segunda-feira, 30 de março de 2026

TRANSPORTE IRREGULAR DE HERBICIDA É FLAGRADO EM MICRO-ÔNIBUS EM MARABÁ

(Carga de 250 kg de substância tóxica era levada sem nota fiscal e expunha passageiros a risco, segundo a PM)

Uma ação da Polícia Militar resultou na apreensão de aproximadamente 250 quilos de veneno herbicida transportados de forma irregular em um micro-ônibus que fazia a rota entre Itaituba e Marabá, no sudeste do Pará. O caso foi registrado na madrugada deste domingo (29), nas proximidades do posto Serra Dourada, no Núcleo Cidade Nova.

De acordo com informações policiais, a equipe do 34º Batalhão recebeu uma denúncia anônima informando que um possível foragido da Justiça estaria em um dos veículos que realizam o trajeto entre os dois municípios. Diante das informações, os militares realizaram a abordagem por volta de 00h10 e fizeram a revista nos passageiros, mas o suspeito não foi localizado.

Durante a fiscalização, o motorista do veículo informou à guarnição sobre a existência de uma bagagem suspeita, embarcada sem nota fiscal. Segundo ele, no momento do embarque foi informado que se tratava de um “estorno de peças de motocicleta”.

Ao verificar o material, os policiais constataram que a carga era composta por cinco sacos de 50 quilos cada, totalizando cerca de 250 quilos de uma substância em pó branco, posteriormente identificada como veneno herbicida. Diante da suspeita inicial de possível entorpecente, foi acionada a equipe do Canil do Batalhão de Missões Especiais (BME), cujo cão farejador não indicou presença de drogas.

Apesar disso, o transporte do produto químico em um veículo de passageiros, sem a devida documentação fiscal e em desacordo com normas de segurança, caracteriza crime ambiental, conforme o artigo 56 da Lei de Crimes Ambientais, por expor pessoas a substância nociva à saúde.

O motorista e a carga foram encaminhados à Seccional Urbana de Marabá para os procedimentos legais. Ele informou ainda que o material teria como destinatário um homem identificado como Jânio José Pires. Segundo a Polícia Militar, não houve necessidade do uso de algemas durante a condução, e a ocorrência foi considerada a de maior relevância durante o período, já que, no geral, o serviço transcorreu dentro da normalidade. 

Com informações do Portal Debate

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