sexta-feira, 17 de abril de 2026

AUTORIDADES FEDERAIS REFORÇAM COMPROMISSO COM REFORMA AGRÁRIA EM ELDORADO DO CARAJÁS

(Ministra e presidente do Incra destacam ações e reafirmam compromisso com famílias assentadas e acampadas, visando ampliar acesso à terra e apoio.)


(Fotos: Evangelista Rocha e Kauã Fhillipe)

Fernanda Machiavelli, ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar e César Aldrighi, presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), participam nesta sexta-feira (17) do ato em memória dos 30 anos do Massacre de Eldorado do Carajás. Durante a mobilização, que acontece na Curva do S, os representantes do governo federal destacaram ações voltadas à reforma agrária e reafirmaram o compromisso com famílias assentadas e acampadas na região.

O evento reúne trabalhadores rurais, movimentos sociais e autoridades e integra a Jornada Nacional de Luta pela Reforma Agrária Popular. A programação inclui celebrações religiosas, manifestações culturais e discussões políticas sobre a questão agrária no país.

Para o CORREIO, a ministra afirma que a presença do governo no ato simboliza a solidariedade às vítimas do massacre e reforça o compromisso de manter e ampliar políticas públicas voltadas à reforma agrária, tanto para famílias já assentadas quanto para aquelas que ainda aguardam acesso à terra para produção de alimentos.

Fernanda também desta programas voltados ao fortalecimento da agricultura familiar na região: “Nós temos o crédito instalação, com desconto para quem paga em dia, o Pronaf para assentados com juros de 0,5% ao ano, além de ações de restauração florestal, assistência técnica e programas de compras públicas, como o de aquisição de alimentos e o de alimentação escolar”.

Segundo ela, há ainda iniciativas específicas voltadas às mulheres do campo, como a implantação de quintais produtivos que incentivam a produção de alimentos, a criação de animais e o fortalecimento da renda e da autonomia nas comunidades rurais.

Ao comentar o marco dos 30 anos do massacre, a ministra ressaltou o significado histórico da mobilização.

“Esses 30 anos marcam uma história de muita luta e também de conquistas. Os que marcharam aqui deixaram um legado e cabe a nós seguir essa caminhada para que todas as famílias que ainda estão acampadas tenham acesso à terra”, afirma.

Na ocasião, Fernanda também mencionou a demanda ainda existente no estado e destacou que há cerca de 40 mil famílias acampadas no Pará, além de reconhecer avanços recentes, como a criação de 14 assentamentos em Marabá, e reafirmar o compromisso de ampliar o acesso à terra.

Por sua vez, o presidente do Incra, César Aldrighi, explica que a atuação do órgão se divide entre o acesso à terra e o desenvolvimento dos assentamentos. Para ele o Incra tem dois grandes eixos de trabalho. Um é promover o acesso à terra e o outro é garantir o desenvolvimento dos assentamentos para que as famílias permaneçam produzindo.

 “Já criamos 14 assentamentos em Marabá, com mais de 70 mil hectares destinados e mais de 3 mil famílias atendidas”, diz César.

Para o CORREIO, ele destaca a importância de políticas públicas para garantir a permanência das famílias no campo: “É preciso assegurar crédito, assistência e condições de produção para que essas famílias possam se desenvolver e acessar, posteriormente, o crédito bancário”.

Ele também destacou a presença histórica do Incra na região após o massacre, ao afirmar que a criação da superintendência de Marabá, a partir de 1996, ampliou a atuação do órgão e passou a priorizar a criação e o desenvolvimento dos assentamentos.


(César Aldrighi (de branco): “É preciso assegurar crédito, assistência e condições de produção para essas famílias”)

O ato na Curva do S ocorre no Dia Internacional da Luta Camponesa e reúne cerca de 3 mil participantes, que caminharam ao longo da semana até o local. Para os organizadores, além da memória das vítimas, a mobilização também busca pressionar por avanços na reforma agrária e ampliar políticas públicas voltadas à população do campo.

Com informações de Kauã Fhillipe e Luciana Araújo do Correio de Carajás

LUZ PARA TODOS LEVA ENERGIA A ALDEIAS DA TI COBRA GRANDE, EM SANTARÉM

(Eletricidade chega para mais de 150 famílias indígenas, proporcionando redução dos custos com combustível e ampliando acesso à saúde e educação.)


