sábado, 25 de julho de 2026

FEMINICÍDIO SEGUIDO DE SUICÍDIO MARCAM A SEXTA-FEIRA (24) EM PARAUAPEBAS

No Brasil, 1.571 mulheres foram vítimas de feminicídio, em 2025. Neste ano, de janeiro a junho, 741 mulheres já foram assassinadas. O Pará é um dos estados em que houve crescimento desse tipo de crime.


(Foto: Divulgação)

Luiz Junio de Jesus matou a ex-mulher, Ana Vera, de 46 anos, com um tiro, no Centro de Abastecimento de Parauapebas, também conhecido como Feira do Produtor, no Bairro Novo Horizonte. Em seguida, fugiu de moto e, horas depois, disparou contra a própria cabeça, na margem do rio, próximo de um lixão. O suicídio, antecedido de feminicídio, aconteceu na manhã desta sexta-feira (24).

Testemunhas contaram à polícia que, antes de matar a mulher, logo cedo, Luiz foi até o box em que ela trabalhava com a venda de peixes e houve uma acirrada discussão. Depois do bate-boca, ele se retirou, mas retornou quando Ana atendia um freguês e ambos se atracaram numa luta corporal, momento em que o homem sacou da arma e matou a ex-mulher com um tiro.

Após o feminicídio, Luiz montou na moto e saiu em disparada. Horas depois, a Polícia Militar foi chamada, por pessoas que estavam na beira do rio, as quais comunicaram ter ouvido um estampido de tiro, na direção do lixão do Bairro Águas Frias. No local, os policiais militares constaram que se tratou de um suicídio.

A Polícia Civil foi comunicada, assim como a Polícia Científica, que, após o levantamento do local e crime, providenciou a remoção do corpo de Luiz.

Brasil bate recorde de feminicídios em 2025

O Brasil registrou 1.571 vítimas de feminicídio em 2025, o maior número da série histórica, segundo o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado na quinta-feira (23). O total representa um aumento de 4% em relação a 2024 e corresponde a uma taxa de 1,4 feminicídio para cada 100 mil mulheres, consolidando a tendência de crescimento desse tipo de crime no país e confirmando o quarto recorde consecutivo do indicador.

De janeiro a junho deste ano, mais de 700 mulheres já foram mortas

O Brasil registrou 741 feminicídios entre janeiro e junho de 2026, uma redução de 2,5% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram contabilizados 760 casos. Os dados constam do Monitoramento Nacional da Violência contra a Mulher, elaborado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e pelo Ministério das Mulheres (MMULHERES) com base nas informações do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp VDE).

Na comparação mensal, junho apresentou 108 registros, o menor número do primeiro semestre de 2026. No acumulado do período, foram 19 casos a menos em relação ao primeiro semestre de 2025.

A análise por unidade da Federação mostra comportamentos distintos. Acre (AC), Rondônia (RO), Roraima (RR), Piauí (PI), Maranhão (MA) e Pernambuco (PE) registraram redução nos casos em comparação ao primeiro semestre do ano anterior.

Houve aumento em Goiás (GO), Santa Catarina (SC), Paraná (PR), Sergipe (SE), Amazonas (AM) e São Paulo (SP), enquanto Bahia (BA), Espírito Santo (ES), Pará (PA) e Tocantins (TO) mantiveram estabilidade no período.

Regionalmente, as maiores reduções foram observadas nas regiões Norte (-20,0%) e Nordeste (-19,9%). As regiões Centro-Oeste (+19,0%), Sul (+19,2%) e Sudeste (+2,6%) registraram aumento no número de casos em relação ao primeiro semestre de 2025. No consolidado nacional, a redução foi de 2,5%.

O levantamento também apresenta a evolução dos registros ao longo de 2026. Na comparação entre os dois primeiros trimestres do ano, observa-se redução de 59 casos, indicando queda dos feminicídios entre abril e junho em relação ao período de janeiro a março.

