), em Santarém, no oeste do Pará. Até esta terça-feira (28), pelo menos 15 pessoas já foram ouvidas pela polícia, incluindo pessoas que estavam em uma chácara onde a jovem teria sido vista pela última vez. Outras testemunhas ainda serão convocadas para prestar depoimento. O caso é conduzido pela delegada Milla Moura, do Núcleo de Apoio à Investigação (NAI).

O desaparecimento de Dayse Diniz foi registrado na 16ª Seccional Urbana de Polícia, que deu início às diligências para tentar localizar o paradeiro da jovem.

Além dos depoimentos, a Polícia Civil analisa imagens de câmeras de segurança que registraram Dayse deixando um bar localizado na Avenida Tancredo Neves, no bairro Nova República, na noite do desaparecimento.

Novos vídeos divulgados na segunda-feira (27) também passaram a fazer parte da investigação. As imagens mostram a jovem na garupa de uma motocicleta, o que pode auxiliar os policiais na identificação do trajeto percorrido após ela deixar o estabelecimento.

Familiares e amigos também ajudam nas buscas e mantêm uma mobilização para tentar encontrar Dayse.

Na noite de segunda-feira (27) e durante a madrugada desta terça-feira, voluntários realizaram buscas na região do Eixo Forte, percorrendo o Ramal dos Coelhos, o Ramal de Santa Maria e as proximidades da comunidade Campo Novo.

A ação contou com o apoio da Polícia Militar e foi motivada por informações de que a jovem teria sido vista naquela região. Apesar das buscas, nenhum vestígio que levasse ao paradeiro de Dayse foi encontrado.

Qualquer informação que possa ajudar na localização da jovem deve ser encaminhada à polícia pelo 190.

Com informações de g1 Santarém— PA

 

CASAL DESAPARECE EM RONDON DO PARÁ E FAMÍLIA PEDE APOIO DA POPULAÇÃO

Adrielly Marçal e o marido, Anderson, não são vistos desde o meio-dia de sexta-feira; familiares solicitam que qualquer informação seja comunicada imediatamente.


(Foto: Divulgação)

A família de Adrielly Marçal e de seu marido, Anderson, está à procura do casal, que está desaparecido desde o meio-dia da última sexta-feira (24), em Rondon do Pará, no sudeste do estado.

De acordo com familiares, os dois não deram mais notícias desde então, o que tem causado grande preocupação. Até o momento, não há informações sobre o paradeiro do casal.

Quem tiver visto Adrielly ou Anderson, ou souber de qualquer informação que possa ajudar a localizá-los, deve entrar em contato imediatamente pelo telefone (94) 99233-9680.

A família reforça o pedido para que a população compartilhe as informações e colabore com qualquer detalhe que possa contribuir para encontrar o casal em segurança. 

Com informações do Portal Debate