(Registros provocam prejuízos ao sistema, interrupções no fornecimento de energia e aumento nos custos de manutenção da rede.)
“Esses
acidentes representam uma série de prejuízos para toda a sociedade, que vão
desde a interrupção no fornecimento de energia - que, dependendo da força do impacto e das
avarias na estrutura do poste, pode se estender por horas - até o aumento dos custos de manutenção da
rede.
Os
dados mostram que, em 2024, foram registradas 2.164 colisões. Em 2025, os
abalroamentos saltaram para 2.609, um aumento de 20,6% em relação ao ano
anterior. Em 2026, apenas nos dois primeiros meses do ano, a empresa já
contabilizou 579 registros, sendo 207 em janeiro e 55 em fevereiro. “O
levantamento acende um alerta preocupante: o trânsito está mais perigoso, e a
rede de energia tem se tornado um dos alvos dessa violência”, destaca o
executivo.
No
ranking das cidades com maiores registros de colisões com postes, aparece
Redenção, na região sul do estado, com 32 acidentes em janeiro e 4 em fevereiro
deste ano. Em seguida, está Belém, com 18 colisões em janeiro e 12 em
fevereiro. Em terceiro lugar, ainda na Região Metropolitana de Belém, aparece
Ananindeua, com 10 acidentes em janeiro e 16 em fevereiro.
A
lista segue com Itupiranga (4º), que registrou 26 acidentes em janeiro e nenhum
em fevereiro; Altamira (5º), com 8 ocorrências em janeiro e 10 em fevereiro;
Paragominas (6º), com 7 em janeiro e 11 em fevereiro; Novo Repartimento (7º),
com 13 registros em janeiro; Marabá (8º), com 10 casos em janeiro e 6 em
fevereiro; Santarém (9º), com 9 colisões em janeiro e 8 em fevereiro; e, em 10º
lugar, Xinguara, com 9 abalroamentos contra postes em janeiro e 6 em fevereiro.
“É
preciso que os motoristas respeitem as regras de trânsito e entendam que, em um
acidente como este, envolvendo a rede de energia, os riscos de descarga
elétrica são ainda maiores. Além dos prejuízos materiais, dos custos com
manutenção e do desconforto causado aos clientes que ficam sem energia, o
condutor e os passageiros podem ser atingidos pelos cabos. Lucena orienta que,
em caso de colisões desse tipo, a concessionária seja acionada imediatamente.
Para
alertar a população e chamar a atenção dos motoristas sobre os cuidados no
trânsito próximo à rede elétrica, a Equatorial Pará realiza campanhas
educativas em suas redes sociais e na imprensa. Em casos de colisões com postes
com registro de pessoas feridas, o Samu e o Corpo de Bombeiros devem ser
acionados imediatamente. Em seguida, é necessário entrar em contato com o Call
Center da empresa, pelo número 0800-091-0196, para que as equipes técnicas
possam intervir na rede com segurança, permitindo o resgate das vítimas e o
início da manutenção do sistema.
Prejuízos
O
gerente do Centro de Operações da Equatorial Pará, Marcelo Costa, que coordena
a área que recebe as ocorrências de falta de energia, destaca que com os
abalroamentos, há um impacto financeiro, com a troca do poste e demais
manutenções necessárias, que podem ser pagas pelos motoristas.
Quando
há quebra da estrutura e rompimento de fiação, o custo mínimo de material e
serviço é superior a R$ 4 mil”, ressalta.
De
acordo com o Artigo 927 do Código Civil, quem, por ato ilícito, causar danos a
terceiros, fica obrigado a repará-los. Dessa forma, o valor total dos reparos e
os danos a outras pessoas devem ser pagos pelo motorista, que pode ser acionado
judicialmente.
Com informações
de Elton Lucena, Executivo de Segurança da Equatorial Pará
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