(Foto: Divulgação)

As aldeias Karusy, Lago da Praia e Arimum, localizadas na Terra Indígena Cobra Grande, região do Arapiuns, em Santarém, oeste do Pará, começaram a receber as frentes de trabalho para instalação da rede de energia elétrica que vai beneficiar mais de 150 famílias.

Para o cacique Domingos Jesus Arapiun, a chegada da eletricidade representa um alívio imediato para as famílias. Até agora, as aldeias dependiam de geradores a diesel para manter seus equipamentos eletrônicos e eletrodomésticos básicos.

“Gastávamos mais de R$ 800 por mês com combustível para o motor de luz e cerca de R$ 500 com gelo para conservar alimentos. Com energia 24 horas por dia, esse gasto acaba. Em vez de comprar gelo, poderemos comprar geladeira ou freezer para guardar nossa alimentação”, explicou.

O projeto que atende as aldeias da Terra Indígena Cobra Grande, prevê a instalação de mais de 20 quilômetros de rede elétrica, garantindo fornecimento contínuo de energia às comunidades.

A execução da obra é de responsabilidade da Equatorial Pará, por meio do programa federal Luz para Todos. Para viabilizar a logística na região, a empresa parceira, Rezende Energia, utiliza balsas e estruturas em fibra de vidro, que permitem o serviço de montagem dos equipamentos de forma manual, reduzindo impactos ambientais.

Com Informações do G1/Santarém

FERIADO DE TIRADENTES CONTA COM REFORÇO DE 1,2 MIL AGENTES EM 17 LOCALIDADES DO ESTADO

(As ações visam garantir tranquilidade aos paraenses e turistas que buscam os balneários mais procurados do Estado)


Mais de 17 localidades do Pará contarão com o reforço no efetivo local durante o feriado alusivo ao dia de Tiradentes. A Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Pará (Segup) coordenará a operação juntamente com os demais órgãos do Sistema de Segurança, tanto da esfera estadual quanto municipal. A operação será deflagrada nesta sexta-feira (17) e segue  até o dia 22 de abril.

No total, 1.280 agentes estarão realizando o reforço na segurança, somados ao efetivo local das regiões atendidas pela operação. As ações desenvolvidas visam garantir maior segurança e tranquilidade aos paraenses e turistas que buscam as praias e balneários mais procurados do Estado, para aproveitar o feriado prolongado. 

Na capital, o reforço também será garantido com a presença policial em rondas diárias, bem como, no atendimento nas delegacias, como destaca o secretário de Segurança Pública e Defesa Social, Ed-Lin Anselmo.

“Mais uma operação de segurança está sendo colocada em ação para que todos aqueles que buscam lazer e diversão com seus familiares e amigos possam contar com uma maior segurança nas ruas e nas praias e balneários do Estado. Estamos deslocando reforço para auxiliar no policiamento dos interiores e também na capital durante o feriado de Tiradentes”, disse o titular da Segup. 

O reforço conta ainda com 87 viaturas, 30 motocicletas, 15 conjuntos de cavalaria, um helicóptero e 03 embarcações que estarão garantindo a segurança em 32 localidades, a  exemplo dos distritos de Outeiro e Icoaraci, em Belém, Marapanim, Marudá, Abaetetuba, Bragança, Cotijuba, Vigia, Salinas entre outros. 

Operacionalidade - Agentes das polícias Civil e Militar estarão atuando em rondas ostensivas e de fiscalização nas praias, evitando atos ilícitos. O Departamento de Trânsito do Estado (Detran) atuará na fiscalização dos sons automotivos irregulares, a fim de combater a poluição sonora e garantir o direito ao sossego. 

Todas as  ações estarão sendo realizadas de forma integrada com as demais forças de segurança, tanto estadual quanto municipal. 

Fiscalização e ordenamento - As equipes de segurança também estarão atuando no âmbito da operação “Tolerância Zero”, realizando a verificação e fiscalização de estabelecimentos comerciais, a exemplo de bares, restaurantes e casas de show.

Em Salinas, as equipes de apoio da Secretaria de Segurança Pública estarão coordenando o balizamento na faixa de areia da praia do Atalaia, uma das mais procuradas durante os feriados prolongados. Em mais de 3 quilômetros de extensão serão fixadas “bandeirolas” para garantir o ordenamento do fluxo de veículos e pedestres visando a maior segurança dos banhistas.

