sábado, 26 de setembro de 2026

MARABÁ RECEBE 1º SEMINÁRIO DE HISTÓRIA NEGRA EM OUTUBRO

Evento reúne pesquisadores, artistas e representantes de comunidades negras para discutir memória, cultura e reparação no Sudeste do Pará


(Foto: Reprodução)

Marabá será palco, no dia 1º de outubro, do 1º Seminário de Memória e História Negra de Marabá, evento que propõe discutir a presença, a cultura e as contribuições da população negra para a formação do município e de outros territórios do Sudeste do Pará. A programação será realizada no Teatro Municipal Eduardo Abdelnor, das 8h às 18h.

Com o tema “Memória Negra como Direito: Cultura, Resistência e Compromisso Público com a Reparação”, o encontro integra as atividades do Festival da Consciência Negra de Marabá e antecipa as ações relacionadas ao mês dedicado à valorização da história e da cultura negra, celebrado em novembro.

Por que discutir a história negra de Marabá?

A proposta do seminário é colocar em debate histórias e experiências da população negra que, segundo os organizadores, ainda têm pouca visibilidade nas narrativas sobre a formação de Marabá e da região. Ao longo do dia, pesquisadores, agentes culturais, ativistas e representantes de comunidades participarão de mesas sobre memória, manifestações culturais, resistência e políticas públicas de preservação do patrimônio negro.

Além dos debates, o público poderá acompanhar apresentações artísticas e a Mostra Educativa Zélia Amador de Deus, que reunirá trabalhos acadêmicos, produções artísticas e relatos de experiências relacionados à luta antirracista no Sudeste do Pará.

O que terá na programação?

As atividades começam às 8h, com o credenciamento. Às 8h30, o Grupo Guerreiros do Quilombo Capoeira apresenta “Dança com fogo e Maculelê”. A primeira mesa, das 8h50 às 10h20, discutirá História e Memória Negra em Marabá, com mediação da professora Rosemayre Bezerra e participação de Janailson Macêdo, Mãe Dedé, Ana Luiza Rocha e Eric de Belém.

Na sequência, a segunda mesa aborda Cultura Negra em Movimento, com discussões sobre expressões culturais, territórios e resistência. Participam Trevo Ribeiro, Dani Pimentel, Mestre Zé do Boi e Margarida Negreiros, com mediação de Vanda Melo.

No período da tarde, a terceira mesa tratará da preservação, reconhecimento e reparação da memória negra como compromisso público. Entre os participantes estão representantes do Museu Municipal Francisco Coelho, Secult Marabá, Fundação Casa da Cultura, Unifesspa e Secretaria de Igualdade Racial e Direitos Humanos do Pará. O encerramento dos debates ocorre às 16h. A Mostra Educativa Zélia Amador de Deus terá visitação das 15h às 18h.

Onde será o seminário de História Negra?

O evento será realizado no Teatro Municipal Eduardo Abdelnor, em Marabá, e terá entrada gratuita. As inscrições para participação também são gratuitas e podem ser feitas pela internet.

A iniciativa é promovida pelo Coletivo Consciência Negra em Movimento, em parceria com o Museu Municipal Francisco Coelho. A programação faz parte do Festival da Consciência Negra de Marabá, cuja culminância está prevista para 20 de novembro.

Serviço

  • ·       1º Seminário de Memória e História Negra de Marabá
  • ·       Data: 1º de outubro
  • ·       Horário: 8h às 18h
  • ·       Local: Teatro Municipal Eduardo Abdelnor – Marabá
  • ·       Entrada: gratuita
  • ·       Inscrições: online
  • ·       Inscrição para participantes: Even3 – 1º Seminário de Memória e História Negra de Marabá
  • ·      Inscrição para expositores da Mostra: Formulário de expositores

Com informações do portal DOL Carajás

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ÔNIBUS QUE TOMBOU E DEIXOU 7 MORTOS E 13 FERIDOS NA BAHIA TINHA 22 PASSAGEIROS A BORDO

(Feridos receberam primeiros socorros no local no acidente, e foram encaminhados para unidades de saúde da região.)


