(Foto: Reprodução / Ibama)
Ação
da Operação Xapiri Mebêngôkré mirou frentes de mineração e estrutura logística
usadas no sul do estado. Agentes também apreenderam ouro, armas e combustível.
O
Ibama e a Polícia Federal concluíram a primeira fase da "Operação Xapiri
Mebêngôkré" contra o garimpo ilegal na Terra Indígena Kayapó, no sul do
Pará. A ação teve como objetivo atingir não apenas os pontos de extração de
minério, mas também a rede de apoio que sustenta a atividade criminosa dentro
do território indígena.
Nos
dois primeiros dias da operação, as equipes inutilizaram 31 escavadeiras
hidráulicas usadas diretamente na retirada ilegal de minérios.
Também
foram destruídos caminhões, carretas, tratores, motocicletas, caminhonetes,
geradores, motosserras, oficinas, acampamentos e cerca de 10,2 mil litros de
diesel empregados no abastecimento das frentes de exploração.
Além
do maquinário, os agentes apreenderam uma antena satelital para acesso à
internet, 23 gramas de ouro, duas armas de fogo e munições. Duas aves que
estavam em poder dos infratores foram resgatadas durante a fiscalização.
Segundo
os órgãos de fiscalização, o avanço do garimpo ilegal no território provoca
desmatamento, assoreamento de rios e igarapés e contaminação por mercúrio,
combustíveis e resíduos oleosos. Esses impactos afetam a água, a fauna, a flora
e expõem comunidades indígenas a riscos diretos.
O
Ibama informou que a operação também mira a dimensão econômica do crime. De
acordo com os órgãos envolvidos, o garimpo ilegal depende de uma cadeia
estruturada de abastecimento e financiamento, muitas vezes associada a
organizações criminosas. "Ao destruir equipamentos e estruturas de apoio,
a ação busca elevar o custo da atividade e dificultar sua retomada",
informaram.
Por
causa da grande extensão da área e da dificuldade de acesso a vários pontos da
terra indígena, a fiscalização contou com aeronaves do Ibama e da Polícia
Federal, usadas no reconhecimento, no transporte de equipes e no apoio
logístico. As informações levantadas durante a operação devem ajudar em futuras
investigações e na responsabilização dos envolvidos.
A
Operação Xapiri Mebêngôkré faz parte das ações permanentes de proteção
ambiental na Amazônia Legal.
O
nome da operação faz referência a “Mebêngôkré”, autodenominação do povo Kayapó,
e simboliza a defesa do território indígena contra atividades ilegais que
ameaçam a floresta e o modo de vida da comunidade.
A
TI Kayapó
A
Terra Indígena Kayapó tem 3,2 mil hectares, abrigando os povos isolados do Rio
Fresco e o povo Mebengôkre (Kayapó). Ela abrange os municípios de Bannach, Cumaru do Norte, Ourilândia do Norte e São Félix do Xingu, no sudeste do Pará.
Esta
TI é considerada uma das áreas protegidas mais importantes da Amazônia
brasileira, por reunir extensas áreas de floresta preservada, nascentes e
cursos d’água ligados à bacia do Xingu, além de uma biodiversidade de alto
valor ambiental.
A
região é tratada como estratégica para a conservação da floresta e para a
proteção dos direitos territoriais e culturais dos povos indígenas.
Com
informações do g1/Pará
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