Na Região Metropolitana, serão feitas operações integradas como a “Visibilidade” e “Lei Seca”, além da “Tolerância Zero”, com intuito de reforçar também a segurança na capital, que manterá a cobertura ostensiva e preventiva nas atividades de segurança pública.

Integração - A operação Tiradentes reunirá agentes do Departamento de Trânsito (Detran-PA), polícias Militar e Civil, Corpo de Bombeiros Militar, Centro Integrado de Operações (Ciop), Disque Denúncia, Polícia Científica do Estado do Pará (PCIPA), Secretaria Municipal de Segurança, Ordem Pública e Mobilidade de Belém (Segbel), Grupamento Fluvial de Segurança e a Secretaria de Trânsito de Marituba, Disque Denúncia, entre outros órgãos que atuarão no reforço durante o feriado.

Com informações de Walena Lopes (SEGUP) e Ag. Pará

BRASIL E ESPANHA SE UNEM POR IGUALDADE DE GÊNERO E FIM DA MISOGINIA

(Acordo trata de apoio a mulheres imigrantes em situação de violência)


(Foto: Ricardo Stuckert / PR)

Os governos do Brasil e da Espanha assinaram, nesta sexta-feira (17), memorando de entendimento para igualdade de gênero e erradicação da violência contra as mulheres, durante a 1ª Cúpula Brasil-Espanha.

O documento foi firmado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo presidente do governo da Espanha, Pedro Sánchez na cidade espanhola de Barcelona,

Em declaração à imprensa, o presidente Lula comentou que não é possível avançar como sociedade quando as mulheres, que correspondem a cerca de metade da população, não têm respeitado “o direito mais básico de todos, o direito à vida”.

O mandatário brasileiro destacou que o país tem muito a aprender com a Espanha, que conseguiu reduzir em 30% o número de feminicídios em dez anos, de 2003 a 2023, por meio de uma abordagem integral da questão.

Lula entende que o aumento da violência de gênero também está relacionado à violência digital.

“O mundo virtual se tornou um ambiente tóxico que afeta a saúde mental dos nossos jovens. A Espanha criou a primeira agência de supervisão da inteligência artificial da Europa, uma iniciativa que visa garantir o uso ético desta ferramenta.”

O presidente espanhol, Pedro Sánchez, também tratou da propagação de discursos de ódio contra as mulheres na internet e necessidade de agir urgentemente.

“As plataformas fazem com que chegue até os celulares dos nossos jovens conteúdos violentos e pornográficos que crucificam a mulher e que fazem com que tudo que fazemos no mundo offline e de luta contra a violência de gênero, defesa da igualdade real entre homens e mulheres, seja derrotado”, constatou a liderança espanhola.

A assinatura do memorando de entendimento integra o roteiro inicial da viagem do presidente brasileiro à três países da Europa, Espanha, Alemanha e Portugal, em seis dias. O presidente Lula viaja acompanhado de uma comitiva de ao menos 14 ministros e presidentes de estatais.

Gênero

A ministra das Mulheres do Brasil, Márcia Lopes, e a ministra da Igualdade da Espanha, Ana María Redondo García, tiveram um encontro, na capital da Catalunha, para apresentação de projetos e programas nacionais.

As autoridades debateram sobre iniciativas brasileiras, como a Central de Atendimento à Mulher Ligue-180, a Casa da Mulher Brasileira, a Tenda Lilás, o Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio e o Projeto Alerta Mulher Segura.

“Esse memorando assegura o conhecimento das boas práticas de projetos e programas que têm tido resultados importantes”, disse a ministra Márcia Lopes à Agência Brasil.

A ministra reforça que a determinação do presidente Lula é de que, quando se assina um memorando, este tem que concretizar o que se dispõe a fazer

Sobre a questão da violência digital, a ministra das Mulheres defendeu a prevenção e o enfrentamento da situação, com a regulamentação das plataformas.

“Em relação à igualdade de gênero e raça, é mais grave porque causa impacto na vida das mulheres e das meninas com a exposição de seus corpos, de sua forma de viver. Há muito machismo, misoginia, muito desrespeito e, mais ainda, em momento eleitoral.”

