(Foto:
Milla Andrade)
Luís
da Silva, de 77 anos, procurou o Grupo Correio de Comunicação na manhã
desta sexta-feira (15) para fazer um apelo público em busca de um filho com
quem perdeu o contato ainda na infância. Em um relato emocionante, ele afirma
que não vê o filho desde que o menino tinha cerca de oito meses e que deseja reencontrá-lo
antes que seja tarde demais.
Em
entrevista, Luís compartilhou que não sabe o sobrenome do filho e que recorda
apenas o prenome do menino, que atualmente seria um homem de 43 anos. Segundo o
idoso, o filho se chama Kelbin. Emocionado, ele contou que soube, ao longo dos
anos, que o filho teria seguido carreira nos gramados, atuando como jogador de
futebol.
A
última informação que chegou aos seus ouvidos é a de que o filho estaria
residindo atualmente em Marabá. “Ele jogou no Vasco, e ouvi dizer que até fora
do Brasil. Quero conhecê-lo e ter contato com ele”, diz Luís.
Durante
a conversa, o homem, que é natural de Barra do Corda, contou que se distanciou
do filho após a separação da mãe da criança, ocorrida em 1982, em alguma cidade
entre Xinguara e Rio Maria, da qual ele não se recorda com precisão. Desde
então, Luís nunca mais viu o filho.
Visivelmente
emocionado e ansioso pelo reencontro, Luís compartilhou que, ao longo de tantos
anos, jamais deixou de pensar em localizar o filho. “Quero que ele conheça os
irmãos. Preciso de uma ajuda para encontrá-lo”, desabafa.
Pai
de mais três filhos, ele mora atualmente no município de São Pedro da Água
Branca, embora já tenha vivido em Marabá. Em sua fala, o idoso também menciona
o desejo de unir os filhos para que se conheçam. “Meus filhos são adultos, uma
mora em São Paulo, o mais velho é falecido. Eu quero ver se eles se encontram
para se conhecerem”, encerra.
Esperançoso,
Luís acredita que Kelbin possa estar em Marabá e reforça o desejo de reencontro
entre os irmãos. “Meu desejo é vê-lo e abraçá-lo”, resume, emocionado.
Quem
tiver informações sobre Kelbin pode entrar em contato pelos números (99)
98103-6846, falar com Luís, ou pelo (99) 99150-8495, falar com a familiar
Paulina.
Com
informações de Milla Andrade, Correio de Carajás