sábado, 15 de agosto de 2026

FERIADO DE ADESÃO DO PARÁ': ENTENDA POR QUE ESTADO FOI O ÚLTIMO A ACEITAR A INDEPENDÊNCIA DO BRASIL

Há 200 anos, exatamente em 15 de agosto de 1823, o Pará se unia ao resto do Brasil em sua independência. A demora inclui, entre motivos, a relação do estado com Portugal.


(Foto: Reprodução/TV Liberal)

Em 15 de agosto de 1823 a então Província do Grão Pará se integrava ao Brasil. Feriado estadual, o “Dia da Adesão do Pará” é um marco na história paraense. O estado foi o último a aceitar a independência do Brasil e os motivos para isso estavam na relação com Portugal.

Segundo Leonardo Torii, pesquisador e diretor do Arquivo Público do Pará, esse processo não foi tranquilo, nem antes da assinatura da ata de adesão e muito menos após o fato histórico.

“A não aceitação à Independência se dava pela ligação direta que a província tinha com Lisboa, além da grande quantidade de comerciantes portugueses e pessoas com cargos importantes dentro da província”, explica.

Revoltas na província

Leonardo Torii conta que no primeiro semestre de 1823 revoltas eclodiram na Província do Grão Pará em favor da independência do Brasil, porém foram duramente reprimidas.

Em abril de 1823, um levante em Belém de pessoas favoráveis à independência foi abafada pelas tropas portuguesas. No mês seguinte, a vila de Muaná anunciou sua adesão à independência.

“Essa revolta em Muaná durou uma semana, haja visto que o governo de Portugal logo sufocou e prendeu os revoltosos”, diz o pesquisador.

O blefe

O estado do Pará foi a última província a não aderir à Independência do Brasil, ocorrida no dia 7 de setembro de 1822. Porém, outras províncias também não tinham se juntado ao Brasil, como Bahia e Maranhão, no ano de 1823.

O diretor Arquivo Público do Pará explica que Dom Pedro I contratou Lord Thomas Cochrane para fazer justamente para fazer esse serviço.

“Ele estava no Maranhão quando enviou a Belém o seu emissário, o almirante John Pascoe Grenfell para negociar com as autoridades locais a adesão”, afirma.

Leonardo diz que quando o almirante Grenfell chegou a Belém ele lançou um blefe afirmando que uma frota de militares e navios invadiriam o estado.

“Ele contou com um grande blefe para espalhar o terror entres os participantes do governo provisório. E funcionou, logo após a sua chegada, foi assinada a adesão”, relata o pesquisador.

Documento de adesão

A ata de adesão foi assinada no Palácio Lauro Sodré, sede da Colônia Portuguesa à época, por autoridades civis, militares e eclesiásticas na região, explica Leonardo.

Com informações de Marcus Passos, g1 Pará — Belém

Nenhum comentário:

Postar um comentário

As opiniões expressas em materias, artigos e comentarios neste ambiente assim como em todo o portal são de exclusiva responsabilidade do autor e não necessariamente representam o posicionamento do Blog da Rádio Berrokan FM 104, 9.