Com informações da CNN Brasil, Governo Federal e Zé Dudu

MULHERES NEGRAS EXALTAM TEREZA DE BENGUELA E COBRAM TITULAÇÃO DE TERRA

(Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha é neste sábado (25))


(Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Neste sábado (25), é celebrado o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, marco de reconhecimento da luta pelos direitos das mulheres negras. Desde 2014, o 25 de julho é também o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, em homenagem à líder quilombola.

Tereza de Benguela viveu no século 18 e se tornou líder do Quilombo do Quariterê, em Mato Grosso, depois que seu marido, José Piolho, foi assassinado por soldados do estado. Conhecida como “rainha Tereza”, ela liderou por 20 anos a comunidade de mais de 100 pessoas – entre indígenas e negros – que resistiu à escravidão até 1770. 
Não se sabe se Tereza morreu em combate contra portugueses que invadiram o quilombo ou se ainda conseguiu viver mais alguns anos. Também é incerto o local onde nasceu – se em algum país do continente africano ou no Brasil. O que se sabe é que Tereza de Benguela tornou-se referência de luta e resistência para as mulheres negras do Brasil.

Leonor Costa, jornalista, pesquisadora em Direitos Humanos e militante do Movimento Negro Unificado, destaca o legado deixado pela líder quilombola. 

“Teresa de Benguela tem a nos ensinar que, diante da opressão, não há outra alternativa que não seja a luta, que não seja o enfrentamento de um sistema que oprime.”

Documentos históricos indicam que Tereza de Benguela governava o quilombo em um sistema semelhante ao de um Parlamento, com decisões tomadas coletivamente.

Para Selma Dealdina Mbaye, da Coordenação Nacional de Comunidades Negras Rurais Quilombolas, a força da rainha Tereza está viva na luta das mulheres pelo direito à terra. Ela destaca a urgência da titulação de territórios quilombolas como pauta deste 25 de julho. 

"A maioria do público dos territórios quilombos é formada por mulheres e essas mulheres também anseiam ver os seus territórios titulados, livres de grilagem de terras, da exploração, da mineração, livre de todas as violências e violações."

Segundo ela, há o Brasil mais de 8 mil quilombos, que reúnem mais de 1,3 milhão de pessoas, em 24 estados e mais de 1,7 mil municípios. "Então, a gente tem um número significativo de pessoas nesses espaços e a gente precisa cada vez mais garantir esses territórios.”

Memória

Desde 2014, a dia 25 de julho foi instituído por lei como Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. A data nacional soma-se ao Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, comemorado desde 1992, quando ocorreu o 1º Encontro de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-caribenhas, em Santo Domingo, na República Dominicana.

O evento contou com representantes de mais de 30 países, que denunciaram violências como o racismo e as desigualdades sofridas por mulheres negras e buscaram construir uma agenda coletiva de mobilização. 

No Brasil, desde 2013, ocorre o Julho das Pretas, iniciativa criada pelo Odara, Instituto da Mulher Negra de Salvador. Este ano, a agenda da 14ª edição reúne mais de 600 atividades espalhadas pelo país, organizadas por quase 300 coletivos ao longo do mês.
Entre as ações, está a Marcha das Mulheres Negras de São Paulo, que exige justiça por Luana Barbosa, mulher negra e lésbica, espancada e morta há dez anos, depois de se recusar a ser revistada por policiais homens durante uma abordagem em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. 

Com informações de Sarah Quines da Rádio Nacional

PARÁ PODE VOLTAR A DISCUTIR DIVISA COM MATO GROSSO EM AUDIÊNCIA NO STF

O pedido foi protocolado em 16 de julho e ainda aguarda resposta da Corte.


Sob a liderança do presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (Pode), a Procuradoria-Geral da Casa solicitou ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, a realização de uma nova audiência de conciliação para debater os limites territoriais entre Mato Grosso e Pará, especialmente os impactos e prejuízos enfrentados pelos municípios mato-grossenses, que frequentemente prestam serviços de saúde e segurança à população de áreas pertencentes ao estado vizinho.

