EMPREENDEDORAS BRASILEIRAS LEVAM TECNOLOGIA E INOVAÇÃO À AGENDA DO BRICS NA ÍNDIA
Delegação
empresarial participa de encontros em Nova Délhi para ampliar conexões com
investidores, empresas e empreendedoras dos países do bloco.
(Foto: Divulgação/CMEC)
Empreendedoras
brasileiras participaram, na última quarta-feira (9), de um encontro
internacional em Nova Délhi, na Índia, para discutir temas como tecnologia,
acesso a investimentos e desenvolvimento de negócios inovadores. O BRICS WBA Women-Led Development
Summit reuniu lideranças empresariais e empreendedoras dos países que
integram o bloco, entre eles Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.
A
programação ocorre às vésperas da 18ª Cúpula do BRICS, marcada para os
dias 12 e 13 de setembro, e teve entre os principais temas a participação
feminina nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM,
na sigla em inglês), além de tecnologias digitais, inovação, startups e
acesso a capital.
O Brasil foi
representado por uma delegação empresarial formada por 19
integrantes. Entre elas está Ana Claudia Badra Cotait, presidente do Conselho
Nacional da Mulher Empreendedora e da Cultura (CMEC), da Associação
Comercial de São Paulo (ACSP).
Ana
Claudia participou do painel “Advancing Women in STEM, Digital
Technologies and Innovation: From Classroom to Frontier”, que debateu
estratégias para ampliar a presença feminina nas áreas de tecnologia
e inovação, desde a formação profissional até o desenvolvimento
de novas soluções.
Para a
empresária, o desafio vai além de ampliar o número de mulheres que
trabalham com tecnologia. Também é preciso garantir que elas ocupem
posições de liderança como proprietárias de empresas, criadoras de
produtos e protagonistas de negócios com potencial de crescimento.
“Nosso
papel aqui é abrir caminhos para que essas mulheres não sejam apenas
participantes, mas líderes e agentes de mudança. Não tenhamos medo de
abrir novas fronteiras, compartilhar novos palcos e destacar novas líderes.
Porque, quando uma mulher avança, ela não ocupa apenas o seu lugar, mas abre
caminho para muitas outras”, disse.
A missão
empresarial brasileira permanecerá em Nova Délhi entre os dias 8
e 12 de setembro. Além do BRICS WBA Women-Led Development Summit, a agenda
inclui o Women’s Business Alliance Annual Meeting, o BRICS Business
Council Annual Meeting e o Fórum Empresarial do BRICS 2026.
Investimentos
O Women’s
Business Alliance Annual Meeting acontece de 9 a 11 de setembro,
também em Nova Délhi. Um dos principais temas da programação é o acesso
a investimentos para negócios liderados por mulheres.
Além dos
debates, o evento conta com uma exposição de startups comandadas por
empreendedoras. A delegação brasileira pretende apresentar a experiência
da UpStarts,
iniciativa do CMEC voltada à identificação e ao desenvolvimento de
negócios liderados por mulheres com potencial de inovação e
crescimento.
Em sua
terceira edição, realizada em maio deste ano, o programa recebeu mais de
700 pré-inscrições e selecionou 230 participantes. A expectativa é aproveitar o
encontro na Índia para aproximar essas empreendedoras de investidores e
parceiros internacionais.
“Queremos
apresentar startups lideradas por mulheres e identificar
investidores-anjos, fundos e apoiadores que possam se aproximar desse
universo de empresas. O objetivo é fazer com que essas conexões continuem
depois do Summit e possam gerar negócios”, afirmou Beatriz Guimarães,
vice-presidente do CMEC Nacional e presidente do CMEC-DF, que também integra a
missão brasileira.
Games e
tecnologia
A missão
empresarial brasileira também pretende conhecer a experiência da Índia no
setor de games, mercado diretamente relacionado à programação, ao
desenvolvimento de software, à criatividade e à economia digital.
A
delegação busca conhecer iniciativas indianas de formação profissional e
desenvolvimento de empresas de tecnologia, além de identificar práticas que
possam contribuir para o crescimento do ecossistema de games no Brasil.
“Queremos
conhecer as boas práticas da Índia e entender como elas podem contribuir para o
desenvolvimento do ecossistema brasileiro de games, especialmente para ampliar
a participação das mulheres”, acrescentou Beatriz Guimarães.
No
Brasil, o CMEC apoia a participação feminina nesse setor por meio do Brasília Game Hub (BGH),
polo de desenvolvimento, incubação e investimento em jogos eletrônicos do
Distrito Federal.
Além dos
games, a agenda da missão inclui temas como STEM, design autoral, inovação
e internacionalização de empresas lideradas por mulheres.
Parcerias
e novos mercados
Para Ana
Claudia Cotait, a expectativa da missão é estabelecer relações com
empreendedoras, empresas, investidores e organizações dos demais países do
BRICS, ampliando as possibilidades de parcerias, rodadas de negócios,
intercâmbio de conhecimento e acesso a novos mercados.
“Uma
participação internacional só faz sentido quando conseguimos transformar
relacionamento em oportunidade. Queremos voltar com conexões que
possam gerar parcerias, investimentos, intercâmbio de conhecimento e novos
caminhos para que empresas brasileiras possam acessar outros mercados”,
afirmou.
Segundo
ela, a participação no encontro também permite às empreendedoras brasileiras
conhecer as experiências de outros países na criação de ambientes
mais favoráveis ao desenvolvimento de negócios de base tecnológica liderados
por mulheres e à expansão dessas empresas.
Com informações
de Paloma Custódio/Ag. do Radio
“Notícias com Credibilidade de Rio
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