Expressão une música, dança e festa e tem raízes indígenas, africanas e ibéricas
(Foto: Felipe Araújo/MINC)
Patrimônio
Cultural do Brasil desde 2014, o Carimbó é uma manifestação típica do Pará que
compreende festa, música e dança. O reconhecimento pelo Instituto do Patrimônio
Histórico e Artístico Nacional (Iphan), com registro no Livro das
Formas de Expressão, valoriza a importância do carimbó para as comunidades que
mantêm a tradição e para a cultura brasileira.
Ele
combina ritmo, coreografia e modos de vestir em celebrações promovidas ao longo
do ano, sobretudo nas comunidades da região nordeste do estado.
As
origens da expressão cultural remontam ao século 17, a partir da combinação de
influências indígenas, africanas e ibéricas.
Tambores
O
curimbó, tambor utilizado nas rodas, deu origem ao nome. Com o tempo, passou a
designar também o conjunto da expressão cultural. Os tambores são o centro da
celebração. Marcam o ritmo e convidam as pessoas a dançar. Muitos deles são
feitos pelos próprios tocadores.
Dois ou
três curimbós, além de instrumentos de sopro como flauta ou saxofone, banjo,
maracas e milheiros ajudam a fazer a música do carimbó tradicional.
Em
algumas rodas, aparecem ainda o triângulo, reco-reco, tambor de onça e outros
instrumentos. Geralmente, as canções falam do lugar, da natureza, do trabalho e
da vida de quem participa. Os versos são compostos por mestres e mestras que
atuam como pescadores, agricultores, carpinteiros, pedreiros, entre outros
ofícios.
Dança
Leve e
pontuada por giros, a dança do Carimbó é executada por um casal de dançarinos.
Eles realizam passos curtos, em movimentos circulares, sem se tocarem.
O modo
de dançar, de se vestir e de organizar as festas varia a cada comunidade. A
manifestação é realizada em festas entre amigos, encontros de bairro,
celebrações religiosas e em festivais.
Em
diversas localidades, o carimbó está ligado às festas de São Benedito, santo de
grande devoção entre as comunidades negras da Amazônia. As celebrações são
promovidas com frequência entre dezembro e janeiro e são momentos de fé,
encontro e alegria.
O
carimbó também está presente em festivais dedicados a ele, com participação de
grupos de diversas regiões. Os eventos contam com as tradicionais
apresentações, além trocas de saberes, oficinas e rodas de conversa.
Com
informações da Agencia do Radio

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