O pedido foi protocolado em 16 de julho e ainda aguarda resposta da Corte.

Na nova manifestação encaminhada ao STF, a Assembleia reforçou a petição institucional já apresentada em junho, após a primeira audiência de conciliação entre os estados, a qual contou com forte atuação de Max.

Na ocasião, foi estabelecido prazo de 30 dias para que Mato Grosso apresentasse propostas complementares de acordo sobre os demais eixos da transição, além das questões que já estavam em andamento.

Nesse período, houve avanço no âmbito da regularização fundiária. A Procuradoria-Geral do Estado (PGE-MT) apresentou documentos encaminhados pelas prefeituras, além de informações técnicas relacionadas aos títulos de propriedade e à situação das áreas afetadas, permitindo que esse eixo evoluísse de forma mais consistente que os demais.

Em relação aos outros impactos decorrentes da definição da divisa, porém, diante da complexidade do tema e da necessidade de reunir informações de municípios, secretarias estaduais e órgãos técnicos, a PGE solicitou a ampliação do prazo.

O Estado do Pará, no entanto, manifestou-se contra a prorrogação. Em sua manifestação, defendeu o cumprimento do prazo inicialmente fixado e sustentou que os demais temas poderiam ser resolvidos administrativa e extrajudicialmente, sem a condução direta da conciliação pelo STF.

Foi nesse contexto que, em 16 de julho, a Assembleia apresentou nova manifestação ao Supremo, argumentando que retirar esses temas da conciliação supervisionada pela Corte pode prejudicar a população que deveria ser beneficiada pelo acordo.

Questões como saúde, educação, transporte, segurança, regularização ambiental e cadastral, ressarcimento de despesas e prestação compartilhada de serviços públicos envolvem diferentes estados, municípios e órgãos federais, o que dificulta uma solução uniforme por meio de negociações administrativas isoladas.

Para a ALMT, existe o risco de haver um avanço rápido na regularização patrimonial e fundiária, enquanto os problemas enfrentados diariamente pela população permaneçam fragmentados em futuras negociações, sem prazo definido, coordenação ou supervisão comum.

A nova petição também questiona a produção de provas no processo. Enquanto os municípios de Mato Grosso apresentaram documentos que comprovam os serviços prestados e a histórica vinculação administrativa dessas comunidades, a Assembleia cobra que o Pará aponte, com provas concretas, que possui estrutura e condições para assumir imediatamente esse atendimento.

A Assembleia também apresentou um pedido subsidiário: caso o STF entenda que a conciliação não reúne condições para avançar de forma ampla e efetiva sobre esses temas, a ALMT solicita que sejam apreciados integralmente os embargos de declaração apresentados por Mato Grosso, incluindo as questões de mérito ainda pendentes. Ou seja, a alternativa não deve ser restringir a conciliação à regularização fundiária e encerrar os demais temas sem solução no processo.

Além disso, foi solicitada a realização de uma nova audiência entre representantes de Mato Grosso e o ministro Flávio Dino, para apresentar pessoalmente a petição, expor a dimensão prática dos problemas enfrentados pelos municípios e reforçar a necessidade de manter os demais eixos dentro da construção conciliatória. O pedido também aguarda resposta.

Embate histórico

A disputa entre Mato Grosso e Pará envolve uma área de aproximadamente 22 mil km² na divisa entre os estados. Embora o Supremo Tribunal Federal (STF) tenha reconhecido o território como pertencente ao Pará, milhares de moradores da região continuam dependentes da estrutura pública mato-grossense, recebendo atendimento em hospitais, escolas, serviços de segurança, transporte e demais políticas públicas mantidas por municípios de Mato Grosso.

A disputa envolve uma área conhecida como Cachoeira das Sete Quedas e abrange seis municípios paraenses: Jacareacanga, Novo Progresso, Altamira, São Félix do Xingu, Cumaru do Norte e Santana do Araguaia. 