(Fotos: Redes Sociais)

O ônibus da empresa Rio Real que tombou na BR-122, na zona rural de Iraquara, na Chapada Diamantina, e matou sete pessoas e deixou 13 feridos tinha 22 passageiros a bordo. O acidente aconteceu às 23h30 de sexta-feira (25).

(CORREÇÃO: o g1 errou ao noticiar que oito pessoas morreram no acidente. Na verdade, sete vítimas morreram no local. A Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) chegou a falar que uma oitava pessoa havia morrido, mas posteriormente retificou a informação. A reportagem foi atualizada às 14h38.)

As pessoas feridas receberam os primeiros socorros no local no acidente, a aproximadamente 15km de Iraquara, e foram encaminhadas para duas unidades de saúde da região:

  • ·        12 vítimas para o Hospital Regional de Seabra
  • ·        um ferido para o Hospital Municipal Américo Chagas, em Iraquara

A Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Departamento de Polícia Técnica (DPT) foram acionados para a ocorrência.


Equipes de resgate removeram três corpos das ferragens do ônibus. Após o veículo ser destombado, outros quatro corpos foram localizados: dois homens, uma mulher e uma criança. As identidades das vítimas ainda não foram divulgadas.

Duas pessoas foram resgatadas sem ferimentos do acidente, os dois motoristas do ônibus, que partiu de Fortaleza, no Ceará, e tinha como destino Palmas, no estado do Tocantins.

Uma das vítimas foi identificada como Lucas José Jesus Santana, soldado da Polícia Militar lotado na 28ª CIPM/Ibotirama. Ele viajava de carona e estava fardado no momento do acidente.

Ainda não foi determinada a causa do acidente. As circunstâncias ainda serão apuradas.

A Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) emitiu nota em que se solidariza com familiares, amigos e colegas das vítimas fatais, entre elas do soldado Lucas José. A pasta ressaltou que todas as medidas para investigar as causas do acidente estão sendo adotadas pela Polícia Civil e pelo Departamento de Polícia Técnica.

Com informações do g1/BA

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INDÍGENAS BLOQUEIAM BR-163 PARA COBRAR MEDIDAS DE COMPENSAÇÃO PELOS IMPACTOS DA RODOVIA

Manifestação ocorreu nesta sexta-feira (25), em Novo Progresso. Indígenas reivindicam continuidade de medidas emergenciais para reduzir impactos da rodovia enquanto o plano ambiental definitivo não é concluído.


(Foto: Débora Siqueira/Instituto Kabu)

Indígenas dos povos Kayapó e Panará bloquearam um trecho da BR-163 nesta sexta-feira (25), no perímetro urbano de Novo Progresso, no sudoeste do Pará. A manifestação reuniu lideranças representadas pelo Instituto Kabu, Associação Iakiô e Associação Indígena Mantinó e teve como principal reivindicação a continuidade de medidas emergenciais voltadas aos impactos da rodovia sobre comunidades e territórios indígenas.

Portal Jamanxim

As medidas são adotadas enquanto não é concluído o Plano Básico Ambiental do Componente Indígena (PBA-CI) da BR-163. A própria concessionária registra que acordos foram firmados com organizações indígenas para implementar ações antecipatórias ao plano, envolvendo proteção, assistência às comunidades e preservação de terras e recursos naturais.

Via Brasil

Segundo as organizações indígenas, uma proposta para a nova etapa das medidas já foi apresentada, mas a resposta dada pela concessionária Via Brasil em setembro foi considerada insuficiente pelas entidades. De acordo com os manifestantes, a empresa pediu mais tempo para realizar uma análise técnica.

As lideranças afirmam que a preocupação com a continuidade das ações aumenta diante das pressões sobre os territórios e da proximidade do fim do prazo da etapa atual das medidas emergenciais.

No início de setembro, a Justiça Federal determinou que a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), o Ministério Público Federal (MPF) e a Via Brasil se manifestassem sobre o pagamento imediato de valores mínimos para assegurar a continuidade das medidas enquanto as propostas apresentadas são analisadas.

O Instituto Kabu informa que atua com aldeias das Terras Indígenas Baú, Menkragnoti e Panará, no sul do Pará e norte de Mato Grosso. Entre as frentes de atuação da organização estão monitoramento e gestão territorial, segurança alimentar e iniciativas relacionadas à proteção dos territórios. Kabu

A reportagem solicitou posicionamento da Via Brasil sobre as reivindicações apresentadas pelos indígenas e aguarda retorno.

