(Evento aberto ao público, em geral, será dias 28 e 29 de maio, com debates, apresentações culturais, documentários e a tradicional Feira da Reforma Agrária)
(Foto: Ag. Pará)
Entre debates sobre conflitos agrários,
exibição de documentários, apresentações culturais e a memória dos 30 anos do
Massacre de Eldorado dos Carajás, o Centro de Ciências Sociais e Educação
(CCSE) da Universidade do Estado do Pará (Uepa) vai se transformar, nos dias 28
e 29 de maio, em um espaço de encontro entre universidade, movimentos sociais,
cultura amazônica e agricultura familiar durante a IX Jornada Universitária em
Defesa da Reforma Agrária (Jura 2026).
Aberto ao público, o evento ocorrerá das 8h
às 19h30, no Campus I/CCSE, no bairro do Telégrafo, em Belém, reunindo
pesquisadores, estudantes, movimentos populares, representantes sindicais,
agricultores, artistas e comunidades tradicionais em torno do tema “Basta de
violência contra os povos e a natureza: 1996–2026: 30 anos do Massacre de
Carajás”.
A programação é organizada pelos grupos de
pesquisa Movimentos Sociais, Educação e Cidadania na Amazônia (GMSECA),
Territorialização Camponesa na Amazônia (GPTECA), Estudo e Pesquisa em
Pensamento Social e Educacional das Margens Amazônicas (GEPPSEMA), Educação nos
Quilombos (Eduq), Educação Musical, Políticas, Decolonialidades e Resistência
(Empodera) e INcorpoRe, vinculados à Uepa, em parceria com o Movimento dos
Trabalhadores Rurais Sem Terra e outras organizações sociais.
As atividades incluem mesas de debate sobre
reforma agrária popular, conflitos no campo, resistência indígena, quilombola,
ribeirinha e extrativista, além de discussões sobre o papel das mulheres nas
lutas sociais e os impactos da violência contra povos e territórios amazônicos.
Entre os convidados estão pesquisadores da Uepa, UFPA e outras instituições,
integrantes da Comissão Pastoral da Terra (CPT), representantes de movimentos
sociais e lideranças populares.
Além das atividades acadêmicas, a Jura também
aposta na arte e na cultura como formas de reflexão e resistência. O público
poderá acompanhar apresentações musicais, grupos de carimbó, performances,
declamações de poemas e exibição de documentários que abordam as lutas pela
terra e os movimentos populares no Brasil, como Terra para Rose, Chão e O
Eterno Abril de Carajás.
Mas uma das atrações mais aguardadas deve ser
novamente a Feira da Reforma Agrária Popular, que funcionará durante os dois
dias de programação com venda de alimentos produzidos por agricultores
familiares e assentamentos rurais. A comunidade poderá encontrar frutas,
legumes, farinhas, ovos caipiras, plantas ornamentais e medicinais, além de
comidas típicas, tapioquinhas e produtos livres de agrotóxicos. A feira também
contará com biojoias, artesanato, livros, bonés, camisas e publicações ligadas
aos movimentos sociais e coletivos participantes.
A programação é gratuita e aberta à
comunidade acadêmica e ao público em geral.
Com informações de Fernanda Martins (UEPA) e
Ag. Pará
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