Com informações de O Documento e Portal Debate

STF SUSPENDE R$ 125 MILHÕES EM EMENDAS E CNM ORIENTA MUNICÍPIOS A REFORÇAREM TRANSPARÊNCIA

(Decisão atinge 46 municípios de Minas Gerais, São Paulo, Bahia, Pará, Paraná e Rio de Janeiro e reforça exigências de prestação de contas para liberação de recursos federais.)


(Imagem: Reprodução/Prefeitura de Gavião Peixoto)

A suspensão da execução de mais de R$ 125 milhões em emendas parlamentares destinadas a 46 municípios de seis estados levou a Confederação Nacional de Municípios (CNM) a orientar prefeitos e equipes técnicas a reforçarem os mecanismos de transparência e prestação de contas. A medida, determinada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), alcança emendas individuais e de comissão destinadas às áreas de saúde, turismo e desenvolvimento urbano.

Os municípios afetados estão distribuídos por Minas Gerais (29), São Paulo (11), Bahia (3), Pará (1), Paraná (1) e Rio de Janeiro (1). Segundo o STF, a suspensão tem caráter cautelar e está restrita às emendas investigadas por indícios de irregularidades e pelo descumprimento das exigências de transparência e rastreabilidade dos recursos públicos.

Na avaliação da CNM, a decisão reforça a necessidade de que os municípios mantenham atualizados os planos de trabalho, registrem corretamente as informações nas plataformas oficiais, como o Transferegov, e cumpram rigorosamente as exigências de prestação de contas. 

A entidade alerta que falhas nesses procedimentos podem resultar em bloqueios de recursos e comprometer investimentos financiados por emendas parlamentares.

A decisão do STF reforça que a transparência é condição para garantir a correta aplicação do dinheiro público e permitir a fiscalização pelos órgãos de controle e pela sociedade.

Com informações de Juline Pogorselski, Ag do Radio.

 

CAMINHONEIROS DENUNCIAM FURTO EM VEÍCULOS ESTACIONADOS EM PÁTIO NO PARÁ

Motoristas afirmam que criminosos abriram os caminhões enquanto eles tomavam banho e levaram dinheiro e cartões de crédito; caso ocorreu no Pátio do Miran


Dois caminhoneiros denunciaram terem sido vítimas de furto enquanto os veículos estavam estacionados no Pátio do Miran, em Barcarena, nordeste do Pará.

Segundo o relato de uma motorista, os caminhões ficaram no local enquanto eles se ausentaram por alguns minutos para tomar banho. Ao retornarem, perceberam que os veículos haviam sido abertos e que criminosos levaram dinheiro, cartões de crédito e outros valores que estavam nos caminhões.

Em um vídeo gravado após o crime, um dos caminhoneiros afirma que tanto o seu veículo quanto o de outro motorista foram alvo da ação. Ela também fez um alerta para que outros profissionais redobrem a atenção ao estacionar no local.

Até o momento, não há informações sobre suspeitos ou sobre a recuperação dos pertences levados. 

Com informações do portal Roma News

LAVAGEM DE OURO MOVIMENTA R$ 18 BI ENTRE 2018 E 2026

O Ministério Público Federal (MPF) comunicou, no dia 17 de julho, que apresentou uma ação civil pública contra a Agência Nacional de Mineração (ANM) com base em investigação feita a partir do relatório produzido pelo Greenpeace Brasil. O documento ‘Lavagem de ouro na Amazônia: anatomia de uma fraude’, publicado pelo Greenpeace Brasil em julho, aponta graves falhas na fiscalização da ANM e revela como as Permissões de Lavra Garimpeira (PLGs) têm sido usadas para dar aparência legal ao ouro extraído ilegalmente da Amazônia, inclusive de Terras Indígenas (TI) e Unidades de Conservação (UC).