Do lado espanhol, foi exposto o Sistema Integrado de Monitoramento em Casos de Violência de Gênero (Viogen). O aplicativo tem a função de monitorar e proteger vítimas de violências de gênero, por meio da avaliação de risco de violência às mulheres.

A ferramenta tecnológica e policial, criada em 2007 pelo Ministério do Interior do país ibérico, despertou o interesse do governo brasileiro.

Além disso, durante a troca de conhecimentos, as ministras abordaram questões como colaboração em sistemas de proteção de dados e formação profissional, masculinidades positivas e a articulação com meninas e mulheres.

Um grupo de trabalho definirá agendas, com possíveis visitas e intercâmbios futuros.

Eixos da cooperação

O memorando de entendimento estabelece um protocolo de intenções para que os dois países colaborem diretamente para avançar na igualdade de gênero, por meio da autonomia física e econômica das mulheres; e para criar políticas integradas para prevenir, sancionar e reparar a violência contra mulheres e meninas.

NO MARCO JURÍDICO, AS DUAS NAÇÕES SE COMPROMETEM, NO DIA A DIA, COM:

  • ·Apoio a mulheres migrantes: prevê o diálogo sobre a situação de brasileiras na Espanha e espanholas no Brasil que sofrem violências para garantir seus direitos em território estrangeiro.
  • ·Intercâmbio de boas práticas: troca de conhecimento sobre o que funciona em cada país para proteger vítimas e produzir estatísticas confiáveis (dados de feminicídio e violência).
  • · Aliança internacional: os dois países devem atuar juntos em fóruns globais e na região ibero-americana para fortalecer a agenda de gênero.
  • · Combate a estereótipos: para a erradicação da violência de gênero.

Pela colaboração mútua, tudo o que for produzido, como estudos, manuais e pesquisas, pertencerá a ambos os Estados e deve ser distribuído gratuitamente, sem fins lucrativos, com citação dos autores e ambos os governos.

O documento deixa claro que não haverá repasse de dinheiro entre os países. Cada ministério arcará com seus próprios custos dentro dos respectivos orçamentos.

As partes também se comprometem a oferecer instalações e pessoal para que as atividades planejadas saiam do papel.

O acordo vale por três anos, podendo ser renovado por iguais períodos. Se um dos países quiser desistir, deve avisar com 90 dias de antecedência.

Com Informações de Daniella Almeida da Agência Brasil

BRASIL SOMA 1 MORTE NO CAMPO A CADA 10 DIAS DESDE MASSACRE EM ELDORADO, HÁ 30 ANOS

(Episódio de 1996 deixou 19 mortos e se tornou símbolo da luta pela terra, enquanto conflitos agrários persistem e mudam de perfil, afetando povos tradicionais.)


(Fotos: Evangelista Rocha)

Trinta anos após o Massacre de Eldorado dos Carajás, ocorrido em 17 de abril de 1996, o Brasil ainda registra níveis persistentes de violência no campo. Dados da Comissão Pastoral da Terra indicam que, desde aquele episódio, o país soma 1.149 mortes em conflitos agrários, o equivalente a uma morte a cada dez dias.

O massacre, que aconteceu no município de Eldorado dos Carajás, no sudeste do Pará, deixou 19 trabalhadores rurais mortos no momento da ação policial, além de dezenas de feridos. Outras duas vítimas morreram posteriormente em decorrência dos ferimentos. O episódio se tornou um marco na história recente da luta pela terra no Brasil e passou a simbolizar a gravidade dos conflitos fundiários no país.

Mesmo após três décadas, os conflitos agrários seguem recorrentes e com números elevados. Levantamentos recentes apontam que o Brasil ultrapassa a marca de 2 mil ocorrências por ano desde 2020, evidenciando a permanência das disputas por terra, especialmente em regiões como o sudeste do Pará.

Os dados também mostram mudanças no perfil da violência. Se antes os principais atingidos eram trabalhadores sem-terra e posseiros, atualmente há crescimento de ataques contra povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais, que passaram a figurar entre as principais vítimas desses conflitos.

Outro aspecto apontado por especialistas é a transformação na dinâmica da violência, que deixou de ocorrer majoritariamente em grandes episódios isolados e passou a se manifestar de forma mais contínua, com confrontos localizados em diferentes regiões do país.

