Crianças menores de cinco anos que ainda não completaram o esquema vacinal já podem receber o imunizante que protege contra pneumonia e meningite.
Crianças menores de cinco anos que ainda não completaram o esquema vacinal já podem receber a nova vacina pneumo 20 na rede pública de saúde. A estratégia nacional foi lançada no último sábado (20), em São Paulo, pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
O imunizante oferece proteção contra 20
sorotipos da bactéria pneumococo, responsável por doenças graves, como pneumonia
e meningite. Na rede privada, a vacina pode custar até R$ 500. Em
comparação às formulações anteriores, a pneumo 20 amplia a cobertura contra
os sorotipos mais associados à doença pneumocócica invasiva, especialmente
os tipos 3, 6A e 19A.
Além disso, a vacina também contribui para a prevenção
da otite média, infecção que pode evoluir para complicações mais graves,
como perda auditiva e infecção generalizada.
Mais de 570 mil doses distribuídas
Desde maio de 2026, o Ministério da Saúde
distribuiu mais de 570 mil doses da pneumo 20 para todos os estados,
garantindo o início da vacinação. Até o fim do ano, a expectativa é que
mais de 6,1 milhões de doses sejam enviadas às unidades da federação.
A pneumo 20 será ofertada aos seguintes grupos
prioritários:
Crianças menores de 5 anos;
Povos indígenas maiores de 5 anos de idade (sem histórico vacinal com pneumo conjugada);
Idosos com 60 anos ou mais acamados e/ou institucionalizados;
Pessoas com condições clínicas especiais, atendidas nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE).
Segundo a Organização Mundial da
Saúde (OMS), a doença pneumocócica é a principal causa de mortalidade
infantil por enfermidades preveníveis. No Brasil, entre 2023 e 2025,
foram registrados 4,6 mil casos de meningite pneumocócica e 1,4 mil mortes.
A expectativa do Ministério da Saúde é que a
ampliação da cobertura vacinal reduza a incidência de casos graves,
hospitalizações e mortes, além de diminuir os gastos do SUS com internações,
tratamentos intensivos e reabilitação de pacientes com sequelas.
Transição no calendário vacinal
Atualmente, o SUS oferece as vacinas
pneumo 10 e pneumo 13 — com proteção mais robusta e duradoura —, além da polissacarídica
23 — que amplia a cobertura contra mais tipos da bactéria. Essas
formulações estão alinhadas às diretrizes internacionais e apresentam uma
relação custo-benefício comprovada para as políticas de saúde pública.
Com a chegada da pneumo 20,
o Ministério da Saúde dará início a uma transição gradual para ampliar a
proteção contra um número maior de sorotipos da bactéria.
Durante o período, o esquema vacinal infantil
seguirá o seguinte modelo:
uma dose da pneumo 20 aos dois meses de idade;
uma dose da pneumo 10 aos quatro meses,
e uma dose de reforço da pneumo 20 aos 12 meses, respeitando o intervalo mínimo de 60 dias entre a segunda dose e o reforço.
A estratégia será mantida até o esgotamento dos estoques da pneumo 10. Depois disso, o calendário passará a utilizar exclusivamente a pneumo 20.
Pais e responsáveis poderão acompanhar o histórico
de vacinação das crianças por meio da Caderneta Digital de Saúde da Criança, disponível no
aplicativo Meu
SUS Digital.
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