Com informações da Revista Brasil Mineral

CNI DEFENDE NEGOCIAÇÃO COM OS EUA E PROPÕE NOVA MISSÃO DA POLÍTICA INDUSTRIAL APÓS AUMENTO DE TARIFAS

Diante da escalada das tarifas impostas pelos EUA sobre a importação de produtos brasileiros, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, afirmou que a principal estratégia para reduzir os impactos sobre a indústria nacional é manter as negociações entre os dois países. A proposta da entidade é criar uma sétima missão, dentro da política industrial, destinada a apoiar os setores industriais afetados pelas novas tarifas. Com informações de Paloma Custódio/Brasil 61

VÍTIMA FATAL EM ACIDENTE DA PA 287 ENTRE REDENÇÃO E CONCEIÇÃO DO ARAGUAIA

Mais um acidente e mais um óbito na "perigosa" PA 287 entre Redenção e Conceição do Araguaia, próximo da vila Cachamorra, no sul do Pará.


Segundo informações, na noite de sábado (24), um veículo capotou ao desviar de um carro. Três pessoas estavam no veículo.

Um homem identificado por Kleiton Sousa, 19 anos, que estava no banco traseiro e que estaria sem cinto de segurança teria sido arremessado para fora do veículo e veio a óbito.

Com informações de Otavio Araújo

TRABALHADOR RURAL É MORTO EM VICINAL DE NOVA IPIXUNA


(Foto: Divulgação)

Rodrigo Dutra dos Santos, o ‘Sapuca’, foi morto na Vicinal dos Boiadeiros. Polícia encontrou cápsulas de diferentes armas no local.

Um trabalhador rural de Nova Ipixuna foi assassinado a tiros na manhã de quinta-feira (23). Rodrigo Dutra dos Santos, conhecido como ‘Sapuca’, chegava para trabalhar em uma fazenda na Vicinal dos Boiadeiros, por volta das 6 horas, quando foi atacado.

No local do crime, a Polícia Civil descobriu que os assassinos usaram mais de uma arma. Os policiais encontraram marcas e restos de munição que provam o uso tanto de revólver quanto de espingarda contra a vítima, mostrando a violência do ataque.

Ainda não se sabe quem cometeu o crime e nem o motivo. A Polícia Científica foi chamada para analisar o local e recolher o corpo. Agora, a delegacia da cidade investiga o caso e busca conversar com testemunhas para tentar identificar os culpados.

Com informações da PC e  Luciana Araújo/Correio de Carajás

sexta-feira, 24 de julho de 2026

ACIDENTES COM ARRAIAS AUMENTAM 133% NO PARÁ; VEJA QUAIS PRAIAS CONCENTRAM MAIS CASOS


O núero de acidentes com arraias em Belém apresentou um crescimento expressivo em 2026 e acendeu um alerta para moradores e turistas que frequentam as praias da capital paraense durante o período de férias escolares. Dados da Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma) mostram que, entre janeiro e junho deste ano, foram registrados 105 casos de ferroadas, quantidade superior ao dobro do total contabilizado durante todo o ano de 2025.

Diante do aumento do fluxo de banhistas em julho, a Sesma intensificou as orientações de prevenção para reduzir o risco de acidentes e reforçou os cuidados que devem ser adotados antes, durante e após o contato com a água.

Somente nos seis primeiros meses deste ano foram registrados 105 acidentes, o que representa um aumento de 133% em relação ao mesmo período do ano anterior. Para efeito de comparação, durante todo o ano de 2025 foram contabilizados 45 acidentes envolvendo arraias.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, esses animais costumam permanecer parcialmente enterrados na areia, principalmente em áreas rasas e de águas calmas. Na maior parte das ocorrências, o acidente acontece quando o banhista pisa na arraia sem perceber sua presença.

O médico veterinário da Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ), Claudio Douglas de Oliveira Guimarães, explica que uma mudança simples na forma de entrar na água pode reduzir significativamente as chances de acidentes.

