sábado, 26 de setembro de 2026

INDÍGENAS BLOQUEIAM BR-163 PARA COBRAR MEDIDAS DE COMPENSAÇÃO PELOS IMPACTOS DA RODOVIA

Manifestação ocorreu nesta sexta-feira (25), em Novo Progresso. Indígenas reivindicam continuidade de medidas emergenciais para reduzir impactos da rodovia enquanto o plano ambiental definitivo não é concluído.


(Foto: Débora Siqueira/Instituto Kabu)

Indígenas dos povos Kayapó e Panará bloquearam um trecho da BR-163 nesta sexta-feira (25), no perímetro urbano de Novo Progresso, no sudoeste do Pará. A manifestação reuniu lideranças representadas pelo Instituto Kabu, Associação Iakiô e Associação Indígena Mantinó e teve como principal reivindicação a continuidade de medidas emergenciais voltadas aos impactos da rodovia sobre comunidades e territórios indígenas.

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As medidas são adotadas enquanto não é concluído o Plano Básico Ambiental do Componente Indígena (PBA-CI) da BR-163. A própria concessionária registra que acordos foram firmados com organizações indígenas para implementar ações antecipatórias ao plano, envolvendo proteção, assistência às comunidades e preservação de terras e recursos naturais.

Via Brasil

Segundo as organizações indígenas, uma proposta para a nova etapa das medidas já foi apresentada, mas a resposta dada pela concessionária Via Brasil em setembro foi considerada insuficiente pelas entidades. De acordo com os manifestantes, a empresa pediu mais tempo para realizar uma análise técnica.

As lideranças afirmam que a preocupação com a continuidade das ações aumenta diante das pressões sobre os territórios e da proximidade do fim do prazo da etapa atual das medidas emergenciais.

No início de setembro, a Justiça Federal determinou que a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), o Ministério Público Federal (MPF) e a Via Brasil se manifestassem sobre o pagamento imediato de valores mínimos para assegurar a continuidade das medidas enquanto as propostas apresentadas são analisadas.

O Instituto Kabu informa que atua com aldeias das Terras Indígenas Baú, Menkragnoti e Panará, no sul do Pará e norte de Mato Grosso. Entre as frentes de atuação da organização estão monitoramento e gestão territorial, segurança alimentar e iniciativas relacionadas à proteção dos territórios. Kabu

A reportagem solicitou posicionamento da Via Brasil sobre as reivindicações apresentadas pelos indígenas e aguarda retorno.

Com informações do g1/Pará

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