Os indígenas afirmam que aguardam até as 17h por uma resposta concreta sobre a reintegração de posse.
No
vídeo, representantes das comunidades aparecem reunidos com caciques e alertam
que poderão tomar uma decisão conjunta caso não haja uma resposta dos órgãos
responsáveis.
“Nós
vamos esperar a resposta das autoridades até hoje. Se não tiver uma resposta
boa, vamos tomar uma decisão junto com as lideranças. Os caciques
estão presentes aqui”, declarou um dos representantes.
As
lideranças reforçam que a Terra Indígena Mãe Maria é um território demarcado,
homologado e reconhecido oficialmente, não havendo, segundo elas, qualquer
justificativa para a ocupação.
“Não
queremos chegar a esse nível. Por isso, estamos acionando o Ministério Público
Federal, a Funai, o Ibama e a Polícia Federal para que tomem providências. Não
queremos voltar aos anos anteriores de conflito”, afirma outro trecho do vídeo.
Os
indígenas também mencionam uma área conhecida como Arara, que, de acordo com a
manifestação, teria sido adquirida para atender às famílias que reivindicam
terras. A liderança sustenta que os ocupantes deveriam direcionar eventuais
reivindicações para esse local, e não para o território indígena.
“Fica
avisado: vamos aguardar até as cinco horas para termos uma resposta concreta
sobre a reintegração de posse. Caso contrário, vamos ter que ir lá”,
acrescentou a liderança.
Ocupação
mobilizou órgãos de segurança
A
ocupação começou no sábado (19/9), quando aproximadamente 150 famílias entraram
na parte sul da Terra Indígena Mãe Maria, a cerca de 30 quilômetros de Marabá.
Desde então, os moradores das mais de 50 aldeias foram orientados a evitar
contato ou confronto com o grupo.
A
Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), a Polícia Federal, a Polícia
Militar e o Batalhão de Choque foram comunicados sobre o caso. Representantes
da Funai também estiveram no local acompanhados por agentes de segurança para
conversar com os ocupantes.
Durante
o diálogo, integrantes do grupo alegaram possuir documentos referentes à área.
A Funai, contudo, informou que a documentação deverá ser contestada
judicialmente, uma vez que o local faz parte de uma terra indígena homologada.
A Terra
Indígena Mãe Maria possui aproximadamente 63 mil hectares e está localizada em
Bom Jesus do Tocantins. O território, cortado pela BR-222 e pela Estrada de
Ferro Carajás, é ocupado pelos povos Gavião Parkatêjê, Kyikatêjê e
Akrãtikatêjê.
Até a
última atualização, não havia confirmação de decisão judicial determinando a
retirada das famílias.
Com informações
do Portal Debate
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