“Em vez de caminhar levantando os pés, o ideal é arrastá-los suavemente pela areia ao entrar na água. Esse movimento provoca uma pequena vibração e faz com que a arraia perceba a aproximação da pessoa, tendo a oportunidade de se afastar naturalmente, evitando o contato e diminuindo as chances de um acidente”, explicou.

Além dessa recomendação, o especialista alerta para que as pessoas evitem qualquer tentativa de tocar ou capturar arraias, mesmo quando os animais estiverem próximos da faixa de areia.

“As arraias não são animais agressivos e os acidentes geralmente acontecem como uma reação de defesa, quando elas se sentem ameaçadas ou são pisadas acidentalmente. Por isso, a prevenção e o respeito ao espaço desses animais são fundamentais”, afirmou.

Ainda conforme Claudio Douglas de Oliveira Guimarães, crianças devem permanecer sempre acompanhadas por um adulto durante o banho, enquanto todos os frequentadores das praias precisam seguir as orientações repassadas pelas equipes de vigilância que atuam durante o período do veraneio.

As áreas da capital paraense que concentram o maior número de registros de acidentes com arraias são:

  • Cotijuba e arredores;
  • praias de Mosqueiro, especialmente a Praia do Chapéu Virado;
  • Outeiro;
  • Praia do Cruzeiro, em Icoaraci.

A Secretaria Municipal de Saúde também divulgou uma série de recomendações para diminuir os riscos de acidentes. Entre elas, está a orientação para que os banhistas arrastem os pés na areia ao entrar na água, em vez de caminhar normalmente, permitindo que a arraia perceba a aproximação e se afaste.

O órgão também orienta que ninguém tente tocar, capturar ou manusear esses animais, além de reforçar a necessidade de manter crianças sob supervisão constante e respeitar todas as orientações repassadas pelas equipes de vigilância presentes nas praias.

Caso ocorra uma ferroada, a recomendação da Sesma é procurar imediatamente a unidade de saúde mais próxima para receber atendimento adequado.

A secretaria alerta que não é indicado utilizar substâncias caseiras, fazer cortes no local da lesão ou tentar retirar fragmentos do ferrão sem atendimento especializado. Segundo o órgão, a limpeza adequada do ferimento e o tratamento precoce ajudam a aliviar a dor, prevenir infecções e evitar complicações.

Com informações do portal Ver-O-Fato

TOCANTINS REGISTRA AUMENTO DE 52,8% NO NÚMERO DE FEMINICÍDIOS, APONTA ANUÁRIO DA SEGURANÇA PÚBLICA

Mais de 2 mil casos de lesão corporal no contexto de violência doméstica foram registrados no estado em 2025. A SSP informou que tem intensificado as ações de prevenção e investigação sobre feminicídios.


(Aliny, Antônia e Daiany estão entre as 66 vítimas de feminicídio no Tocantins em 2025 — Foto: Reprodução/Redes sociais)

A violência contra a mulher no Tocantins cresceu no último ano, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2026. Conforme o levantamento, em 2025, houve um aumento de 52,8% em casos de feminicídio, se comparado ao ano anterior. Outras ocorrências contra mulheres como ameaça, perseguição, violência psicológica e lesão corporal também cresceram (veja na tabela abaixo).

Segundo o Anuário, o Tocantins havia passado por uma redução de 28,3% no número de feminicídios entre 2023 e 2024. O aumento de mortes em 2025, passando de 13 para 20 vítimas, é um alerta sobre a segurança das mulheres no estado.

Outros crimes também cresceram

Casos de lesão corporal no contexto de violência doméstica cresceram 5,3% no último ano. Em 2024, o estado registrou 2.209 ocorrências e no ano seguinte, 2.343.

Crimes como stalking, em que o criminoso invade e perturba a privacidade da vítima, aumentaram em 2,3%, e casos de violência psicológica, cresceram em 9,6%.

Segundo a advogada Natália Santos, antes do feminicídio as vítimas passam por outros tipos de agressão.

