(Estudo estima que mais de 36 milhões de brasileiros com mais de 60 anos estão aptos a votar em 2026)
(Foto: Paulo Pinto/Ag. Brasil)
O número de brasileiros com 60 anos ou mais
aptos a votar chegou a 36,2 milhões em 2026. Segundo levantamento da Nexus Pesquisa e
Inteligência de Dados, a partir de dados do Tribunal Superior
Eleitoral (TSE), o total de votantes nesta faixa
etária cresceu 74% em relação a 2010, enquanto o aumento do eleitorado geral
foi de 15% no mesmo período.
Com esse crescimento, o grupo pode responder
por quase um em cada quatro votos nas eleições deste ano (23,2%). O índice é
praticamente o dobro da fatia de jovens de 16 a 24 anos (11,9%).
O peso desse eleitorado é especialmente
relevante nas regiões Sul
e Sudeste, onde a população é mais envelhecida. Rio Grande do Sul (29,3%), Rio
de Janeiro (28%), Minas
Gerais (26%) e São
Paulo (24,6%) – quatro dos cinco maiores colégios
eleitorais do país –, concentram as maiores proporções de eleitores 60+.
Participação que também se reflete nas urnas.
Ainda de acordo com o levantamento, mais de 70 mil candidatos nas eleições
municipais de 2024 tinham idade acima dos 60 anos, o que representou 15% do
total de políticos, a maior proporção da história.
“Em um cenário de aguda polarização, em que a
eleição de 2022 foi definida por menos de 2 milhões de votos de diferença de
Lula para Jair Bolsonaro, conquistar o voto desse eleitor é mais do que
estratégico”, destaca Marcelo Tokarski, CEO da Nexus.
Engajamento
Além de mais numeroso, o eleitor mais velho
também tem se mostrado mais engajado. A taxa de abstenção entre a população com
idade acima dos 60 anos caiu nas últimas eleições (37,1% em 2014; 36,4% em
2018; e 34,5% em 2022), enquanto a média geral do eleitorado subiu levemente
(19,4%; 20,3% e 20,9%, respectivamente).
Entre aqueles com 60 a 69 anos, idade em que
o voto ainda é obrigatório, o comparecimento chega a 85,7%. Já entre os maiores
de 70 anos, para quem o voto é facultativo, a participação foi de 41,1% em 2022
e vem aumentando: a abstenção caiu de 63,6% em 2014 para 58,9% no último
pleito. Segundo o estudo, esse grupo tende a ir às urnas por identificação
política, o que o torna ainda mais estratégico para campanhas.
Com informações de Alvaro Couto/ Agencia do
Radio
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