(Iniciativas como rodas de conversa aumentam engajamento masculino)
(Foto: Tomaz Silva: Ag. Brasil)
Quando o assunto é desconstrução do
machismo, grupos, cursos, rodas de conversa e campanhas tentam ajudar,
engajando mais os homens no combate à violência contra a mulher e na busca por
uma sociedade com mais igualdade.
“Se a gente for olhar o número de homens
hoje engajados pelo fim da violência contra a mulher, ainda é muito pequeno.
Então, é urgente a gente inserir mais homens nessa discussão”, diz o psicólogo
Flávio Urra, do programa E Agora, José?. Ele avalia que, no enfrentamento à
violência, é necessária uma participação maior dos homens.
E Agora, José?
A Lei Maria da Penha determina
o comparecimento obrigatório de agressores a programas de recuperação e
acompanhamento psicossocial. O programa E Agora, José? Pelo Fim da Violência
contra a Mulher é um grupo socioeducativo de responsabilização de homens.
Flávio Urra considera que o homem, de
modo geral, não se enxerga como responsável pelo machismo, o que provoca uma
resistência muito grande a debater o assunto. O que é maior entre os autores de
violência. “Nós fazemos grupos com esses homens, autores de violência contra a
mulher, [e no caso] deles a resistência é maior ainda, porque eles se sentem
injustiçados por estarem ali obrigados a participar do grupo por uma juíza, um
juiz.”
Os participantes do curso oferecido no
âmbito do programa frequentam 20 encontros de duas horas de duração. E, ao
fim da participação no projeto, segundo Flávio Urra, é unânime a percepção
deles de que se tornaram pessoas melhores.
“Estão
melhores pais, estão melhores companheiros, trazem isso no discurso que houve
uma mudança ali. Se a gente for pensar que já passaram para nós cerca de 2 mil
homens e se a gente conseguir, de alguma forma, afetar a vida desses 2 mil
homens e das mulheres que convivem com eles, possivelmente está havendo uma
mudança na sociedade.”
Com informações de Ana Lúcia Caldas da
Rádio Nacional*
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