Com informações de Stefani Cavalcante, Ana Paula Rehbein, g1 Tocantins 

CAMINHÃO TOMBA DURANTE OBRA PÚBLICA, DESTRÓI RESIDÊNCIA E DEIXA CASAL DESABRIGADO EM MARABÁ

(Caminhão pipa prestava serviço para uma empresa terceirizada contratada pela Prefeitura de Marabá. Segundo a Secretaria de Obras, empresa foi notificada e deve arcar com os prejuízos)


Um casal ficou desabrigado após a casa onde morava ser destruída por um caminhão-pipa que tombou e caiu em cima da residência durante uma obra de pavimentação, na tarde de terça-feira (22), em Marabá, no sudeste do Pará.

Segundo relatos dos moradores, o veículo descia uma ladeira que havia passado por terraplanagem quando o motorista perdeu o controle. A estrutura de terra cedeu e o caminhão tombou sobre o imóvel.

A dona de casa Luzia Rodrigues estava sozinha na residência no momento do acidente. Ela contou que havia acabado de voltar da cozinha quando ouviu o barulho da queda e conseguiu sair a tempo.

"Quando voltei eu ouvi só o barulho, só deu tempo de sair", relatou.

A residência ficou destruída. Na manhã seguinte ao acidente, o metalúrgico Antônio Alves retirava os poucos pertences que conseguiram ser preservados.

"No geral mesmo, resumindo, as coisas de mais utilidade dentro de casa foi quase embora tudo", afirmou.

O caminhão prestava serviço para uma empresa terceirizada contratada pela Prefeitura de Marabá para executar obras de pavimentação na via.

Sem poder permanecer no imóvel, o casal passou a ficar provisoriamente em uma kitnet nos fundos da casa de uma vizinha. Antônio afirmou que, até a gravação da reportagem, havia conversado apenas com representantes da empresa responsável pela obra.

"Até agora não. Ficou só o pessoal da empresa que conversou comigo ontem. Aí ficou de vir aqui hoje e conversarmos de novo", disse.

Ainda abalada, Luzia afirmou que não pretende voltar a morar no local e espera ser indenizada.

"Eu espero do fundo do meu coração que eles indenizem para a gente comprar outra casa, porque aqui mesmo eu não quero. Já é a segunda vez que acontece esse tipo de situação e eu já estou bem abalada", declarou.

Em nota, a Secretaria Municipal de Viação e Obras Públicas (Sevop) informou que o caminhão pertence a uma empresa contratada para executar as obras de pavimentação nas Folhas 7 e 8.

A secretaria disse que enviou uma equipe de fiscalização ao local para retirar o veículo e apurar as circunstâncias do acidente.

Segundo a Sevop, a empresa responsável pela obra foi notificada e assumirá integralmente os custos decorrentes do ocorrido, incluindo os reparos no imóvel, os prejuízos causados e a oferta de moradia provisória aos moradores durante a execução das intervenções necessárias.

A secretaria informou ainda que equipes da assistência social prestaram atendimento à família e que continuará acompanhando o caso para garantir o cumprimento das medidas anunciadas.

Com informações do g1/Pará

MICRO-ÔNIBUS CAPOTA E CAI EM RIBANCEIRA NO SUDESTE DO PARÁ

Micro-ônibus capotou e caiu em uma ribanceira na rodovia PA-160 nesta quinta-feira (23) deixando passageiros feridos.


Pelo menos 10 passageiros e o motorista estavam no veículo. Os feridos foram encaminhados para unidades de saúde após socorro do Samu e dos Bombeiros.

A suspeita é que o motorista perdeu o controle do veículo quando trafegava na altura do quilômetro 31 da rodovia.

As imagens registradas logo após o capotamento e divulgadas nas redes sociais, mostram que o micro-ônibus saiu da pista, derrubou a proteção lateral, caiu em uma ribanceira e tombou no meio da vegetação.

