(Principal crítica do Acampamento Terra Livre é dirigida ao Congresso)
(Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)
Milhares de indígenas de todo o Brasil marcham, nesta
terça-feira (7), pela Esplanada dos Ministérios, em Brasília. O ato
integra a 22ª edição do Acampamento Terra Livre (ATL 2026), evento que começou no domingo (5) e
é considerado a maior e mais importante mobilização do movimento no país.
Os tikuna, kokama, makuxí, tupinambá, pataxó, krahô, apinajé,
guajajara, krikati, gavião e representantes de parte dos 391 povos indígenas
remanescentes deixaram o palco principal do ATL, no Eixo Cultural
Ibero-Americano, por volta das 9h30.
Sob sol forte, o grupo percorreu os 6 quilômetros até o
Congresso Nacional, principal alvo das críticas do movimento, que acusa a
maioria dos deputados federais e senadores de propor e aprovar leis contrárias
aos direitos constitucionais dos povos originários, colocando em risco seus
territórios e modos de vida.
Os indígenas também acusam parlamentares e os governos federal e
estaduais de cederem à pressão do agronegócio, da mineração e de grandes
empreendimentos, permitindo a exploração econômica de territórios tradicionais
por não indígenas.
Pintados e usando os adereços característicos de suas etnias, os
indígenas carregavam seis grandes faixas com os dizeres Congresso Inimigo Dos
Povos; Nosso Território Não Está À Venda; O Futuro É Indígena; Marco Temporal É
Golpe; Demarcação É Futuro e Marco Temporal Não.
“Nossa marcha é pacífica, rumo a um Congresso que não é
pacífico, é inimigo dos povos indígenas”, criticou um dos membros da
Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), entidade organizadora do ATL.
“Viemos pintar Brasília do vermelho do urucum e da resistência
do jenipapo, trazendo a força, a resistência e a ressurgência indígena”,
acrescentou o mesmo representante da Apib antes do início da marcha.
Com informações da Agencia Brasil

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