Com informações do g1/Pará

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DEFESA CIVIL LIBERA R$ 1,5 MILHÃO PARA CIDADES DO PARÁ ATINGIDAS POR INCÊNDIOS E CHUVAS INTENSAS

Recursos serão destinados a Curuá e Jacareacanga, que tiveram situação de emergência reconhecida pelo governo federal. Jacareacanga receberá R$ 828,3 mil e Curuá, R$ 729,9 mil


(Foto: Defesa Civil/Divulgação)

A Defesa Civil Nacional autorizou o repasse de mais de R$ 1,5 milhão para Curuá, no Baixo Amazonas, e Jacareacanga, no sudoeste do Pará. Os municípios foram afetados por chuvas intensas e incêndios florestais, respectivamente, e tiveram situação de emergência reconhecida pelo governo federal.

Jacareacanga receberá R$ 828.364,80 para ações relacionadas aos impactos dos incêndios florestais. A liberação foi autorizada pela Defesa Civil Nacional em 17 de setembro e publicada no Diário Oficial da União (DOU).

Já Curuá terá R$ 729.998,75 para ações de recuperação após os danos provocados pelas chuvas intensas. A autorização faz parte de um repasse federal anunciado nesta quarta-feira (23) para nove municípios de seis estados atingidos por desastres.

Somados, os valores destinados às duas cidades paraenses chegam a R$ 1.558.363,55.

Os recursos não são liberados automaticamente após uma situação de emergência. Os municípios precisam apresentar ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) um plano de trabalho detalhando as ações necessárias e os valores solicitados.

O pedido é feito pelo Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD). Após a análise e aprovação pela Defesa Civil Nacional, o governo federal publica no Diário Oficial da União a portaria que autoriza o repasse.

Com informações do g1 Pará

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TEMPORAL COM GRANIZO E VENTOS FORTES CAUSA ESTRAGOS EM XINGUARA

Uma forte chuva acompanhada de ventos intensos e queda de granizo atingiu Xinguara, no sul do Pará, na tarde desta quinta-feira (24/9).


O temporal provocou danos em diferentes bairros da cidade incluindo a quedas de várias árvores, casas foram destelhadas, barracas de vendedores ambulantes foram destruídas, placas foram arrancadas, vidraças de comércios foram quebradas, ruas foram interditas, veículos foram atingidos por galhos de arvores entre outros estragos.

Imagens registradas após a tempestade mostram uma árvore grande caída sobre uma área de calçada, com o tronco e os galhos espalhados pelo local. A força da queda também levantou placas de concreto, deixando raízes expostas.

Outro registro feito durante o temporal mostra pedras de granizo acumuladas sobre uma superfície escura. A precipitação chamou a atenção dos moradores, que compartilharam imagens da chuva e dos estragos provocados pelos ventos. Contudo, não há um levantamento completo dos prejuízos materiais ou de pessoas feridas pelo temporal.

O Corpo de Bombeiros foi mobilizado para atender às ocorrências e na retirada das arvores caídas nas vias.  

A Defesa Civil e a Prefeitura de Xinguara realizando um balanço oficial sobre a extensão dos danos causados pelo temporal.

Com informações do Portal Debate

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ÔNIBUS QUE SEGUIA DE PALMAS PARA PARAUAPEBAS TOMBA NA BR-153 E DEIXA QUATRO FERIDOS

Quatro passageiros ficaram feridos, e uma das vítimas teve uma fratura exposta e foi encaminhada para atendimento em estado grave.

Um ônibus da Real Maia tombou na tarde de sexta-feira (25), na BR-153, próximo a Guaraí, na região centro-norte do Tocantins. Quatro passageiros ficaram feridos, e uma das vítimas teve uma fratura exposta e foi encaminhada para atendimento em estado grave. Não houve mortes.

A ocorrência foi registrada no km 337 da rodovia, nas proximidades do Ribeirão Tranqueira, na saída sul de Guaraí. O coletivo fazia o trajeto entre Palmas (TO) e Parauapebas (PA) quando saiu da pista e tombou.

