domingo, 26 de julho de 2026

MARCHA DAS MULHERES NEGRAS OCUPA RUAS DE BELÉM EM DEFESA DE DIREITOS E DA DEMOCRACIA

(Com o tema 'Ancestralidade', 11ª edição do evento na Praça da República encerrou programação do 'Julho das Pretas' e pautou a participação política das mulheres negras amazônidas.)


Foto: Mulheres Negras Amazônidas / @mulheres.negras.amazonidas

A 11ª Marcha das Mulheres Negras em Belém ocupou as ruas do centro da capital paraense neste sábado (25).

O ato, que marcou o encerramento de um mês inteiro de mobilizações e debates contra o racismo, reuniu manifestantes no entorno da Praça da República para defender direitos, democracia e maior participação política.

A concentração começou logo cedo, às 9h, em frente ao Quilombo da República (QR). De lá, as participantes seguiram em caminhada contornando a praça e retornaram ao ponto de partida, em um ato que uniu gerações, movimentos sociais e manifestações culturais

Neste ano, a mobilização trouxe como tema "Ancestralidade: um projeto de futuro que se faz agora".

De acordo com a organização, a proposta foi convidar a sociedade a reconhecer o legado histórico das mulheres negras na construção da Amazônia, além de provocar uma reflexão coletiva sobre as decisões políticas que vão definir os próximos anos.

Por ocorrer em meio ao cenário de eleições gerais, a edição deste ano teve um caráter altamente estratégico.

Os discursos e intervenções ao longo do trajeto pautaram a urgência de ampliar a representatividade nos espaços de poder, o fortalecimento da democracia e a cobrança por compromissos reais com os direitos da população negra, especialmente das mulheres negras amazônidas.

Realizada anualmente desde 2016, a Marcha das Mulheres Negras em Belém consolidou-se como um dos principais atos públicos do Julho das Pretas no Pará.

O evento reuniu organizações do movimento negro e coletivos feministas; lideranças comunitárias e de terreiros; pesquisadoras, estudantes e artistas locais.

A caminhada fez parte de uma articulação nacional de mulheres negras que reivindica reparação histórica, justiça racial e a promoção do "Bem Viver".

O encerramento do ato celebrou a união de diferentes gerações e a força das parcerias institucionais que fortaleceram a Campanha de Ativismo contra o Racismo ao longo de todo o mês de julho.

Com informações do G1/Pará

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