quarta-feira, 10 de junho de 2026

TRABALHADORES SEM TERRA ACAMPAM NO INCRA DE MARABÁ


(Foto: Divulgação Zé Dudu)

Barracas espalhadas pelas áreas externa e interna da Superintendência Regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), núcleo Cidade Nova, em Marabá, bandeiras hasteadas e uma rotina de assembleias e organização coletiva marcam a mobilização que reúne aproximadamente 2,3 mil trabalhadores rurais ligados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), à Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar do Estado do Pará (Fetraf-PA) e à Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (Fetagri). Unidos, os movimentos afirmam que permanecerão no local até que o Governo Federal apresente respostas concretas para uma pauta histórica relacionada à reforma agrária e à agricultura familiar.

O ato, que começou com o MST e posteriormente incorporou Fetraf e Fetagri, ganhou dimensão estadual e transformou a sede do Incra em um espaço permanente de reivindicação. Entre as principais demandas estão a criação de novos assentamentos, a regularização fundiária de famílias que aguardam há anos pelo acesso à terra, a realização de vistorias em áreas destinadas à reforma agrária, além da liberação de créditos, investimentos em infraestrutura e fortalecimento da estrutura operacional do próprio Incra.

Wellington Saraiva, representante da coordenação nacional do MST, afirmou que a mobilização busca acelerar processos que se arrastam há décadas. “O MST tem hoje mais de 100 mil famílias acampadas no Brasil e muitas delas aguardam há 20 ou 30 anos por um assentamento. Pessoas que chegaram com 30 ou 40 anos hoje estão com 60 ou 70 anos, no limite da sua força de trabalho. O que estamos fazendo aqui é cobrar a celeridade desses processos”.

Com informações de Kauã Fhillipe/Correio de Carajás

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