(Vítima ainda chegou a ser socorrida para o Hospital Municipal de Marabá, onde foi encaminhada para a UTI, mas não resistiu à infecção)
De acordo com o relato feito à Polícia Civil
pelo filho da vítima, Miguel Ângelo Morais Ramos (que é policial militar),
Marlene havia passado dois dias antes por uma cirurgia plástica e teria
apresentado episódios de vômitos e falta de apetite antes do procedimento. Mas,
como os exames pré-operatórios, realizados de forma particular, não teriam
apontado alterações significativas, ela decidiu realizar a intervenção
cirúrgica.
No boletim de ocorrência não consta
informações sobre o nome da clínica em que foi realizado procedimento
cirúrgico, mas informa que o médico que realizou o procedimento em Marlene é
“Dr. Paulo”, sem sobrenome.
O filho informou que após a cirurgia
(possivelmente realizada entre quinta e sexta-feira), a mãe recebeu alta e
retornou para casa. No último domingo (3), ela começou a sentir um leve
desconforto, embora permanecesse consciente, alimentando-se e caminhando
normalmente.
Já na segunda-feira (4), diante da
persistência dos sintomas, a vítima foi levada ao HMM, onde deu entrada
caminhando e conversando. Contudo, após a admissão hospitalar, o quadro clínico
apresentou uma piora súbita, sendo necessária a intubação e transferência para
a Unidade de Terapia Intensiva.
Durante o atendimento no hospital, novos
exames foram realizados, diagnosticando insuficiência renal aguda e infecção
intestinal, divergindo dos exames pré-operatórios que a família possuía. O
filho da vítima mencionou ainda que ele próprio faz tratamento de hemodiálise.
Apesar dos esforços médicos, o estado de
saúde de Marlene se agravou de forma intensa e ela não resistiu, vindo a óbito
na tarde do dia 5 de maio. Segundo o prontuário médico citado pelo relator, a
causa da morte teria sido uma infecção.
O caso foi registrado na 21ª Seccional Urbana
de Marabá para as providências cabíveis e apuração dos fatos.
No IML de Marabá foi constatado que a vítima
sofreu embolia pulmonar maciça e fascite necrotizante, com procedimento
estético possivelmente realizado em local sem assepsia.
O CORREIO segue tentando falar com Miguel
Ângelo, filho de Marlene, mas até a publicação desta matéria não houve retorno
do mesmo. O médico Dr. Paulo, também, procurado por telefone, não atendeu às
ligações.
Marlene, que tinha pouco mais de 50 anos de
idade, morava na Folha 20, Nova Marabá, e deixa três filhos órfãos: Miguel
Ângelo, Diego e Ulisses.
Duas fontes informaram à Reportagem que o
procedimento teria sido realizado em uma clínica na Folha 20, mas na mesma
folha em que ela morava não há registro oficial de um local que realize esse
tipo de cirurgia.
Segundo relatos de pessoas da família ouvidas
pela Reportagem do CORREIO, Marlene havia realizado outros dois procedimentos
estéticos em 2025 e escondia o fato às sete chaves dos filhos, inclusive essa
última cirurgia a única pessoa que sabia seria sua nora, de prenome Samara, que
é técnica de enfermagem,
O corpo de Marlene está sendo velado na manhã
desta quarta-feira (6) na Igreja Quadrangular da Folha 21, na Nova Marabá.
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