O núero de acidentes com arraias em Belém apresentou um crescimento expressivo em 2026 e acendeu um alerta para moradores e turistas que frequentam as praias da capital paraense durante o período de férias escolares. Dados da Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma) mostram que, entre janeiro e junho deste ano, foram registrados 105 casos de ferroadas, quantidade superior ao dobro do total contabilizado durante todo o ano de 2025.
Diante do aumento do fluxo de banhistas em
julho, a Sesma intensificou as orientações de prevenção para reduzir o risco de
acidentes e reforçou os cuidados que devem ser adotados antes, durante e após o
contato com a água.
Somente nos seis primeiros meses deste ano
foram registrados 105 acidentes, o que representa um aumento de 133% em relação
ao mesmo período do ano anterior. Para efeito de comparação, durante todo o ano
de 2025 foram contabilizados 45 acidentes envolvendo arraias.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde,
esses animais costumam permanecer parcialmente enterrados na areia,
principalmente em áreas rasas e de águas calmas. Na maior parte das
ocorrências, o acidente acontece quando o banhista pisa na arraia sem perceber
sua presença.
O médico veterinário da Unidade de Vigilância
de Zoonoses (UVZ), Claudio Douglas de Oliveira Guimarães, explica que uma
mudança simples na forma de entrar na água pode reduzir significativamente as
chances de acidentes.
“Em vez de caminhar levantando os pés, o
ideal é arrastá-los suavemente pela areia ao entrar na água. Esse movimento
provoca uma pequena vibração e faz com que a arraia perceba a aproximação da
pessoa, tendo a oportunidade de se afastar naturalmente, evitando o contato e
diminuindo as chances de um acidente”, explicou.
Além dessa recomendação, o especialista
alerta para que as pessoas evitem qualquer tentativa de tocar ou capturar
arraias, mesmo quando os animais estiverem próximos da faixa de areia.
“As arraias não são animais agressivos e os
acidentes geralmente acontecem como uma reação de defesa, quando elas se sentem
ameaçadas ou são pisadas acidentalmente. Por isso, a prevenção e o respeito ao
espaço desses animais são fundamentais”, afirmou.
Ainda conforme Claudio Douglas de Oliveira
Guimarães, crianças devem permanecer sempre acompanhadas por um adulto durante
o banho, enquanto todos os frequentadores das praias precisam seguir as
orientações repassadas pelas equipes de vigilância que atuam durante o período
do veraneio.
As áreas da capital paraense que concentram o
maior número de registros de acidentes com arraias são:
- Cotijuba e arredores;
- praias de Mosqueiro, especialmente a Praia do Chapéu Virado;
- Outeiro;
- Praia do Cruzeiro, em Icoaraci.
A Secretaria Municipal de Saúde também
divulgou uma série de recomendações para diminuir os riscos de acidentes. Entre
elas, está a orientação para que os banhistas arrastem os pés na areia ao
entrar na água, em vez de caminhar normalmente, permitindo que a arraia perceba
a aproximação e se afaste.
O órgão também orienta que ninguém tente
tocar, capturar ou manusear esses animais, além de reforçar a necessidade de
manter crianças sob supervisão constante e respeitar todas as orientações
repassadas pelas equipes de vigilância presentes nas praias.
Caso ocorra uma ferroada, a recomendação da
Sesma é procurar imediatamente a unidade de saúde mais próxima para receber
atendimento adequado.
A secretaria alerta que não é indicado
utilizar substâncias caseiras, fazer cortes no local da lesão ou tentar retirar
fragmentos do ferrão sem atendimento especializado. Segundo o órgão, a limpeza
adequada do ferimento e o tratamento precoce ajudam a aliviar a dor, prevenir
infecções e evitar complicações.
Com informações do portal Ver-O-Fato
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