O Massacre de Eldorado dos Carajás segue como símbolo dessa realidade e mantém viva a discussão sobre reforma agrária, acesso à terra e políticas públicas voltadas ao campo, temas que continuam presentes no cenário nacional três décadas depois do episódio.

Hoje, sexta-feira (17), uma equipe do Correio de Carajás está na Curva do S, em Eldorado do Carajás, para acompanhar as ações que marcam o massacre ocorrido em 17 de abril de 1996.

Com informações do Portal Correio de Carajás

POPULAÇÃO NO BRASIL CRESCE EM RITMO MENOR E ESTÁ ENVELHECENDO

 


(Paulo Pinto/Agência Brasil)

A população brasileira está envelhecendo e cresce em ritmo cada vez menor. É o que mostra a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) 2025, divulgada nesta sexta-feira (17) pelo  Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No ano passado, a população residente foi de 212,7 milhões de pessoas, aumento de 0,39% em relação a 2024. A taxa de crescimento tem ficado abaixo de 0,60% desde 2021. Do total, 51,2% eram mulheres e 48,8% eram homens.

A distribuição da população residente no país mostra queda da proporção de pessoas abaixo de 40 anos de idade: o grupo está 6,1% menor em 2025 do que em 2012. Por outro lado, há crescimento dos que estão acima dessa faixa etária: 40 a 49 anos (de 13% para 15%), 50 a 59 anos (de 10% para 11,8%) e 60 anos ou mais (de 11,3% para 16,6%).

A transformação aparece também na pirâmide etária. Entre 2012 e 2025, houve estreitamento da base e alargamento do topo, com queda da população de até 39 anos.

As diferenças regionais permanecem marcantes. Norte e Nordeste concentram os maiores percentuais de jovens – com 22,6% e 19,1% da população de até 13 anos, respectivamente – enquanto Sudeste e Sul têm maior presença de idosos, ambos com 18,1% da população com 60 anos ou mais.

Também há mudanças na forma como a população declara cor ou raça. Diminuiu em todas as regiões do país o número de pessoas que se declaram brancas. Em 2012, brancos eram 46,4% da população. Em 2025, passaram a ser 42,6%. Pessoas declaradas pretas aumentaram de 7,4% para 10,4%.

A Região Norte foi a que registrou maior crescimento da população preta, de 8,7% para 12,9%. A Região Sul foi a que teve maior crescimento das pessoas de cor ou raça parda (de 16,7% para 22%) e maior queda da população autodeclarada branca (de 78,8% para 72,3%).

Com informações de Rafael Cardoso da Agência Brasil

MASSACRE DE ELDORADO DOS CARAJÁS COMPLETA 30 ANOS EM MEIO A MAIS DE 200 ÁREAS EM CONFLITO AGRÁRIO NO PARÁ

(Em 1996, 21 trabalhadores rurais foram mortos pela PM. Três décadas depois, cerca de 20 mil famílias vivem em áreas em disputa, segundo a Comissão Pastoral da Terra (CPT).)


(Foto: Marcello Cesae Jr/Agência Brasil)

Trinta anos após o Massacre de Eldorado dos Carajás, no sudeste do Pará, conflitos por terra seguem em larga escala no estado. Levantamento da Comissão Pastoral da Terra (CPT) aponta mais de 200 áreas em situação de disputa, envolvendo cerca de 20 mil famílias.

A data é marcada por atos, marchas e homenagens organizadas por movimentos sociais, como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Milhares de pessoas caminham mais de 70 quilômetros entre Curionópolis e Eldorado dos Carajás, refazendo o trajeto percorrido por trabalhadores rurais em abril de 1996.

Na Curva do S, local onde ocorreu o massacre, cruzes e monumentos marcam os pontos onde camponeses foram mortos durante a ação da Polícia Militar.

Com informações do G1/Pará

STF DECIDE QUE PISO NACIONAL DEVE SER PAGO A PROFESSORES TEMPORÁRIOS


(foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil)

Por unanimidade, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (16) que professores temporários da rede pública de estados e municípios têm direito ao pagamento do piso salarial nacional do magistério público, atualmente em R$ 5.130,63. 

Com a decisão, a Corte reconheceu que professores temporários e efetivos da rede pública devem receber o piso. Antes da decisão, somente os efetivos tinham o direito garantido. 

