(Manifestação ocorreu na manhã desta terça-feira (10), próximo à Praça 2 de Junho, em Águas Brancas; categoria cobra diálogo e atendimento às reivindicações.)
(Foto: Reprodução/Redes Sociais)
Professores
da rede pública de Ananindeua realizaram um protesto na manhã desta terça-feira
(10) e interditaram um trecho da BR-316, nas proximidades da Praça 2 de
Junho, no bairro Águas Brancas. A mobilização ocorre em meio à greve da
educação no município.
Durante
o ato, os educadores bloquearam a rodovia e seguiram em caminhada até a sede da
prefeitura, onde pretendem pressionar o prefeito Daniel Santos a receber
representantes da categoria e discutir as reivindicações apresentadas pelos
profissionais.
Entre
as principais pautas estão reajuste salarial acima do piso nacional do
magistério, unificação do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR),
valorização dos profissionais da educação, melhores condições de trabalho e
respostas às demandas apresentadas pela categoria.
Segundo
a coordenadora-geral do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará
em Ananindeua, Gady Mabel, a paralisação foi aprovada em assembleia após a
categoria estabelecer prazo para negociação com a prefeitura.
De
acordo com ela, os profissionais aguardavam um posicionamento do gestor
municipal até o dia 30 de janeiro, o que não teria ocorrido. “Estamos aqui hoje
reunidos na paralisação aprovada pela categoria. O prefeito tem marcado
reuniões e desmarcado sem aviso prévio, demonstrando desrespeito com os
profissionais da educação”, afirmou.
Ainda
segundo o sindicato, além das questões salariais, os trabalhadores denunciam
problemas estruturais na rede municipal de ensino, como a falta de auxiliares
de turma e de acompanhantes para alunos com deficiência. A categoria afirma
que, recentemente, estudantes chegaram a ser dispensados por falta desses
profissionais.
Os
professores também cobram respostas sobre ampliação de carga horária para
educadores interessados, pagamento de direitos como a licença-prêmio e o
descongelamento de progressões que impactam benefícios como o quinquênio e as
referências salariais.
Durante
o protesto, representantes do movimento afirmaram que a paralisação deve
continuar enquanto não houver abertura de diálogo com a gestão municipal. A
categoria pede uma reunião com o prefeito para discutir as reivindicações e
buscar uma solução para a greve que atinge a rede de ensino do município.
A
reportagem solicitou um posicionamento da Prefeitura de Ananindeua sobre as
reivindicações apresentadas pelos professores e aguarda retorno. Caso haja
manifestação da gestão municipal, a matéria será atualizada.
Com
informações do portal Roma News
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