Exportações do agronegócio cresceram 34,5% no primeiro semestre de 2026, impulsionadas pela soja, carne bovina e animais vivos; municípios do sul e sudeste do estado seguem como protagonistas
Quem vive no Pará sabe que boa parte desse
resultado passa pelo interior do estado. Na pecuária, São Félix do Xingu segue
como o município com o maior rebanho bovino paraense, enquanto Novo
Repartimento ocupa a segunda posição. Juntos, os dois municípios são
referências na produção de carne e na criação de gado, atividades que ajudam a
manter o estado como o maior exportador brasileiro de bovinos vivos.
Além da pecuária, a produção de soja continua
liderando as vendas externas do agronegócio paraense, respondendo por quase 45%
de toda a receita do setor. Carnes, animais vivos, produtos florestais e o açaí
— principal destaque entre os sucos exportados — completam a lista dos produtos
que mais levaram o nome do Pará ao mercado internacional.
Os embarques também cresceram em volume. No
primeiro semestre, foram exportadas 3,59 milhões de toneladas de produtos do
agro, alta de 28,4%. Com isso, a participação do agronegócio na balança
comercial do Pará passou de 18,96% para 21,61%, mostrando que o setor ganhou
ainda mais relevância para a economia estadual.
A China permanece como a principal compradora
dos produtos do agro paraense, seguida por países como Espanha, Estados Unidos,
Iraque e Turquia. Ao mesmo tempo, mercados como Países Baixos, Tailândia,
Argélia e Marrocos ampliaram as compras, sinalizando novas oportunidades para
um setor que tem no interior do Pará, especialmente em municípios como São
Félix do Xingu e Novo Repartimento, uma de suas maiores forças.
Com informações do Portal Gazeta Carajás
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