(Efeitos da guerra ainda não se refletiram no mercado de trabalho)
(Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil)
A demanda por trabalhadores em todos os
segmentos é o motivo da resiliência do mercado de trabalho, que vem mantendo a
taxa de desemprego em nível mais baixo, apesar de fatores externos como o nível
das taxas de juros. A avaliação é da coordenadora de Pesquisas por Amostra de
Domicílios do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Adriana
Beringuy.
Conforme os dados PNAD-Contínua,
divulgada nesta quinta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE), a taxa de desemprego ficou em 5,8% no trimestre
terminado em abril, um recuo de 0,8 pontos percentuais (p.p.) em relação ao
mesmo trimestre de 2025, quando ficou em 6,6%.
A taxa representa ainda alta de 0,4 p.p. na
comparação com o período entre novembro de 2025 a janeiro de 2026.
Para Adriana Beringuy, o mercado de trabalho
estaria mais vulnerável e sujeito à flutuações e com baixa sustentabilidade
caso a procura por trabalhadores estivesse restrita, por exemplo, apenas ao
comércio ou ao segmento informal.
Segundo a pesquisa, o rendimento real
habitual de todos os trabalhos chegou a R$ 3.732, o que significa estabilidade
no trimestre e crescimento de 5,3% no ano.
A massa de rendimento real habitual atingiu
R$ 377 bilhões, se mantendo estável no trimestre e com aumento de 6,5% ou mais
R$ 22,9 bilhões no ano.
No cenário de taxas de juros maiores, a
coordenadora destacou a importância da manutenção dos trabalhadores no mercado,
ainda mais em um momento de elevação no rendimento conforme vem
ocorrendo.
“Mesmo diante
desse rendimento crescente, as pessoas precisam estar imbuídas no mercado de
trabalho para dar conta do consumo. Com taxas de juros elevadas, o consumo fica
mais caro”, pontuou.
Com informações de Cristina Indio do Brasil
da Agência Brasil
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