Equipes da Polícia Rodoviária Federal (PRF), do Corpo de Bombeiros, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e da Polícia Militar foram acionadas para prestar socorro aos passageiros.

As circunstâncias que provocaram o tombamento ainda estão sendo apuradas. A Real Maia informou que uma carreta teria realizado uma manobra e reduzido o espaço disponível para a passagem do ônibus. Conforme a empresa, o coletivo trafegava em velocidade reduzida e os condutores não ficaram feridos.

No momento da ocorrência, havia chuva e a pista estava molhada. Ainda não foi confirmado se as condições da rodovia ou do tempo tiveram relação direta com o acidente.

A identidade dos passageiros feridos e informações atualizadas sobre o estado de saúde deles não foram divulgadas.

Em nota, a Real Maia informou que está dando assistência aos passageiros envolvidos na ocorrência. A investigação deve apontar como o acidente aconteceu.

Com informações do Portal Debate

DEPUTADO ESTADUAL AMILTON FILHO MORRE EM ACIDENTE NA BR-050, EM GOIÁS

O parlamentar de 41 anos seguia para uma agenda de campanha em Cristalina. O motorista e um videomaker que estavam no carro foram socorridos

O deputado estadual Amilton Filho morreu aos 41 anos na madrugada deste sábado (26), após uma colisão entre o carro em que viajava e um caminhão na BR-050, em Cristalina, Goiás. A morte foi confirmada pela família e pelo gabinete do parlamentar.

Amilton seguia para uma agenda de campanha na cidade. O acidente ocorreu perto do aeroporto de Cristalina. O motorista e um videomaker que estavam no veículo foram socorridos e levados ao Hospital Municipal Chaud Salles. Até a publicação da notícia, não havia informações sobre o estado de saúde dos dois. As causas da colisão ainda são apuradas.

O deputado deixa esposa e dois filhos. Ele era irmão de Andréia Rezende, presidente da Câmara Municipal de Anápolis. A família ainda não havia divulgado informações sobre o velório e o sepultamento.

Com informações do portal Gazeta Carajás

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ONDA DE CALOR COMEÇA NESTE FIM DE SEMANA

Centro-Oeste, Sudeste e Sul devem enfrentar a primeira onda de calor da primavera de 2026 neste fim de semana, segundo o Inmet. As temperaturas podem superar 40°C, especialmente em Cuiabá (MT), onde a máxima prevista é de 41°C no domingo (27) e na segunda-feira (28). O Instituto emitiu aviso vermelho, válido de sábado (26) a quarta-feira (30), para áreas de seis estados. O fenômeno é caracterizado por temperaturas pelo menos 5°C acima da média por cinco dias consecutivos. A previsão é de queda das temperaturas a partir de quarta-feira, com a chegada de uma frente fria ao centro-sul do país.

(Foto: Rede Social)

O aviso abrange seis estados: Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo, em todo o território; além do centro e do sul de Mato Grosso, incluindo a capital, Cuiabá; do centro, do sul e do oeste do Rio de Janeiro, incluindo a capital; e do sul e do sudeste de Minas Gerais, em áreas próximas aos municípios de Passos, Poços de Caldas, Varginha, Maria da Fé e Lavras.
As temperaturas elevadas também devem abranger outras regiões do país nos próximos dias. No entanto, essas localidades não estão incluídas no aviso já que a previsão não atende aos critérios de intensidade e persistência usados para caracterizar o evento.

As condições de calor sem alerta deverão ser observadas em partes do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina, do sul de Rondônia, do sul de Goiás, do centro e do sul do Pará e em outras áreas de Mato Grosso. Já em Brasília (DF), a máxima poderá chegar aos 32°C no início da próxima semana.

Recomendação à população

A partir de quarta-feira (30), o Inmet aponta que uma nova frente fria deverá alterar o padrão atmosférico no centro-sul do Brasil e favorecer a redução das temperaturas nas áreas afetadas. 

O Instituto recomenda que a população acompanhe as atualizações das previsões e dos avisos emitidos nos próximos dias. O alerta é de que as condições atmosféricas podem mudar e as previsões podem ser ajustadas.

