segunda-feira, 19 de novembro de 2018

NO PARÁ, NEGROS RECEBEM 64% DA REMUNERAÇÃO MÉDIA DOS BRANCOS


Dos mais de 8 milhões de habitantes do Pará, 82% são de cor negra ou parda. Isso representa a segunda maior taxa de miscigenação do Brasil. O primeiro lugar é do Amapá, 83% da população negra ou parda. A análise é do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), numa nota alusiva ao Dia Nacional da Consciência Negra. Mais especificamente quanto à população preta, há 634 mil paraenses negros (7,5% do total). Sete em cada cem pessoas do estado são negras. O Pará ocupa a 13ª posição nacional em população negra.
Ainda segundo o IBGE, apesar de uma representação significativa da população, negros convivem com desigualdades sociais e econômicas. Dados deste ano mostram que a população negra ocupada ganha, em média, 64% da remuneração total média de pessoas brancas na mesma situação trabalhista. Sobre o acesso à educação, o índice de analfabetismo da população branca é 30% menor em relação à população negra ou parda (que soma 6,9 milhões de paraenses).
O Dia Nacional da Consciência Negra foi criado em 20 de novembro de 2003. Foi a data de aniversário de morte de Zumbi dos Palmares, líder do quilombo dos Palmares. A criação legal da data veio com a lei 10.639/2003, que instituiu a temática História e Cultura Afro-Brasileira como parte do currículo escolar. No entanto, a data da Consciência Negra só foi oficializada com a lei 12.519/2011. Em alguns estados, como Amapá, a data é feriado.
ORM


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