A decisão foi motivada por um recurso protocolado por uma professora temporária de Pernambuco que recorreu à Justiça para que fosse reconhecido o direito ao recebimento do piso. De acordo com o processo, ela recebia cerca de R$ 1,4 mil para cumprir uma carga horária de 150 horas mensais. 

O pagamento do piso salarial nacional para os profissionais do magistério da educação básica pública está previsto na Constituição e foi regulamentado pela Lei 11.738 de 2008.

O piso é atualizado anualmente pelo Ministério da Educação. Para 2026, o valor foi fixado em R$ 5.130,63 para jornada de 40 horas semanais. Professores que têm jornadas maiores devem receber de forma proporcional ao piso estabelecido.

parte do pagamento é garantido por verbas federais do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Cabe os estados e municípios fazer o complemento financeiro. 

Com informações de André Richter da Agência Brasil

quinta-feira, 16 de abril de 2026

MINHA CASA, MINHA VIDA RECEBE R$ 20 BILHÕES DO FUNDO SOCIAL E AUMENTA LIMITES DE RENDA


O governo federal oficializou, nesta quarta-feira (15), o repasse de R$ 20 bilhões oriundos do Fundo Social para fortalecer o programa Minha Casa, Minha Vida. O montante será destinado prioritariamente à Faixa 3, visando atingir a meta de três milhões de unidades habitacionais contratadas até o encerramento deste ano.

A nova estratégia financeira surge após uma decisão unânime do Conselho Curador do FGTS, que autorizou o uso desses recursos extras. Além da injeção de capital, o colegiado validou o aumento do teto de renda para os beneficiários e o reajuste nos preços dos imóveis permitidos.

Para as famílias da Faixa 1, o limite salarial aceito avançou de R$ 2.850 para R$ 3.200 mensais. Já os cidadãos enquadrados na Faixa 2 agora podem comprovar rendimentos de até R$ 5.000, superando o antigo teto de R$ 4.700.

O maior impacto nas faixas superiores elevou a renda da Faixa 3 para R$ 9.600 e a da Faixa 4 para R$ 13.000 mensais. Essas correções buscam adequar o acesso ao crédito habitacional diante das variações econômicas registradas recentemente em todo o país.

Em relação ao valor de mercado das residências, as unidades da Faixa 3 passaram de R$ 350 mil para R$ 400 mil. No topo do programa, a Faixa 4 teve reajuste de 20%, permitindo agora o financiamento de propriedades de até R$ 600 mil.

Com essas atualizações, o governo federal pretende dinamizar o setor da construção civil e reduzir o déficit habitacional nas regiões brasileiras. O foco nas faixas intermediárias deve acelerar a assinatura de novos contratos por famílias que antes excediam os limites anteriores.

Com informações da Agência Brasil

OPERAÇÃO DA POLÍCIA CIVIL INTERCEPTA GRUPO E APREENDE MATERIAIS USADOS EM GARIMPO ILEGAL EM ORIXIMINÁ

(Seis suspeitos foram abordados em embarcação com mercúrio, armas e equipamentos de extração clandestina na zona rural do município)


Uma operação realizada pela Polícia Civil, em conjunto com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMA), resultou na interceptação de um grupo suspeito de atuar no garimpo ilegal na zona rural de Oriximiná. A ação ocorreu na terça-feira (14), na região da comunidade Cachoeira da Pancada.

Durante as diligências, os agentes identificaram uma embarcação que seguia em direção a uma área de difícil acesso, levantando suspeitas. Ao realizar a abordagem, foi constatado que seis homens estavam a bordo com destino a um ponto de extração clandestina de ouro.

Na vistoria, foram encontrados diversos materiais típicos da atividade ilegal, incluindo cerca de 500 gramas de uma substância semelhante ao mercúrio — altamente prejudicial ao meio ambiente e à saúde —, duas espingardas com numeração suprimida, além de combustível, motores, baterias, equipamentos de prospecção mineral, detector de metais e sistema de comunicação via satélite.

Segundo os levantamentos feitos no local, os próprios suspeitos admitiram que seguiam para a área com o objetivo de realizar a extração irregular de ouro, o que reforçou os indícios da prática criminosa.

A polícia também identificou que um dos envolvidos possuía permissão de lavra garimpeira, documento que pode ter sido utilizado de forma irregular para encobrir a atividade ilegal. A situação será investigada com mais profundidade.

