Espaço físico contará com voluntários em plantão ininterrupto durante a votação para acolher relatos de ilícitos
A estrutura para receber informações da população sobre irregularidades durante as Eleições Gerais de 2026 no Pará já está pronta e tem previsão de iniciar os atendimentos no início da próxima semana. O Comitê de Combate à Corrupção Eleitoral finalizou a preparação de sua sede física e iniciará a triagem de mensagens com um esquema especial de monitoramento.
Para
garantir celeridade na análise das demandas enviadas pelos eleitores, a
força-tarefa mobilizará voluntários em turnos diários ao longo do período de
campanha. Na reta final da disputa, a equipe funcionará de forma ininterrupta
para atender a demanda.
“Vamos
ter uma escala de voluntários que irão se dividir entre manhã e tarde, e na
semana das eleições, os voluntários estarão disponíveis 24 horas para que o
comitê funcione sem parar, recebendo as denúncias”, detalha Cristiane Araujo.
O
grupo centralizará o acolhimento de informações e ativará o fluxo oficial de
apuração assim que os trabalhos na sala forem abertos.
“O
número de WhatsApp para denúncias é (91) 3347-9809 e iniciaremos a coletar as
denúncias assim que o comitê iniciar os trabalhos efetivamente”, destaca a
secretária executiva.
Entidades
da sociedade civil fortalecem fiscalização no Pará
Lançado
originalmente em junho na sede do Ministério Público Federal (MPF), em Belém, o
grupo reúne o Ministério Público (MP) Eleitoral e a CNBB Norte 2 a diversas
organizações da sociedade civil. Entre as instituições parceiras estão a
Cáritas Regional Norte 2, a Comissão Pastoral da Terra (CPT), a Rede Eclesial
Pan-Amazônica (Repam Brasil), o Centro de Estudos Bíblicos (Cebi/PA) e a Igreja
Episcopal Anglicana do Brasil.
A
aliança busca coibir práticas ilícitas como o abuso de poder econômico, o
clientelismo e a captação ilegal de sufrágio. O plano de ação também engloba
iniciativas educativas e debates orientados para a defesa da Amazônia, de
territórios indígenas e de comunidades quilombolas no estado.
Aplicativo
Pardal do TSE receberá registros a partir do dia 16
Além
da mobilização comunitária no Pará, a população poderá utilizar o aplicativo
Pardal Móvel a partir de 16 de agosto, data que marca o início oficial da
propaganda política. A ferramenta foi regulamentada pelo Tribunal Superior
Eleitoral (TSE) por meio da Portaria nº 451/2026, assinada pelo presidente da
Corte, ministro Kassio Nunes Marques, e publicada no Diário da Justiça
Eletrônico.
O
acesso ao sistema exige autenticação por meio do e-Título ou da conta Gov.br,
mas a norma assegura o sigilo da identidade do cidadão. Para evitar registros
incorretos, a plataforma exibe orientações prévias sobre condutas permitidas e
vedadas pela legislação antes da conclusão do envio.
A
ferramenta faz uma triagem automatizada dos relatos e permite anexar fotos,
áudios, vídeos e links. Casos que envolvem desinformação serão encaminhados ao
Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral (Siade), enquanto denúncias sobre
crimes eleitorais seguirão para apuração do Ministério Público Eleitoral.
Com
informações de O Liberal
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