Com informações de Bianca Mingote/Brasil 61

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sexta-feira, 25 de setembro de 2026

RECEITA INVESTIGA MAIS DE R$ 160 MILHÕES EM CRÉDITOS INEXISTENTES USADOS POR MUNICÍPIOS

A Receita Federal, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal deflagraram a Operação Compensação, para investigar consultores suspeitos de estruturar declarações de compensação previdenciária com créditos considerados inexistentes. As compensações sob análise superam R$ 160 milhões e foram apresentadas em nome de 14 municípios de Sergipe e um de Alagoas. Cerca de R$ 50 milhões do total correspondem a contribuições previdenciárias descontadas da remuneração de servidores públicos municipais e que não teriam sido repassadas à Previdência Social. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Aracaju e Barra dos Coqueiros (SE).

Com informações de Sophia Maria Duarte Muniz/Brasil 61

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

JUSTIÇA FEDERAL DE MARABÁ MANDA RETIRAR INVASORES DA TI MÃE MARIA

Decisão determina desocupação voluntária em dois dias e prevê retirada compulsória com apoio da PF e PM; cerca de 120 indígenas foram ao local nesta quarta-feira


A tensão aumentou nesta quarta-feira (23) na Terra Indígena Mãe Maria, em Bom Jesus do Tocantins, onde cerca de 120 indígenas foram até a área ocupada por não indígenas desde o último sábado (19). O grupo foi ao local para confrontar os ocupantes, chamados de “kupê” pelas lideranças indígenas, depois de cinco dias de cobrança por uma resposta das autoridades.

No mesmo dia, a Justiça Federal de Marabá determinou a reintegração de posse da área ocupada e estabeleceu prazo de dois dias para que as famílias deixem voluntariamente o território. Caso a desocupação não ocorra, a ordem prevê retirada compulsória, com apoio da Polícia Federal e da Polícia Militar do Pará e, se necessário, da Polícia Rodoviária Federal.

A decisão foi assinada às 10h27 desta quarta-feira pelo juiz federal Heitor Moura Gomes, da 2ª Vara Federal Cível e Criminal da Subseção Judiciária de Marabá. A ação foi apresentada pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) contra ocupantes ainda não identificados e contra Joilson, apontado no processo como liderança da ocupação. O Ministério Público Federal aparece como terceiro interessado.

Segundo a decisão, aproximadamente 100 famílias não indígenas ocuparam, em 19 de setembro, uma área localizada no setor sul da Terra Indígena Mãe Maria, nas proximidades das coordenadas 5°15’5,142″S e 48°57’8,082″W. A Funai informou à Justiça que, no dia seguinte, agentes da Polícia Federal e do Batalhão de Choque da Polícia Militar, acompanhados de servidores do órgão indigenista, foram ao local para tentar uma saída voluntária, mas os ocupantes permaneceram na área.

A ocupação ocorre a cerca de 20 quilômetros de Marabá e provocou reação das comunidades indígenas das mais de 50 aldeias que integram a região. Na terça-feira (22), o Correio de Carajás mostrou que caciques haviam dado um ultimato às autoridades e ameaçado ir até a área caso não houvesse uma resposta judicial.

Em vídeo divulgado pelas lideranças, o cacique Kaharare Parkatêjê afirmou que os indígenas aguardavam até as 17h por uma resposta das autoridades. Caso não houvesse uma solução considerada satisfatória, os caciques decidiriam conjuntamente quais medidas tomar. Outra liderança afirmou que os indígenas não queriam que a situação evoluísse para um novo conflito.

Na reportagem publicada na terça-feira, a Funai informou que a documentação sobre a ocupação havia sido encaminhada a Brasília para que a Procuradoria Federal Especializada ingressasse com a ação judicial. O coordenador da Funai em Marabá, Escrawen Sompré, também havia pedido paciência às comunidades enquanto aguardava a decisão.


Juiz aponta risco de confronto

Um dos pontos de maior preocupação destacados pelo juiz federal Heitor Moura Gomes foi justamente a possibilidade de confronto entre os indígenas e os ocupantes.

Na decisão, o magistrado afirma que a permanência das famílias na área poderia agravar a situação, tanto pela possibilidade de expansão da ocupação quanto pelos danos ambientais alegados e, principalmente, pelo risco de confronto direto entre os ocupantes e integrantes da comunidade indígena.

