segunda-feira, 31 de agosto de 2026

COM 1,3 MILHÃO DE BOVINOS, MARABÁ ESTÁ ENTRE OS MAIORES REBANHOS DO PAÍS


(Foto: Magnific)

Em Marabá, o rebanho bovino chegou a 1,3 milhão de cabeças em 2024. O número coloca o município como o segundo maior rebanho do Pará e o quinto maior do Brasil. Quando se trata de galináceos e suínos, os números são menos expressivos, mas ainda relevantes. Em 2024, a terra de Francisco Coelho contabilizava 560 mil galináceos e 21,3 mil suínos. No mesmo ano, foram produzidas 290 mil dúzias de ovos, o equivalente a 3,48 milhões de unidades.

Estar entre os cinco maiores municípios do Brasil em número de bovinos coloca Marabá em uma posição diferenciada na cadeia da carne. Não se trata apenas de produção rural: existe uma cadeia envolvendo criação, compra e venda de animais, transporte, alimentação, medicamentos veterinários, assistência técnica, frigoríficos, comércio e serviços.

OUTROS MUNICÍPIOS DO PARÁ

No ranking paraense de rebanho bovino, São Félix do Xingu ocupava e – ainda ocupa – o primeiro lugar, com quase o dobro de cabeças de gado de Marabá. O município tinha 2,5 milhões de bovinos e, também, liderava o ranking nacional.

Na sequência, aparecem outros municípios que integram o cinturão pecuário da BR-230. Novo Repartimento ocupava a terceira posição, com 1,3 milhão de cabeças, seguido por Altamira, em quarto, com 1,1 milhão, e Pacajá, em quinto, com 900 mil. Itupiranga, Novo Progresso, Cumaru do Norte e Água Azul do Norte apareciam, respectivamente, entre a sexta e a nona posições, com cerca de 700 mil cabeças cada. Santana do Araguaia fechava o ranking dos dez maiores rebanhos do Pará, com 600 mil bovinos.

Desde 1960, a produção agropecuária se expandiu para o interior do Brasil. Os resultados mostraram que até 1997 a produção e exportação de grãos eram dominadas pelas regiões do Arco Sul. Em 2017, o Arco Norte já respondia por 21% do volume exportado, de um total de 91 milhões de toneladas, e por 59% da produção nacional, que alcançou 212 milhões de toneladas.

Mato Grosso se tornou o maior produtor de grãos do país, que influenciou a dinâmica espacial da pecuária bovina e na criação de aves e suínos, que se deslocou para o Arco Norte.

Com informações de Luciana Araújo e Ulisses Pompeu/Correio de Carajás

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