Todos os seis suspeitos, juntamente com os materiais apreendidos, foram encaminhados à delegacia para os procedimentos legais e permanecem à disposição da Justiça.

Com informações da Polícia Civil e Gazeta de Carajás

JOVEM É ENCONTRADA MORTA COM MARCAS DE TORTURA EM ÁREA DE MATA EM ANANINDEUA; EX-NAMORADO É PRESO


(A Polícia Civil informou que o caso está sendo investigado pela Delegacia de Enfrentamento ao Feminicídio e Outras Mortes Violentas em Função de Gênero (Defem))


(Foto: Reprodução/ redes sociais)

O corpo de Maysa Caroline Leal de Souza, de 26 anos, foi encontrado na tarde desta quinta-feira (16) em uma área de mata no bairro do Curuçambá, em Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém. A jovem estava desaparecida desde a última terça-feira (14), após sair de casa a convite de uma amiga identificada apenas como “Duda”, no bairro do Paar.

De acordo com familiares, a própria amiga teria comunicado que Maysa havia sido morta. A família registrou boletim de ocorrência com apoio da Polícia Militar e iniciou buscas, que inicialmente não tiveram sucesso.

Na noite de quarta-feira (15), novas informações indicaram que o corpo poderia estar nas proximidades do campo conhecido como “Formigão”, no Curuçambá. A localização foi confirmada nesta quinta-feira. Segundo a polícia, a vítima apresentava pelo menos sete perfurações por arma de fogo, além de sinais de tortura, características do “tribunal do crime”.


Equipes do Corpo de Bombeiros auxiliaram nas buscas. O corpo foi removido pela Polícia Científica e encaminhado ao Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol), onde passará por exames periciais.

Um dos suspeitos, apontado como ex-namorado da vítima, foi preso nesta quinta-feira no município de Bragança, na região do Salgado paraense. À polícia, ele afirmou que não mantinha mais relacionamento com Maysa e disse que “Duda” teria atraído a jovem para uma emboscada.

O suspeito também citou um homem conhecido como “Davi”, apelidado de “Escobar”, como possível mandante do crime, e mencionou a participação de outro indivíduo, chamado “Dedo”, que estaria conduzindo um carro branco utilizado na ação. Segundo o depoimento, ele próprio teria sido convidado, mas recusou, alegando que também poderia ser morto.

Em nota, a Polícia Civil informou que o caso está sendo investigado pela Delegacia de Enfrentamento ao Feminicídio e Outras Mortes Violentas em Função de Gênero (Defem). Um suspeito foi detido e encaminhado para os procedimentos legais.

Com Informações de O Liberal

PARÁ: JOVEM QUE DESAPARECEU APÓS SER LEVADA PARA ÁREA DE MATA PODE ESTAR MORTA

(Família acionou a polícia após receber informações de possível execução; buscas ocorrem em Ananindeua)


(Foto: Divulgação)

Uma jovem de 26 anos está sendo procurada por familiares e forças de segurança após desaparecer na tarde de quarta-feira, depois de sair para um encontro a convite de uma amiga, no bairro Paar, em Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém.

Há suspeitas de que a jovem esteja morta, após familiares receberem informações de que ela teria sido levada para uma área de mata e possivelmente vítima de um chamado tribunal do crime.

Equipes da Polícia Militar foram acionadas e iniciaram diligências em áreas apontadas como possíveis locais onde o corpo poderia estar. As buscas começaram na região da Copem, no bairro do Icuí, e posteriormente foram direcionadas para o campo do Formigão, no Curuçambá, após novas informações.

O desaparecimento teria ocorrido por volta das 16h. A família registrou boletim de ocorrência e segue acompanhando as buscas, que contam com o apoio de batalhões responsáveis pela área.

Os familiares foram orientados a manter contato com a Polícia Civil, que deve dar continuidade às investigações para esclarecer o caso e localizar a jovem.

Com informações do Roma News e Portal Debate

“CURVA DO S” TERÁ ATO PÚBLICO NOS 30 ANOS DO MASSACRE DE ELDORADO


(Fotos: Divulgação e Arquivo)

O sudeste do Pará registra nesta semana mobilizações relacionadas à questão agrária no Brasil. Desde o dia 13, trabalhadores rurais ligados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) deram início a uma caminhada rumo ao município de Eldorado do Carajás. A marcha, que reúne famílias de assentamentos de Parauapebas, Curionópolis e Canaã dos Carajás, marca a Jornada Nacional de Luta pela Reforma Agrária Popular.