Segundo o juiz, a intervenção judicial é necessária para substituir uma eventual solução privada do conflito por um procedimento institucional, controlado e compatível com as garantias jurídicas aplicáveis. A preocupação ganhou dimensão concreta nesta quarta-feira, com a ida de aproximadamente 120 indígenas à região ocupada.

As lideranças indígenas utilizam o termo “kupê” para se referir aos não indígenas. O deslocamento ocorreu depois de sucessivos pedidos para que Funai, Polícia Federal, Ministério Público Federal e demais órgãos públicos atuassem na retirada dos ocupantes.

Ao analisar o pedido da Funai, o juiz considerou que havia elementos suficientes, nesta fase inicial do processo, para reconhecer a plausibilidade da alegação de posse indígena.

A decisão registra que a Terra Indígena Mãe Maria teve sua demarcação administrativa homologada pelo Decreto nº 93.148/1986 e que, de acordo com a documentação apresentada pela Funai, a área em disputa está dentro do território homologado e fora das faixas excluídas pelo decreto.

O magistrado também citou o artigo 231 da Constituição Federal, que reconhece os direitos originários dos povos indígenas sobre as terras tradicionalmente ocupadas e estabelece à União o dever de demarcá-las, protegê-las e fazer respeitar todos os seus bens.

A Funai informou no processo que os ocupantes alegaram possuir documentação proveniente de cartório de Bom Jesus do Tocantins. Segundo a inicial analisada pelo juiz, porém, os documentos não foram apresentados durante a diligência realizada pelas forças de segurança no domingo (20).

A decisão afirma que essa alegação, neste momento processual, não impede a concessão da reintegração de posse, especialmente diante da informação de que a área estaria inserida em terra indígena homologada.

Queimadas e abertura de clareiras

Além da permanência das famílias, a Funai apresentou registros fotográficos georreferenciados que, segundo a decisão, mostram abertura de clareiras, focos de queimada, concentração de pessoas e veículos na área.

O juiz também levou em consideração a informação de que havia dezenas de veículos e motocicletas nas proximidades e que a ocupação reunia aproximadamente cem famílias.

Outro fator considerado para caracterizar a urgência foi a manifestação da comunidade indígena de que poderia retirar os ocupantes “por conta própria” caso não houvesse atuação das autoridades.

Dois dias para deixar a área

Com a liminar concedida, os ocupantes devem deixar voluntariamente a área no prazo de dois dias, contado a partir da ciência da ordem judicial.

Eles também deverão retirar seus pertences e não poderão praticar atos que ampliem ou consolidem a ocupação.

Se a saída não ocorrer dentro do prazo, a decisão determina o cumprimento compulsório da reintegração. A operação deverá ser planejada pelas forças de segurança em conjunto com a Funai, observando o uso progressivo e proporcional da força.

A Justiça determinou ainda que sejam contabilizados e identificados, na medida do possível, os ocupantes encontrados na área. O oficial de Justiça deverá registrar também a eventual presença de crianças, idosos e pessoas com deficiência.

A Secretaria de Assistência Social de Bom Jesus do Tocantins e o Conselho Tutelar deverão acompanhar as famílias eventualmente em situação de vulnerabilidade durante o cumprimento da medida.

Multa de R$ 5 mil por ocupante

A decisão também proibiu os ocupantes e quaisquer terceiros de retornar à área depois da desocupação, construir novas estruturas, retirar vegetação ou utilizar fogo no local.

O descumprimento dessas determinações poderá resultar em multa diária de R$ 5 mil por ocupante, sem prejuízo de outras consequências civis e penais eventualmente aplicáveis.

Depois da retirada das pessoas, a Justiça autorizou a remoção das estruturas construídas na área, desde que sejam preservados os objetos pessoais e documentadas as providências tomadas.

Relembre o caso

A ocupação começou no sábado (19), quando um grupo de não indígenas entrou na área sul da Terra Indígena Mãe Maria. Desde então, as comunidades indígenas vinham cobrando providências das autoridades.

