(Fernando Frazão/Agência Brasil)
A
Petrobras informou que pode reduzir o impacto da alta do petróleo no Brasil ao
mesmo tempo que mantém a rentabilidade da companhia.
A
Petrobras acrescentou que é possível reduzir os efeitos da inflação global em
decorrência da alta do petróleo porque a empresa passou a considerar, em sua
estratégia comercial, “as melhores condições de refino e logística”.
“O
que nos permite promover períodos de estabilidade nos preços ao mesmo tempo que
resguarda a nossa rentabilidade de maneira sustentável. Essa abordagem reduz a
transmissão imediata das variações internacionais para o mercado brasileiro”,
diz o comunicado.
A
Petrobras acrescentou que, por questões concorrenciais, não pode antecipar
decisões, mas que segue comprometida com atuação “responsável, equilibrada e
transparente para a sociedade brasileira”
Alta
do petróleo
A
guerra no Irã, e o fechamento do Estreito de Ormuz, no Oriente Médio,
por onde trafegam cerca de 25% do petróleo mundial, tem elevado o preço do barril no mercado
global, chegando a US$ 120 na segunda-feira (9).
Porém,
após o presidente Donald Trump, dos Estados Unidos (EUA), afirmar que a guerra estaria próxima do fim, os preços voltaram a
cair, e hoje o barril Brent é comercializado abaixo dos USS 100, porém ainda
acima dos cerca de US$ 70, valor médio antes do conflito.
Após
o fechamento dos mercados, Trump voltou a ameaçar o Irã ontem com ataques
“vinte vezes mais forte” que “tornarão praticamente impossível a reconstrução
do Irã como nação” caso Teerã continue bloqueando o Estreito de Ormuz.
Política
de preços
A diretora técnica do Instituto de
Estudos Estratégicos em Petróleo (Ineep), Ticiana Álvares, destaca que a
capacidade da Petrobras de mitigar, ao menos em parte, os efeito da alta do
petróleo é possível porque a companhia abandonou, em 2023, a política de
paridade do preço internacional (PPI).
Essa
política determinava a revenda de acordo com os preços globais.
“A
política da Petrobras acompanhava 100% a trajetória dos preços internacionais.
Essa política modificou e agora leva em consideração fatores internos, que é
essa margem de manobra que a Petrobras tem”, disse a especialista.
Apesar
dessa margem de manobra, Ticiana acrescentou que a ação da Petrobras tem efeito
limitado e temporário, em especial, porque o Brasil ainda é um grande
importador de derivados, como gasolina e diesel, além de ter refinarias
privatizadas.
“A
refinaria da Bahia, a Rlam, foi privatizada. Logo, você tem menos mecanismos de
segurar o preço dessas refinarias que foram privatizadas do que, por exemplo, a
Petrobras tem”, finalizou.
Com
informações de
Lucas Pordeus León da Agência Brasil
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