Neste ano de 2026, a mobilização ocorre no marco dos 30 anos do Massacre de Eldorado do Carajás. Ocorrido em 17 de abril de 1996, o episódio resultou na morte de 21 trabalhadores rurais durante uma ação da Polícia Militar do Estado do Pará na rodovia BR-155, no trecho conhecido como “Curva do S”. Três décadas depois, o evento permanece como um dos principais marcos históricos nos registros de conflitos agrários brasileiros.

Sob o lema “Em defesa da Reforma Agrária Popular: basta de violência contra os povos e a natureza”, a jornada se estenderá até a próxima sexta-feira (17), com uma agenda de atividades programadas para diversas regiões do território nacional. No Pará, estado onde ocorreu o episódio de 1996, as ações convergem para a Curva do S.

A caminhada integra a marcha intitulada “A voz pela vida calará a ambição”. A organização estima que cerca de 3 mil participantes se juntem ao longo do trajeto até Eldorado do Carajás. A chegada dos manifestantes ao local está prevista para o Dia Internacional da Luta Camponesa, celebrado em 17 de abril em alusão à data do evento no Pará.

Paralelamente à marcha, o MST deu início ao 20º Acampamento Pedagógico da Juventude Sem Terra Oziel Alves, evento que reúne aproximadamente 500 jovens. A programação do acampamento inclui oficinas, debates e ações simbólicas, como a reconstrução do monumento erguido em memória aos trabalhadores mortos.

Com informações do Portal Correio de Carajás

CAMPANHA VAI APLICAR 89 MIL DOSES DE VACINAS EM TERRITÓRIOS INDÍGENAS

(Objetivo é ampliar acesso à imunização em áreas de difícil acessp)


(Fotos: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasi e Fábio Maciel/MS

O Ministério da Saúde espera aplicar mais de 89 mil doses de vacinas em 650 aldeias indígenas entre 25 de abril e 25 de maio de 2026. Neste período, será realizado o Mês de Vacinação dos Povos Indígenas (MVPI), com o objetivo de ampliar o acesso à imunização em territórios indígenas, especialmente em áreas de difícil acesso. O anúncio foi feito nesta segunda-feira pela pasta. 

No ano passado, foram aplicadas mais de 70 mil doses, alcançando 57 mil indígenas. A campanha de 2026 foi anunciada pela secretária de Saúde Indígena, Lucinha Tremembé, na aldeia Barão do Rio Branco, localizada em Mâncio Lima (AC). O município conta com três etnias (Puyanawa, Nukini e Nawa), somando cerca de 2 mil indígenas.

De acordo com a secretária, iniciar a mobilização em um território com desafios históricos de acesso é uma decisão estratégica e necessária.

“Nosso objetivo é ampliar a cobertura vacinal justamente em locais de baixa cobertura, garantindo que a informação chegue de forma clara e respeitosa, e que a população compreenda a importância da imunização para a proteção individual e coletiva”, disse.


Durante o MVPI, serão ofertados todos os imunobiológicos previstos no Calendário Nacional de Vacinação: Hepatite A; Hepatite B; BCG; Penta (DTP/Hib/Hep B); Pneumocócica 10-valente; Pneumocócica 23-valente (Pneumo 23); VIP (Vacina Inativada Poliomielite); VRH (Vacina Rotavírus Humano); Meningocócica C (conjugada); Meningocócica ACWY (conjugada); Febre amarela; Tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba); Tetraviral (sarampo, rubéola, caxumba e varicela); Varicela (monovalente); DTP (tríplice bacteriana); dTpa; HPV quadrivalente (papilomavírus humano); Influenza; e Covid-19.

A iniciativa é realizada desde 2010 e está integrada à 24ª Semana de Vacinação nas Américas e à 15ª Semana Mundial de Imunização, que iniciam no dia 25 e seguem até 2 de maio. Coordenada pela Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), a campanha reforça a proteção contra doenças imunopreveníveis e contribui para o fortalecimento da atenção primária, por meio da busca ativa de indígenas ainda não imunizados.

Com informações deFlávia Albuquerque da Agência Brasil