Objetos pessoais dos ocupantes, como sandálias, celulares e bagagens, ficaram espalhados pelo chão. Os vidros laterais e do para-brisa do veículo ficaram destruídos com o capotamento.


Equipes do Samu e do Corpo de Bombeiros foram acionadas e fizeram o resgate das vítimas.

O trecho da PA-160 entre Parauapebas e Canaã dos Carajás exige atenção redobrada por causa das curvas e da movimentação intensa de veículos pesados.

As causas do capotamento devem ser apuradas pela Polícia Rodoviária Estadual

Com informações do g1/Pará

PROGRAMA REM MT REABRE INSCRIÇÕES DOS EDITAIS PARA GARANTIR IGUALDADE DE OPORTUNIDADES ÀS ORGANIZAÇÕES

O Programa REM MT reabriu o período de inscrições dos Editais do Subprograma Agricultura Familiar e de Povos e Comunidades Tradicionais (AFPCT) e do Subprograma Territórios Indígenas (TI). A decisão foi oficializada por meio de erratas publicadas nesta quinta-feira, 23 de julho, e amplia o prazo para submissão das propostas até o dia 7 de agosto, às 23h59.


Os editais haviam encerrado o período de inscrições em 8 de julho. No entanto, durante a etapa de análise preliminar da documentação apresentada pelas organizações interessadas, foram identificadas pendências e divergências relacionadas ao envio dos documentos exigidos para habilitação, diante disso, todas as propostas enviadas precisam ser revisadas e enviadas com a documentação correta. 

O Programa REM MT optou por reabrir o prazo para garantir que todas as organizações tenham a oportunidade de complementar, substituir ou atualizar a documentação necessária, preservando os princípios da transparência, da ampla participação e da isonomia entre os participantes.

Durante o período de reabertura, serão aceitos documentos novos, substituição de arquivos anteriormente enviados, complementação da documentação e atualização de certidões eventualmente vencidas. Os documentos emitidos em cartório e que constam como regulares, não precisam ser emitidos novamente, apenas reenviados. Além disso, todas as organizações interessadas poderão participar da nova etapa, independentemente de terem realizado ou não a inscrição no período inicialmente previsto.

Para fins de habilitação, será realizada uma nova análise documental, sendo facultada a substituição, atualização ou complementação dos documentos anteriormente enviados. Será considerada, para todos os efeitos, a versão do  documento correspondente ao último envio realizado até o encerramento do novo prazo.

ESCLARECIMENTOS SOBRE A DOCUMENTAÇÃO

As erratas também promovem ajustes nos editais para esclarecer a forma correta de apresentação da documentação obrigatória, especialmente em relação aos documentos constitutivos das organizações, demonstrações contábeis, certidões e demais requisitos de habilitação.

As alterações têm como objetivo uniformizar o entendimento sobre as exigências documentais e proporcionar maior segurança jurídica às organizações participantes durante o processo seletivo.

TRANSPARÊNCIA NO PROCESSO

Como forma de ampliar a transparência, o Programa REM MT publicou, juntamente com as erratas, uma planilha informativa contendo a análise documental das inscrições recebidas até o dia 8 de julho. O documento apresenta as pendências identificadas em cada manifestação de interesse e serve como orientação para que as organizações possam realizar as adequações necessárias.

A planilha possui caráter exclusivamente informativo e não representa resultado definitivo de habilitação ou inabilitação, já que toda a documentação será novamente analisada após o encerramento do novo prazo de inscrições.

As erratas, os editais atualizados e todas as orientações para participação estão disponíveis nas páginas oficiais dos editais do Programa REM MT. Para ver as informações completas  do Edital do Subprograma Agricultura Familiar e de Povos e Comunidades Tradicionais (AFPCT) acesse:

https://fas-amazonia.org/editalremmtafpct2026/ 

Para o Edital do Territórios Indígenas (TI) acesse:

 https://fas-amazonia.org/editalremmtti2026/ .

Com informações de Priscila Soares/Assessora de Comunicação, (REM MT)