(Dados da Fapespa mostram a força do segmento na economia estadual; avanço é impulsionado pelas indústrias extrativa, de transformação e construção civil)
(Foto: Agência Pará)
No Dia
da Indústria, celebrado neste 25 de maio, o Pará tem motivos para destacar a
força do setor industrial na economia estadual. Dados da Fundação Amazônia de
Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa) mostram que, entre 2018 e 2025, a
indústria paraense acumulou crescimento de 65,8%, impulsionada principalmente
pela indústria extrativa, transformação e construção civil.
O avanço do setor também ganha visibilidade
durante a XVII Feira da Indústria do Pará (Fipa 2026), considerada a maior
vitrine industrial da Amazônia, realizada de 20 a 23 de maio, no Hangar Centro
de Convenções, em Belém. O evento reúne empresas, investidores, especialistas e
representantes do poder público para debater inovação, sustentabilidade e
desenvolvimento econômico regional.
Segundo levantamento da Fapespa, o setor
industrial saiu de R$ 45,5 bilhões em 2018 para R$ 72,6 bilhões em 2025. O
maior pico foi registrado em 2021, quando a indústria alcançou R$ 111,3
bilhões, influenciada pela valorização internacional do minério de ferro e pela
alta do dólar.
Em termos de representatividade na economia
paraense, a participação da indústria no Produto Interno Bruto (PIB) total do
Estado iniciou o período em 28,2%, em 2018, e atingiu seu ápice histórico em
2021, quando passou a responder por expressivos 42,3% de toda a riqueza gerada
no Pará. Após as flutuações de mercado nos anos seguintes, a fatia do setor
industrial na atividade econômica chegou em patamares estáveis, consolidando
uma participação estimada em 25,4% no PIB paraense em 2025.
“Os dados da Fapespa mostram claramente o
sucesso da indústria no nosso Estado e muito disso se deve certamente à ação
proativa do governo do Pará, fornecendo a infraestrutura, desburocratizando e
auxiliando o setor produtivo naquilo que compete ao governo. Os dados
revelam que o nosso Estado está no caminho certo e continuamos acelerando a
nossa economia”, explica o presidente
da Fapespa, professor Marcel Botelho.
A indústria extrativa continua sendo a
principal atividade econômica do setor, respondendo por mais de 60% da
indústria estadual. Em 2020, por exemplo, o segmento cresceu 81,5%,
impulsionado pelo aquecimento do mercado global de commodities minerais.
Após a forte retração registrada em 2022,
causada pela queda dos preços internacionais do minério de ferro e pela
desaceleração econômica chinesa, o setor voltou a apresentar recuperação
gradual a partir de 2023.
Os dados estimados para 2024 e 2025 indicam
novo avanço, especialmente na indústria da transformação, puxada pelos
segmentos de metalurgia, fabricação de produtos minerais não metálicos,
bebidas, alimentos e madeira.
Para a coordenadora de Estatística Econômica
e Contas Regionais da Fapespa, Regina Sanches, os números demonstram a
importância estratégica da indústria para o desenvolvimento do Pará,
principalmente diante do cenário de debates sobre sustentabilidade e bioeconomia
na Amazônia.
A atual edição da Fipa reforça esse movimento
ao trazer como tema “Amazônia: raiz do futuro”, destacando soluções
sustentáveis, inovação industrial e oportunidades de negócios alinhadas à
economia verde. A expectativa da organização é receber mais de 30 mil
visitantes, em mais de 100 estandes de empresas locais, nacionais e
multinacionais.
Durante a feira, o governo do Pará também
apresenta políticas públicas voltadas à verticalização das cadeias produtivas,
fortalecimento da sociobioeconomia e atração de investimentos para o Estado.
“No Dia da Indústria, os indicadores reforçam
o papel estratégico do Pará como uma das principais fronteiras industriais do
País e destacam o potencial do Estado para consolidar uma economia cada vez
mais conectada à inovação e à sustentabilidade”, avalia
a diretora de Estatística e de Tecnologia e Gestão da Informação da Fapespa,
Atyliana Dias.
Com infomações da Agência Pará
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