Os municípios brasileiros partilham, nesta segunda-feira (20), R$ 2,2 bilhões referentes ao segundo decêndio de abril do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). O valor é quase 2% menor do que o transferido no mesmo período do ano passado, quando o montante foi de R$ 2,3 bilhões.
Para o especialista em orçamento público, Cesar Lima, o cenário acende um alerta entre gestores municipais, apesar de resultados positivos recentes no acumulado. Na avaliação dele, a oscilação reforça a necessidade de acompanhar os próximos repasses para entender se há uma tendência ou apenas variação pontual.
“Essa
tem sido uma recorrência, altos e baixos durante esse exercício. Tivemos, no
mês passado, um resultado positivo em relação ao ano passado, mas nesse
decêndio em questão, o resultado foi menor. Pode ser que haja uma acomodação
entre altos e baixos, a depender do decêndio. Caberá uma análise mais
criteriosa para saber se há realmente esse ajuste. Vamos aguardar os próximos
decêndios para ver se esse cenário não é uma tendência e somente uma
sazonalidade”, destaca.
Os
recursos do FPM são formados por parcelas arrecadadas pela União por meio do
Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Os
coeficientes de participação de cada município são definidos pelo Tribunal de
Contas da União (TCU), com base principalmente no número de habitantes,
conforme dados oficiais.
Maiores
valores por estado
Entre
os estados, São Paulo é o que recebe o maior volume de recursos neste decêndio:
cerca de R$ 280 milhões. No estado, destacam-se municípios como Campinas, Cotia
e Bragança Paulista, todos com repasses superiores a R$ 1,2 milhão.
Minas
Gerais também figura entre as unidades da Federação com valores expressivos,
totalizando aproximadamente R$ 279 milhões. Municípios como Divinópolis,
Itabira e Ituiutaba estão entre os que recebem os maiores repasses no estado,
com montantes superiores a R$ 1 milhão.
FPM:
Municípios bloqueados
Até o dia 16 de abril de 2026, 25 municípios estavam impedidos de receber recursos do FPM.
Confira a lista:
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Messias (AL)
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Aracatu (BA)
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Camamu (BA)
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Aiuaba (CE)
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Caldas Novas (GO)
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São Francisco do Maranhão (MA)
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Alfenas (MG)
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Marilac (MG)
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Cacimbas (PB)
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Salgado de São Félix (PB)
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Santana dos Garrotes (PB)
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Sobrado (PB)
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Itaperuna (RJ)
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Nova Friburgo (RJ)
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Petrópolis (RJ)
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Teresópolis (RJ)
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Canguaretama (RN)
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Guamaré (RN)
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Parnamirim (RN)
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São Francisco de Paula (RS)
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Camboriú (SC)
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Aquidabã (SE)
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Japaratuba (SE)
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Poço Redondo (SE)
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Combinado (TO)
De
acordo com o Tesouro Nacional, os bloqueios podem ocorrer por diferentes
motivos, como a ausência de recolhimento da contribuição ao Pasep, pendências
previdenciárias junto ao INSS, débitos inscritos na dívida ativa da União pela
Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) ou falta de envio de informações
ao Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde (SIOPS).
Os
bloqueios são temporários. Após a regularização das pendências, os repasses são
retomados, garantindo recursos essenciais para áreas como saúde, educação,
infraestrutura e pagamento de pessoal.
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