(Evento integra debates, feiras, cidadania e programação cultural no Parque da Cidade)
A programação inicia na quinta-feira (16),
com acolhimento das delegações indígenas, atendimentos sociais e a abertura
institucional.
Um dos principais destaques desta edição é o
Seminário da Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental de Terras
Indígenas (PNGATI), realizado pelo Governo Federal, pelo MPI, que ocorre ao
longo dos dois primeiros dias do evento. A iniciativa promove oficinas de
planejamento, avaliação e fortalecimento da gestão ambiental e territorial em
nível regional, além de reforçar o protagonismo indígena nas decisões sobre
seus territórios.
A secretária interina da Sepi, Roseli
Pantoja, destaca que a construção da programação parte do diálogo direto com as
lideranças. “Organizar mais uma edição da Semana dos Povos Indígenas é, antes
de tudo, um exercício de escuta e de construção coletiva. Cada detalhe da
programação nasce do diálogo com as lideranças e do respeito aos modos de vida
dos povos originários. Este ano, chegamos ainda mais fortalecidos, com uma
proposta que valoriza a ancestralidade como algo vivo, presente nas decisões,
nos saberes e nas práticas do dia a dia. A expectativa é de um encontro
potente, que reafirme direitos, visibilize culturas e aproxime a sociedade
dessa diversidade que nos constitui.”
Ainda no primeiro dia, ocorre a apresentação
e eleição dos novos membros do Conselho Estadual de Política Indigenista
(Consepi), além de atividades recreativas voltadas às crianças e a oferta de
serviços por meio das ações de cidadania ao público indígena, que incluem
emissão de documentos, regularização de cadastro único e atendimentos de
assistência social.
Ao longo da programação, oficinas e encontros
também fortalecem o intercâmbio de saberes, como a oficina de comunicação
indígena “Pelas lentes da ancestralidade” e o Encontro de Defensores e
Defensoras Indígenas da Bacia do Tapajós, voltado à governança hídrica.
Ronaldo Amanayé, coordenador executivo da
Fepipa, reforça o protagonismo indígena na construção do evento. “Para nós da
Fepipa, é fundamental estarmos à frente de um evento que fortalece as vozes dos
povos indígenas e valoriza as mais diversas culturas. A Semana é um espaço de
protagonismo, intercâmbio e afirmação dos territórios e saberes tradicionais.”
O sábado (18), reforça o caráter formativo e
de integração intercultural, com a continuidade das feiras, oficinas e
encontros, além da reunião preparatória da oficina sobre o Sistema
Jurisdicional de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal
(SJREDD+), voltada à capacitação de lideranças indígenas. As seletivas dos
jogos indígenas movimentam o dia com competições em modalidades como futebol,
futsal, vôlei e cabo de força, promovendo integração entre diferentes povos. A
programação também inclui roda de conversa com artistas e o desfile de moda
ancestral.
No domingo (19), último dia do evento,
acontecem as finais dos jogos indígenas e a continuidade das atividades
formativas e das feiras. O encerramento institucional reúne entregas
importantes, como o Plano de Consulta do Sistema Jurisdicional de Redução de
Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal (SJREDD+), a posse dos
conselheiros do Conselho Estadual de Política Indigenista (Consepi), o
lançamento de ações de leitura da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e a
assinatura de acordos institucionais.
Programação cultural celebra identidade
amazônida
A programação cultural, incluindo
apresentações indígenas, ocorre em todos os dias do evento, das 19 às 22h, e
reafirma o protagonismo dos povos indígenas por meio da arte, da música
e das expressões tradicionais. No dia 16 de abril, o público acompanha os shows
de Cássio Costa e Parananin. No dia 17, a programação segue com Pinduca, ícone
da música paraense.
No dia 18, o destaque é o desfile de moda
ancestral assinado pelo estilista Maurício Duarte, seguido de apresentações do
DJ Éric Terena e da banda 100 Limites. O encerramento, no dia 19 de abril, será
marcado pelo Arraial do Pavulagem, com o tema “Cortejo pela ancestralidade
viva”. O espetáculo irá levar o cortejo com participação dos povos originários
pelo Parque da Cidade, além da apresentação do grupo no palco, unindo música,
dança e identidade amazônica.
Com informações de Eva Pires (SEPI) e Ag.
Pará