Inicialmente, as lideranças orientaram os indígenas a não entrar em contato com os ocupantes e deixaram a situação sob responsabilidade das forças de segurança e da Justiça. Funai, Polícia Federal, Polícia Militar e Batalhão de Choque foram comunicados.

Na terça-feira, entretanto, a demora na retirada aumentou a tensão. Caciques das comunidades Parkatêjê, Gavião Kyikatêjê, Akrãtikatêjê e de outras aldeias afirmaram que poderiam ir até o local caso não houvesse uma resposta.

A ida de aproximadamente 120 indígenas à área nesta quarta-feira ocorreu justamente nesse contexto. Agora, com a decisão judicial, a retirada dos ocupantes deixa de depender de uma negociação direta entre as partes. A Justiça Federal determinou que o cumprimento da ordem seja conduzido pelas instituições públicas responsáveis.

A decisão, porém, não encerra imediatamente o conflito. Os ocupantes ainda têm dois dias para deixar a área voluntariamente. Se isso não acontecer, a retirada compulsória dependerá de planejamento entre as forças de segurança e a Funai, em uma operação que deverá considerar a presença de famílias, crianças, idosos e pessoas com deficiência.

A ordem judicial já vale como mandado e determina comunicação urgente à Polícia Federal e à Polícia Militar do Pará para o cumprimento da medida.

Com Informações do portal correio de Carajás

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PRF APREENDE 77,4 M³ DE MADEIRA ILEGAL NA BR-230, EM SÃO DOMINGOS DO ARAGUAIA

A carga apresentava divergências em relação às informações da documentação ambiental apresentada

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu, na manhã desta quarta-feira (23/9), 77,4 m³ de madeira que estava sendo transportada ilegalmente. A apreensão ocorreu durante uma fiscalização no quilômetro 74 da BR-230, em São Domingos do Araguaia, no sudeste do Pará.

Por volta das 9h, os agentes abordaram um caminhão que transportava uma carga de madeira em lenha. Segundo a PRF, durante a inspeção técnica, com a medição do volume e verificação das espécies, a equipe constatou divergências entre a carga transportada e o constante na documentação ambiental.

Diante dos fatos, o veículo e a carga foram encaminhados ao órgão ambiental competente para os procedimentos cabíveis, ainda conforme a Polícia Rodoviária Federal.

Punição

A Lei nº 9.605/98, conhecida como a Lei de Crimes Ambientais, define pena de seis meses a um ano de prisão e pagamento de multa para quem cometer esse crime ambiental. Pela lei, é proibido o comércio de madeira, lenha, carvão ou outros produtos de origem vegetal sem licença, inclusive para o transporte e armazenamento.

Com informações de O Liberal

QUATRO SÃO PRESOS SUSPEITOS DE DESVIAR R$ 392 MIL DE CONTA BANCÁRIA EM MARABÁ

Investigação aponta que grupo teria usado documento falso para assumir o controle da conta da vítima e realizar transferências


Quatro homens foram presos preventivamente em Marabá, no sudeste do Pará, suspeitos de participar de um esquema que teria provocado o desvio de R$ 392,7 mil de uma conta bancária. As prisões ocorreram durante a Operação Contraface, deflagrada na terça-feira (22) pela Polícia Civil.

Foram presos Elessandro Carvalho Alves, Juracy José Pereira da Silva, Raimundo Francisco da Silva e Sandro da Costa Sousa. Segundo as investigações, os suspeitos teriam agido de maneira coordenada para se passar pelo titular da conta e conseguir acesso ao dinheiro.

De acordo com a Polícia Civil, um dos investigados teria ido até uma instituição financeira se apresentando como a vítima. Para sustentar a fraude, ele teria utilizado um documento falso e conseguido modificar informações cadastrais e dados biométricos vinculados ao verdadeiro titular.

Com o acesso à conta, o grupo teria iniciado uma série de movimentações financeiras. As investigações apontam que os suspeitos utilizaram equipamentos eletrônicos do sistema bancário, incluindo caixas eletrônicos, para realizar transferências dos valores.

Ao todo, R$ 392.700 teriam sido retirados da conta. Parte do dinheiro foi encaminhada para contas bancárias relacionadas aos investigados, algumas abertas em nome dos próprios suspeitos.

