(Moradores, professores e outros grupos interditaram a ponte sobre o rio Anapu para cobrar melhorias na saúde, educação e infraestrutura. Ônibus com pacientes de Altamira foi liberado a passar.)
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Liderado pelo Sintepp, o bloqueio com toras de madeira na BR-230 nesta segunda-feira, 1º, reivindica melhorias na educação, saúde e infraestrutura de Anapu.
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Entre as queixas estão atrasos
salariais de médicos há 4 meses e falta de merenda. A PRF negociou aberturas
temporárias de 10 minutos para o trânsito.
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O ato ocorre após o STF suspender o
afastamento de 90 dias do prefeito Luiz Carlos Aguiar Leite. A gestão municipal
não se manifestou.
Moradores de Anapu interditaram desde o
começo da manhã desta segunda-feira (1º) um trecho da BR-230, a Transamazônica,
no sudoeste do Pará. O bloqueio ocorreu sobre a ponte do rio Anapu, um dos
pontos mais movimentados da rodovia, e provocou um grande congestionamento nos
dois sentidos da pista.
Os manifestantes usaram toras de madeira para
fechar o acesso à cidade. Um ônibus que transportava pacientes de Altamira, em
tratamento de saúde em Belém, chegou a ser liberado para seguir viagem durante
o bloqueio.
A mobilização é liderada pelo Sindicato dos
Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação Pública do Estado do Pará (Sintepp),
com apoio de moradores, professores, empresários, agricultores e representantes
de comunidades rurais de Anapu.
O grupo cobra providências diante de
problemas que, segundo os manifestantes, se acumulam na administração pública
municipal.
Entre as denúncias estão falta de merenda e
transporte escolar, escolas abandonadas, estradas vicinais sem manutenção,
falta de medicamentos no Hospital Municipal de Anapu, atraso de salários de
médicos há pelo menos quatro meses, ambulâncias quebradas e ausência de
pagamento de direitos de profissionais da educação.
Os organizadores do ato também pedem
intervenção das autoridades na prefeitura para apurar possíveis
irregularidades.
No fim da manhã, representantes da prefeitura
e da Polícia Rodoviária Federal estiveram no local para tentar negociar a
liberação da pista. Ficou acertado que o trecho seria aberto por 10 minutos e
depois novamente bloqueado, numa tentativa de aliviar o engarrafamento sem
encerrar o protesto.
A manifestação ocorre cerca de um mês após o prefeito
Luiz Carlos Aguiar Leite, do Republicanos, ter sido afastado do
cargo pela Câmara de Vereadores.
O afastamento, que seria de 90 dias, acabou
suspenso por decisão do Supremo Tribunal Federal, permitindo seu retorno ao
comando do município.
A prefeitura não se manifestou sobre as
reivindicações dos manifestantes.
Com informações de Cristiane Prado, g1 e TV
Liberal
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