Dos
mais de 8 milhões de habitantes do Pará, 82% são de cor negra ou parda. Isso
representa a segunda maior taxa de miscigenação do Brasil. O primeiro lugar é
do Amapá, 83% da população negra ou parda. A análise é do Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística (IBGE), numa nota alusiva ao Dia Nacional da
Consciência Negra. Mais especificamente quanto à população preta, há 634 mil
paraenses negros (7,5% do total). Sete em cada cem pessoas do estado são
negras. O Pará ocupa a 13ª posição nacional em população negra.
Ainda
segundo o IBGE, apesar de uma representação significativa da população, negros
convivem com desigualdades sociais e econômicas. Dados deste ano mostram que a
população negra ocupada ganha, em média, 64% da remuneração total média de
pessoas brancas na mesma situação trabalhista. Sobre o acesso à educação, o
índice de analfabetismo da população branca é 30% menor em relação à população
negra ou parda (que soma 6,9 milhões de paraenses).
O
Dia Nacional da Consciência Negra foi criado em 20 de novembro de 2003. Foi a
data de aniversário de morte de Zumbi dos Palmares, líder do quilombo dos
Palmares. A criação legal da data veio com a lei 10.639/2003, que instituiu a
temática História e Cultura Afro-Brasileira como parte do currículo escolar. No
entanto, a data da Consciência Negra só foi oficializada com a lei 12.519/2011.
Em alguns estados, como Amapá, a data é feriado.
ORM

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