AS ESCALAS DE ABATE APRESENTARAM MOVIMENTOS MISTOS
(Foto: Pixabay)
O mercado do boi
gordo encerrou a semana com preços firmes no físico, enquanto os contratos
futuros passaram a indicar maior cautela para o segundo semestre. Segundo a
StoneX, a valorização foi disseminada entre as principais praças produtoras,
com São Paulo renovando máximas ao longo da semana e fechando como a região
mais valorizada do país, perto de R$ 345,47 por arroba.
As escalas de abate
apresentaram movimentos mistos, mas permaneceram em níveis que ainda refletem
uma oferta insuficiente para reduzir de forma estrutural a pressão de compra da
indústria. O quadro foi mais apertado nas regiões Norte e Centro-Oeste, onde as
programações operaram com menor folga.
No mercado de
reposição, os preços oscilaram entre momentos de fraqueza e recuperação. O boi
magro terminou a semana em alta, embora a relação de troca continue
desfavorável ao invernista. Esse cenário tende a limitar o ritmo de reposição
no médio prazo e reforça a perspectiva de uma oferta mais restrita adiante.
As exportações
continuam funcionando como suporte para os preços domésticos, com a demanda
chinesa mantendo papel relevante no fluxo de vendas externas. Já no mercado
futuro, a alternância entre altas e correções expressivas nos vencimentos de
outubro e novembro mostra que os agentes ainda buscam um novo ponto de
equilíbrio depois do ciclo recente de valorização.
Para a próxima
semana, as atenções devem se concentrar no comportamento das escalas de abate
no Sudeste, na evolução dos dados de exportação e na definição de uma direção
mais clara para a curva futura, especialmente nos contratos ligados ao segundo
semestre.
Com informações de Leonardo Gottems/Agrolink
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