(Evento ocorreu na Secretaria de Justiça e promoveu ações conjuntas entre governo, sociedade civil e migrantes no Pará)
(Fotos) Divulgação/Ag. Pará)
O
Conselho Estadual de Migrantes, Solicitantes de Refúgio, Refugiados e Apátridas
do Estado do Pará (Cemig), vinculado à Secretaria de Estado de Justiça (Seju),
realizou, nesta quarta-feira (25), em Belém, a posse dos representantes da
sociedade civil no órgão. O evento marca o início da atuação das organizações
civis no colegiado, voltado à construção e implementação de políticas públicas
de proteção e promoção dos direitos dessa população.
O
encontro também tratou de temas como o trabalho desenvolvido pela comissão
organizadora do edital para selecionar os representantes, as ações voltadas aos
migrantes Warao e a proposta para preenchimento das vagas da sociedade civil e
outras ações para promover a participação democrática e o fortalecimento das
políticas públicas de inclusão.
A
presidente do Conselho, Natália Matos, ressaltou que a posse representa um
passo importante para ampliar a articulação entre diferentes agentes que atuam
na área. “Hoje foi um marco com a posse dos representantes da sociedade civil
no Cemig. Nesse trabalho, a Seju segue à disposição na implementação dessas
políticas, promovendo cidadania e inclusão social”, afirmou.
Laura
Estefania Garzón Rojas, representante da organização Associação Grito dos
Excluídos Continental, destacou a relevância do Conselho para migrantes e
refugiados, explicando que o evento cria espaços de representatividade e
governança cidadã e permitindo que essas populações participem ativamente da
construção e implementação de políticas públicas. “É fundamental ter o apoio do
governo do Estado e da Seju para fortalecer esses espaços, garantindo direitos
e promovendo inclusão social para pessoas na condição de migração ou refúgio no
Pará”, disse.
Ludmilla
Barros, do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR),
destacou a importância da implementação efetiva do Conselho. “É um marco para o
estado do Pará e para a população migrante, pois permite a construção de
políticas públicas que apoiam imigrantes e refugiados em situação de
vulnerabilidade, garantindo que possam se estabelecer e construir sua vida no
estado”, afirma.
Cemig
- O
Conselho Estadual de Migrantes, Solicitantes de Refúgio, Refugiados e Apátridas
do Estado do Pará foi criado pelo Decreto nº 5.045, de 18 de novembro de
2025, com o objetivo de articular ações entre poder público e sociedade civil
na defesa dos direitos de migrantes, solicitantes de refúgio, refugiados e
apátridas.
As
organizações da sociedade civil que compõem o Conselho incluem a Sociedade de
Defesa dos Direitos Sexuais na Amazônia – Só Direitos; Instituto Venezuela
Somos no Pará; Associação dos Haitianos em Belém do Pará; Associação Grito dos
Excluídos Continental; Associação dos Estudantes Estrangeiros da Universidade
Federal do Pará; Instituto Hounsou de Integração África, Amazônia – HAFAMA;
Cáritas Brasileira Regional Norte II; Conselho Warao Ojiduna e OAB Ananindeua,
além da pessoa física migrante Nesly Jean, que representa os migrantes,
solicitantes de refúgio, refugiados e apátridas no colegiado.
Com
informações de Igor Oliveira (SEJU) e Ag. Pará

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