(Rendimento cresce 2,8% em 1 ano e chega a R$ 3.738)
O
resultado representa queda em relação ao primeiro trimestre do ano (6,1%) e na
comparação com o mesmo período de 2025, quando estava em 5,8%. Os dados foram
divulgados nesta quinta-feira (30) o Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE).
No
segundo trimestre, o Brasil atingiu o número de 103,1 milhões de pessoas
ocupadas, cerca de 1,081 milhão a mais que no primeiro trimestre.
Já
o número de desocupados era de 5,9 milhões, o que representa 10% (718 mil
pessoas) a menos que no primeiro trimestre.
Na
comparação entre o primeiro e o segundo trimestres, os grupamentos que se
destacaram na criação de vagas foram:
-
Transporte, armazenagem e correio: +3,9% (mais 235 mil pessoas)
-
Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e
serviços sociais: +2,6% (mais 489 mil pessoas)
A
Pnad mostra que no período de três meses de abril a junho, o país tinha 39,4
milhões de trabalhadores com carteira assinada e 13,6 milhões sem carteira.
A
taxa de informalidade - proporção de trabalhadores informais na população
ocupada - foi de 37,4% no segundo trimestre.
O
rendimento médio do trabalhador brasileiro ficou em R$ 3.738, o maior já
registrado para um segundo trimestre. No entanto, fica abaixo do apurado no
primeiro trimestre de 2026. (R$ 3.765).
Pnad
A
pesquisa do IBGE apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com
14 anos ou mais e leva em conta todas as formas de ocupação, seja com ou sem
carteira assinada, temporário e por conta própria, por exemplo.
Pelos
critérios do instituto, só é considerada desocupada a pessoa que efetivamente
procurou uma vaga 30 dias antes da pesquisa. São visitados 211 mil domicílios
em todos os estados e no Distrito Federal.
O IBGE considera informais os
empregados sem carteira assinada e autônomos sem CNPJ, por exemplo. Essas
pessoas não têm garantidas coberturas como seguro-desemprego, férias e 13º
salário.
O
menor desemprego já registrado pela Pnad foi 5,1%, no último trimestre de 2025.
A maior taxa já constatada foi 14,9%, atingida em dois períodos: nos trimestres
móveis encerrados em setembro de 2020 e em março de 2021, ambos durante a
pandemia de covid-19.
Mercado
formal
A
Pnad é divulgada no dia seguinte a outro indicador de comportamento do mercado
de trabalho, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), elaborado
pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e que acompanha apenas o cenário de
empregados com carteira assinada.
De acordo com o Caged, junho apresentou saldo
positivo de quase 145,2 mil vagas formais. No acumulado de 2026, o balanço é de
921,7 mil de postos com carteira assinada criados.
Com
informações de Bruno de Freitas Moura da Agência Brasil
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