(Investigação aponta que curto-circuito em área abandonada deu início ao desastre, que provocou a fuga de mil moradores e deixou quatro feridos em estado crítico.)
(Foto: Reprodução/Redes sociais)
Uma combinação destrutiva de calor
intenso e rajadas de vento transformou o cenário da região da Andaluzia, no sul
da Espanha, em um verdadeiro cenário de crise. Um incêndio florestal de
proporções avassaladoras, iniciado na quinta-feira (9) na localidade de Los
Gallardos, resultou na morte de pelo menos 11 pessoas e deixou outras oito
feridas. O avanço veloz das chamas surpreendeu moradores e visitantes em uma
área de relevo acidentado e com residências espalhadas pelas colinas, gerando
pânico e uma corrida contra o tempo para salvar vidas.
O fogo se alastrou com tanta velocidade
que acabou encurralando um grupo de turistas estrangeiros. Na tentativa de
escapar do perigo, as vítimas pegaram um caminho alternativo, desviando da rota
oficial de evacuação sugerida pelas equipes de resgate, e terminaram cercadas
pelo fogo. Embora a identificação oficial ainda não tenha sido concluída, as
autoridades locais trabalham com a forte suspeita de que as vítimas sejam de
nacionalidade britânica, uma hipótese levantada após a perícia inicial notar
que os carros abandonados e queimados no local tinham o volante do lado
direito.
Além das vítimas fatais, o sistema de
saúde local está em alerta máximo. Dos oito feridos resgatados, quatro
apresentam queimaduras e lesões graves e precisaram ser transferidos
imediatamente para o Hospital Virgen del Rocío, uma unidade de referência localizada
em Sevilha. Enquanto isso, o clima na região continua tenso e de muita
incerteza, já que pelo menos 23 pessoas ainda não foram localizadas e constam
oficialmente como desaparecidas em meio aos escombros e áreas destruídas.
As investigações sobre o que teria dado
início ao desastre avançam rapidamente e a principal linha de apuração aponta
para um problema de infraestrutura. O fogo teria começado em uma fiação
elétrica particular que levava energia para uma casa e um restaurante que estão
completamente abandonados. Para evitar especulações, a Endesa, maior
distribuidora de energia da região, e a Red Eléctrica vieram a público
esclarecer que a linha de transmissão sob suspeita não faz parte da rede
oficial de abastecimento público.
Para conter o desastre e proteger a
população, uma megaoperação de resgate foi montada pelas autoridades
espanholas. Mais de mil pessoas precisaram ser retiradas às pressas de suas
casas em vilarejos vizinhos devido ao risco iminente.
O apoio militar foi acionado e a Unidade
Militar de Emergências enviou 200 soldados especializados e 70 veículos de
suporte para a linha de frente, onde tentam controlar os focos remanescentes e
avançar na busca pelos desaparecidos em uma das maiores crises ambientais e
humanas recentes na Andaluzia.
Com informações do portal Roma News
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