(Ação
integrada das forças de segurança atendeu 1.152 mulheres, reforçou o
acompanhamento de medidas protetivas e ampliou a proteção em todo o Estado.
Somadas, as três edições da operação já resultam em mais de cem prisões)
Lançada
na última quinta-feira (18), pela governadora do Pará, Hana Ghassan, a terceira
fase da Operação Escudo Feminino encerrou com 40 prisões e 1.152 atendimentos a
mulheres, além de ações de fiscalização, monitoramento e resposta imediata a
ocorrências registradas em todo o Pará. Entre os registros da operação está o
resgate de uma mulher, vítima de violência doméstica, que era mantida em
cárcere privado, no município de Parauapebas.
Sobre
esse caso, a governadora Hana Ghassan destacou a gravidade da ocorrência e a
importância da atuação integrada das forças de segurança em todo o Estado.
“A
Polícia Civil resgatou uma mulher mantida em cárcere privado pelo
ex-companheiro em Parauapebas. Ela foi encontrada presa, com sinais de
agressão, em um cômodo da casa do agressor. Ele já foi identificado e está
sendo procurado. Casos como esse mostram a importância de mudarmos este
cenário. E eu garanto: nós vamos mudar. Quem cometer esse crime no nosso estado
vai responder com o rigor da lei. No Pará, agressor de mulher não vai ter um
dia de paz”, ressaltou a governadora Hana Ghassan.
Desde
que passou a deflagrar as suas ações, em 16 de abril, a Operação Escudo
Feminino já ultrapassa a marca de 100 prisões realizadas nas três fases. Os
resultados da nova edição da Operação Escudo Feminino reforçam a efetividade da
atuação integrada das forças de segurança no enfrentamento à violência contra a
mulher em todo o Pará. Ainda durante o lançamento dessa nova fase da
operação, a governadora Hana Ghassan reforçou o papel do Estado no
enfrentamento desses crimes.
“Nosso
compromisso é fazer com que as mulheres paraenses se sintam protegidas. Esse
também é um recado claro aos agressores: criminoso não terá paz no nosso
governo. Faremos quantas operações forem necessárias, para proteger as mulheres
e garantir respostas efetivas para interromper os ciclos de violência”, afirmou
Hana Ghassan.
Ações
integradas
Coordenada
pela Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), a operação reuniu
ações integradas da Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros Militar,
Polícia Científica, Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap)
e demais órgãos da rede de proteção, para intensificar o acompanhamento de
medidas protetivas, ampliar o atendimento às vítimas e responsabilizar autores
de violência.
O
Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) realizou o monitoramento em tempo
real das ações em todo o Pará, garantindo resposta rápida e coordenação
operacional das ocorrências.
A
Polícia Científica do Pará atuou na operação com 51 procedimentos periciais
realizados, incluindo exames de lesão corporal, sexologia forense, perícias em
locais de crime e análises digitais, contribuindo para o suporte técnico às
investigações. Já a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap)
reforçou o monitoramento de pessoas sob tornozeleira eletrônica e o
acompanhamento de agressores com medidas restritivas.
O
secretário de Segurança Pública e Defesa Social, coronel PM Ed-lin Anselmo,
destacou que os resultados demonstram o fortalecimento da política permanente
de proteção às mulheres.
“A
Operação Escudo Feminino consolida uma atuação integrada das forças de
segurança e da rede de proteção para ampliar o atendimento, acompanhar medidas
protetivas e agir rapidamente diante de situações de risco. Mais do que
números, estamos falando de vidas protegidas e de respostas efetivas para
interromper ciclos de violência”, afirmou.
Ao
longo da operação, as forças de segurança realizaram ações integradas de
proteção, fiscalização e resposta imediata às ocorrências, totalizando 2.259
procedimentos operacionais.
Resgate
em Parauapebas
Entre
os casos que marcaram esta terceira fase da Operação Escudo Feminino está o
resgate de uma mulher vítima de violência doméstica que era mantida em cárcere
privado, no município de Parauapebas.
A
ocorrência foi registrada durante visitas de fiscalização e acompanhamento
realizadas às mulheres beneficiárias de medidas protetivas de urgência.
A
equipe da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) de
Parauapebas, da Polícia Civil, atuava na operação com apoio da Polícia Militar
e do Corpo de Bombeiros Militar, quando recebeu informações que levaram à
localização da vítima.
Inicialmente,
os agentes estiveram no endereço cadastrado para acompanhamento da medida
protetiva. No local, a mãe da vítima informou que estava sem contato com a
filha desde o dia 10 de junho, e relatou a suspeita de que ela pudesse estar na
residência do ex-companheiro.
Diante
das informações, as equipes seguiram até o endereço indicado. Ao chegarem ao
imóvel, o suspeito fugiu. A vítima foi localizada com sinais aparentes de
agressões físicas e relatou que estava impedida de deixar o imóvel há
aproximadamente uma semana.
Segundo
o relato, durante o período em que permaneceu no local, ela foi submetida a
agressões físicas e ameaças constantes. A vítima informou ainda que tentou sair
da residência na noite anterior ao resgate, mas foi impedida, mediante
violência e intimidação.
No
local, recebeu acolhimento e escuta especializada e foi encaminhada para
atendimento médico e registro da ocorrência. O suspeito segue sendo procurado.
O
delegado-geral da Polícia Civil, Raimundo Benassuly, ressaltou que o caso
demonstra a importância do acompanhamento contínuo das mulheres com medidas
protetivas.
“No
momento em que a equipe da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher
(DEAM) de Parauapebas chegou ao local, o foco foi garantir o atendimento
imediato à vítima, que estava muito machucada e debilitada. Foi realizado o
acolhimento e a escuta especializada. Apesar da fuga do suspeito, as
diligências seguem de forma ininterrupta, para localizá-lo e efetuar a prisão”,
destacou.
Mais
de 100 prisões
Com
o encerramento da terceira etapa, a Operação Escudo Feminino ultrapassa a marca
de 100 prisões realizadas nas três fases da iniciativa, mas também resulta em
outros números significativos no atendimento e proteção a mulheres no Estado.
Somadas
as etapas realizadas em abril, maio e junho, já foram contabilizadas cerca de
4.752 mil mulheres atendidas em ações de acolhimento, proteção, fiscalização e
fortalecimento da rede de enfrentamento à violência contra a mulher em todo o
Pará.
Os
resultados consolidam a Operação Escudo Feminino como uma das principais
estratégias integradas de proteção às mulheres desenvolvidas pelo governo do
Estado, aliando prevenção, acompanhamento e resposta rápida diante de situações
de violência.
Com
informações da PCPA/Agência Pará e Portal Debate