(Ação mira desmatamento e pecuária irregular em unidade de conservação. Na operação, em São Félix do Xingu, 90 cabeças de gado ilegal foram dispersadas na tentativa de impedir retirada pelos agentes.)
(Foto: Reprodução / TV Liberal)
O Instituto Chico Mendes de Conservação da
Biodiversidade (ICMBio) intensificou as ações de combate ao desmatamento ilegal
e à pecuária irregular em áreas protegidas no Pará. Em uma delas nesta
terça-feira (9), em São Félix do
Xingu, o gado acabou sendo solto pelos moradores e se dispersou pela área.
A tentativa foi de impedir a retirada dos animais pelos agentes.
No total, foram 90 cabeças de gado
envolvidas na ocorrência. O caso foi na região da rodovia Transiriri, próxima à
Vila Fumaça, zona rural de São Félix do Xingu.
A operação foi batizada de "Pasto
Nullus", e deflagrada no dia 3 de junho com apoio de instituições federais
e estaduais na Estação Ecológica da Terra do Meio, onde a criação de gado em
área embargada vinha sendo mantida de forma irregular.
Segundo o ICMBio, a retirada de rebanhos de
áreas desmatadas ilegalmente tem se consolidado como uma estratégia para
interromper práticas ambientais ilícitas em locais já embargados.
O órgão afirma que "esse tipo de ação
vem contribuindo para reduzir de forma significativa o avanço do desmatamento
em áreas protegidas".
Na Estação Ecológica da Terra do Meio, a
presença de gado irregular contraria as regras de uma unidade de conservação de
proteção integral.
Além disso, os animais estariam pastando em
áreas oficialmente embargadas pelo Instituto, com termos já emitidos e
ocupantes notificados, o que configura descumprimento reiterado da legislação
ambiental.
O órgão também aponta irregularidades
sanitárias. De acordo com a fiscalização, os animais não estavam declarados na
Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará), o que
caracteriza fraude na atividade pecuária.
O ICMBio alerta ainda que o consumo de carne
de origem não controlada pode representar risco à saúde dos consumidores.
A autarquia informou que a
operação "está sendo conduzida com respeito aos processos de regularização
fundiária em andamento e aos pareceres jurídicos da própria Procuradoria, para
garantir os direitos de ampla defesa e contraditório".
O objetivo, segundo o órgão, é
assegurar que as medidas sejam tomadas dentro dos parâmetros legais
Com informações de Jhenyffer
Florêncio, Redação g1
Pará

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