Já são duas semanas de fiscalização no sudoeste do estado. Ao longo da operação, um madeireiro foi preso após tentar subornar agentes dos órgãos públicos.
(Foto: ICMBio e Ibama)
Em
duas semanas, a operação 'Maravalha', realizada em conjunto pelo Instituto
Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o
Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), já resultou
na apreensão de mais de 15 mil m³ de madeira e na aplicação de R$
110 milhões em multas por irregularidades em serrarias no Pará.
A
ação, que começou 24 de fevereiro, tem como foco o combate à exploração,
beneficiamento e comercialização ilegal de madeira e vistoriou madeireiras nos
municípios de Senador José Porfírio, Trairão e Anapu, no sudoeste do estado.
segundos
os órgãos, muitas das madeireiras operavam de forma clandestina, sem a devida
documentação ou comprovação da origem da madeira.
Em
duas semanas de fiscalização, as equipes do Ibama e do ICMBio verificaram cerca
de 70 estabelecimentos, e todos apresentaram algum tipo de irregularidade.
Entre
as infrações identificadas estão fraudes no sistema de controle de produtos
florestais, depósitos de madeira sem comprovação de origem e serrarias sem
licença ambiental.
A
Operação Maravalha também detectou indícios da atuação de uma organização
criminosa voltada à extração e comércio ilegal de madeira, inclusive em áreas
protegidas.
ICMBio
e Ibama informaram que a madeira serrada e em toras apreendida será doada ao
Exército Brasileiro e a prefeituras, como a de Altamira, que planeja utilizar o
material para construir e reformar escolas na Reserva Extrativista Riozinho do
Anfrísio.
Durante
a operação, foi registrado um caso de tentativa de suborno a uma equipe do
Ibama. Na última quarta-feira (4), um madeireiro foi preso em flagrante após oferecer R$
150 mil para tentar de evitar uma autuação.
Ele
foi levado para a sede da Polícia Federal (PF) em Altamira e está à disposição
da Justiça, pois a fiscalização comprovou diversas irregularidades em sua
madeireira.
A
operação conta com o apoio da Força Nacional de Segurança Pública, da Polícia
Rodoviária Federal (PRF), do Exército Brasileiro e da Polícia Militar do Pará
(PM). A fiscalização está em andamento, com novas ações de vistoria para
desarticular esquemas de exploração ilegal na região.
Com
informações de Cristiane Prado, g1 Pará
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