A identificação dos envolvidos foi possível, segundo a polícia, após o cruzamento de informações obtidas durante a investigação. Foram analisados documentos bancários, registros de movimentações financeiras, imagens de câmeras de segurança e resultados de exames periciais.

A apuração também teria permitido aos investigadores identificar a participação individual de cada um dos suspeitos e reunir elementos que fundamentaram os pedidos de prisão preventiva.

Os quatro poderão responder por furto qualificado mediante fraude eletrônica ou informática, uso de documento falso e associação criminosa. Após serem localizados, eles foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil e permanecem à disposição da Justiça.

A operação foi conduzida pela Delegacia Especializada em Investigação de Estelionato e Outras Fraudes (DEOF), ligada à Divisão de Investigações e Operações Especiais (DIOE), com apoio da 21ª Seccional Urbana de Marabá.

Além das prisões, os policiais cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços relacionados à investigação. As ordens foram autorizadas pelo Juízo das Garantias do Interior do Estado do Pará, após solicitação apresentada pela Polícia Civil.

Com informações do portal Gazeta Carajás

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POLÍCIA INVESTIGA FEMINICÍDIOS EM MARABÁ E CONCÓRDIA DO PARÁ

Em um dos casos, marido da vítima confessou o crime, no outro, ex-companheiro é suspeito e segue foragido.

Concórdia do Pará e Marabá

A Polícia Civil investiga os feminicídios de duas mulheres registrados no interior do Pará. Em um dos casos, marido da vítima confessou o crime; no outro, ex-companheiro é suspeito e segue foragido.

Os casos aconteceram em Concórdia do Pará, no nordeste do estado, no domingo (20), e em Marabá, no sudeste paraense, na segunda-feira (21).

Em Marabá, Layane Rodrigues Porto, de 37 anos, foi assassinada em frente a uma oficina mecânica na Folha 21. Em Concórdia do Pará, Samires da Silva Araújo, de 32 anos, foi morta com um tiro na cabeça dentro de casa pelo marido, segundo a polícia.

Câmeras registraram o crime em Marabá e quando dois homens em uma motocicleta vermelha chegam ao local onde Layane foi morta. O passageiro desce e caminha em direção à vítima, enquanto o condutor permanece na moto. Em seguida, o suspeito atira duas vezes contra Layane. Depois dos disparos, o atirador corre até a motocicleta, sobe na garupa e os dois fogem.

Um dos suspeitos de envolvimento no crime foi apresentado pela Polícia Militar na Delegacia da Mulher, em Marabá. A polícia continua as buscas para identificar e localizar o segundo suspeito. O caso segue sob investigação.


Segund a Polícia Civil, o suspeito preso é ex-companheiro da vítima e teria histórico de ameaças contra ela.

Em Concórdia do Pará, Samires da Silva Araújo, de 32 anos, foi morta com um tiro na cabeça dentro de casa. O marido dela, Sandro Pereira Feitosa, confessou o crime e foi preso em flagrante pela Polícia Civil.

Segundo a polícia, uma espingarda de fabricação caseira, que teria sido usada no crime, foi encontrada na sala da residência do casal e apreendida. O caso está sendo investigado.

Com informações do g1/Pará

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INCÊNDIOS ATINGEM TERRA INDÍGENA APYTEREWA NO PARÁ

Focos de incêndio persistentes e avanço de invasores colocam em risco o povo Parakanã e a biodiversidade local


(Foto: Reprodução Rede Social)

A Terra Indígena Apyterewa, localizada no município de São Félix do Xingu, vem enfrentando uma onda ininterrupta de queimadas nas últimas semanas. Monitoramentos socioambientais indicam que a área registra focos de calor diários, impulsionados pela presença ilegal de invasores no território, o que tem provocado grande destruição da flora e da fauna local.

Diante do agravamento da situação e dos relatos dos indígenas Parakanã sobre a falta de apoio no combate às chamas, o Ministério Público Federal solicitou providências urgentes às autoridades ambientais e forças de segurança. O Ibama informou que acompanha o caso e atua na região, ressaltando que o clima de tensão e os conflitos na área exigem apoio ostensivo para garantir a segurança das equipes de contenção.

Com informações do Portal Gazeta Carajás

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