População ocupada atinge recorde de 103,3 milhões de Pessoas
No
trimestre anterior, terminado em abril, a taxa era de 5,8%. Já no mesmo período
do ano passado, 5,6%.
Os
dados foram divulgados nesta quinta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A Pnad
revelou que o número de pessoas ocupadas atingiu 103,3 milhões, recorde da
série histórica. O número de empregados com carteira assinada (excluindo
trabalhadores domésticos) foi 39,4 milhões, também o maior da série histórica.
Já
a quantidade de trabalhadores sem carteira assinada era de 13,8 milhões,
crescimento de 3,6% na comparação com o período até abril (mais 477 mil
pessoas).
De
acordo com o analista da pesquisa, William Kratochwill, o crescimento da
ocupação no trimestre até julho foi puxado pelo setor de construção civil.
“A
maioria aconteceu entre pedreiros e trabalhadores elementares da construção de
edifícios”, cita.
O
analista acrescenta que mudanças tecnológicas têm facilitado a obtenção de
ocupação.
"Hoje
em dia, com telefone e bicicleta, você consegue trabalhar. A tecnologia está
mudando o mercado de trabalho", diz.
A
ocupação no agrupamento transporte, armazenagem e correio, que inclui
entregadores de aplicativo, cresceu 5,4% na comparação com o mesmo trimestre de
2025.
O
contingente de desocupados ficou em 5,8 milhões, o que significa menos 503 mil
pessoas (recuo de 8%) em relação ao trimestre de fevereiro a abril.
A
taxa de informalidade - proporção de trabalhadores informais na população
ocupada - foi 37,5%. Até abril estava em 37,2%.
O
IBGE aponta como informais os trabalhadores sem carteira e os autônomos e
empregadores sem CNPJ. Essas pessoas não têm garantidas coberturas como
seguro-desemprego, férias e 13º salário.
A
população desalentada, formada por pessoas que não procuravam emprego pois
acreditavam que não conseguiriam uma vaga, marcou 2,3 milhões de pessoas, queda
de 9,7% no trimestre.
O
rendimento médio do trabalhador ficou em R$ 3.762, recuo de 0,7% na comparação
com o período até abril. O IBGE classifica essa diferença como “estável”.
A
pesquisa
A
pesquisa do IBGE apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com
14 anos ou mais e leva em conta todas as formas de ocupação, seja com ou sem
carteira assinada, temporário e por conta própria, por exemplo.
Pelos
critérios do instituto, só é considerada desocupada a pessoa que efetivamente
procurou uma vaga 30 dias antes da pesquisa. São visitados 211 mil
domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.
O
menor desemprego já registrado pela Pnad foi 5,1%, no último trimestre de 2025.
A maior taxa já constatada foi 14,9%, atingida em dois períodos: nos trimestres
móveis encerrados em setembro de 2020 e em março de 2021, ambos durante a
pandemia de covid-19.
Com
informações de Bruno de Freitas Moura da Agência Brasil
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