segunda-feira, 7 de setembro de 2026

32º GRITO DOS EXCLUÍDOS REÚNE MANIFESTANTES EM DEFESA DA MORADIA E DO RIO TUCUNDUBA EM BELÉM

Mobilização ocorreu na Terra Firme e levou às ruas reivindicações por moradia, permanência no território, justiça ambiental e preservação do rio


O ato defendeu melhorias de saneamento e urbanização sem a remoção de moradores, além de cobrar a preservação ambiental e a navegabilidade do rio Tucunduba.

O ato na Terra Firme cobrou melhorias de saneamento e urbanização sem a remoção de famílias, além de questionar a retirada de vegetação nas obras do Parque Linear do Tucunduba.

A mobilização ocorreu no sábado (5), com concentração no barracão do Boi Marronzinho e caminhada até a área onde está prevista a construção do Parque Linear do Tucunduba.

O 32º Grito dos Excluídos e das Excluídas foi realizado no sábado (5), no bairro da Terra Firme, em Belém, com uma caminhada em defesa da moradia, da permanência das famílias no território e da preservação do rio Tucunduba. A mobilização teve concentração no barracão do Boi Marronzinho e seguiu até a área onde está prevista a construção do Parque Linear do Tucunduba.

Com o tema permanente “Vida em Primeiro Lugar!” e o lema “Na defesa da Terra, da Paz e da Moradia, erguemos a voz: Mulheres Vivas e Soberania!”, o ato chamou atenção para problemas enfrentados por moradores da Terra Firme, como saneamento, insegurança fundiária, redução de áreas verdes e ameaças de remoção relacionadas às intervenções urbanas na região.

Entre as principais reivindicações apresentadas pelos movimentos está a defesa de uma urbanização que melhore as condições de moradia, saneamento e infraestrutura sem retirar moradores do território. As organizações também questionam aspectos do projeto do Parque Linear do Tucunduba, principalmente a retirada de vegetação prevista durante as obras.

A preservação do Tucunduba também esteve entre as pautas da mobilização. O rio continua sendo utilizado para o transporte de mercadorias por produtores das ilhas de Belém até a feira da Terra Firme. Os movimentos defendem que a recuperação ambiental e a melhoria do saneamento sejam feitas com a manutenção da navegabilidade.

A programação também reuniu intervenções políticas e culturais. Ao final da caminhada, estavam previstos o plantio de mudas e um foto varal do projeto Periferia Viva-Tucunduba Verde e Resiliente, iniciativa que reúne moradores, pesquisadores e poder público em ações relacionadas aos alagamentos, ao calor intenso e à falta de áreas verdes na bacia do Tucunduba.

Com informações do g1/Pará-Belém

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