(Ato
começou nesta segunda-feira (23) e não tem previsão de encerramento)
Nesta
segunda-feira (23), uma paralisação interditou trechos da PA-150, no
entroncamento com a PA-263, próximo à entrada de Goianésia do Pará, reunindo
trabalhadores rurais e movimentos sociais que cobram uma resposta do governo
federal para demandas como a reforma agrária e a regularização fundiária.
Famílias de municípios como Pacajá, Tucuruí, Breu Branco, Baião, Curionópolis e
Goianésia do Pará, entre outras localidades, participam da mobilização,
organizada por entidades ligadas à agricultura familiar, entre elas a Federação
dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar do Estado do Pará
(FETRAF-PA).
As
principais reivindicações incluem a reestruturação do Incra, a vistoria de
áreas já pautadas, a suspensão de processos de reintegração de posse e a
titulação de cerca de 5 mil famílias no estado. Também estão entre os pedidos
investimentos em infraestrutura nos assentamentos, como estradas, pontes e
acesso digno, além da distribuição de cestas básicas para famílias em situação
de acampamento.
Outro
ponto destacado é a necessidade de desapropriação e aquisição de áreas para
assentar mais de 10 mil famílias já cadastradas, além de prioridade para
aquelas que vivem em condições precárias. O movimento também cobra diálogo com
o Iterpa e a realização de uma mesa de negociação com representantes do governo
federal.
O
coordenador da FETRAF Regional de Tucuruí, Roberto Lima, destacou o caráter
pacífico do ato e reforçou a dimensão do movimento no estado. “Nós estamos aqui
hoje com nossos diretores, fazendo um ato pacífico, ordeiro, porém muito
persistente. Nós estamos aqui em busca de solucionar problemas que estão
vinculados à reforma agrária no nosso estado. Em todo o estado, nós estamos
presentes em 113 municípios. Este local foi escolhido devido ao grande fluxo de
pessoas acampadas e cadastradas pelo Incra, que moram nos assentamentos e nos
acampamentos. Só nessa região nós temos 6 mil trabalhadores aguardando terra
cadastrados pelo Incra”, afirmou.
O
movimento exige a presença de autoridades como o ministro da Secretaria-Geral
da Presidência da República, Guilherme Boulos; o ministro do Desenvolvimento
Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira; o ministro do Desenvolvimento e
Assistência Social, Wellington Dias; além da Presidência Nacional do Incra, com
o objetivo de avançar nas tratativas. A proposta é que o encontro ocorra na
Superintendência do Incra em Marabá, envolvendo também as superintendências de
Belém, Marabá e Santarém, além do Iterpa e da Vale.
Com
informações do Portal Gazeta Carajás