segunda-feira, 9 de março de 2026

ESTUDANTES ESTÃO SEM AULAS HÁ TRÊS SEMANAS APÓS ÁREAS RURAIS SEREM ISOLADAS PELAS CHUVAS NO TO

(Pontes rompidas deixaram 180 famílias impedidas de circular e interromperam serviços essenciais. Justiça determinou ações imediatas para recuperar estradas e garantir transporte escolar.)


(Foto: Defesa Civil Estadual/Arte g1)

Chuvas intensas deixaram um rastro de destruição no município de Sandolândia, no sul do Tocantins. A força da água derrubou pontes, rompeu estradas e isolou 180 famílias. Os alunos da zona rural estão sem aulas há três semanas porque os ônibus escolares não conseguem passar pelas estradas destruídas.

"Ficamos ilhados, com os carros do lado de lá, eu e meus filhos também. Quando o córrego enche, ficamos sem o acesso", relatou o diretor escolar Adauto Campos.

A prefeitura não informou o número de alunos afetados pelas chuvas. Um relatório técnico da Defesa Civil Estadual aponta que o nível de rios e córregos subiu de forma abrupta, superando a média histórica da região. Entre os prejuízos mais graves está a queda de quatro pontes nas regiões dos córregos Barreiro, Caeté, Rio do Fogo e a Fazenda São Pedro.

A prefeitura declarou situação de emergência. O governo estadual criou uma força-tarefa para auxiliar Sandolândia e os demais municípios afetados. Diante da gravidade, neste domingo (8), a Justiça concedeu uma liminar determinando que o Estado do Tocantins e o Município de Sandolândia tomem providências imediatas.

A decisão judicial estabelece cronogramas para os governos estadual e municipal. O Estado deve enviar engenheiros e equipes da Defesa Civil para avaliar os estragos de perto, em até 24h após a publicação do documento.

Além disso, em até 72h, o Estado e o Município devem dar início à construção de passagens provisórias e pontes de madeira para tirar as famílias do isolamento. Bem como à retomada das rotas do transporte escolar e à criação de pontos de apoio com comida e remédios para as comunidades.

Se as ordens não forem cumpridas, a Justiça fixa multa diária de R$ 10 mil aos entes públicos. A Secretaria de Infraestrutura do Estado tem 15 dias para informar sobre estradas estaduais afetadas e as providências de recuperação. O Ministério Público do Tocantins cobrou agilidade na resolução do caso.

"As chuvas são esperadas, então a gente precisa se preparar para que nao causem esses constrangimentos, e afetem os direitos mais mínimos da comunidade tocantinense como um todo", disse o promotor José Maria Neto.

A Agência de Transportes, Obras e Infraestrutura (Ageto) informou que Sandolândia já estava no cronograma da força-tarefa estadual e que iniciará nesta quarta-feira (11) ações emergenciais para recuperar estradas vicinais.

Íntegra da nota da Ageto

A Agência de Transportes, Obras e Infraestrutura (Ageto) informa que Sandolândia já estava no cronograma de ações da força tarefa do Governo do Estado e que iniciará nesta quarta-feira, 11, as ações emergenciais de recuperação da infraestrutura viária no município, com o objetivo de restabelecer o tráfego e garantir o acesso às comunidades afetadas pelas fortes chuvas.

Para a execução dos serviços, serão disponibilizadas máquina caçamba e retroescavadeira, que atuarão na recuperação de pontos críticos das estradas vicinais.

A Ageto reforça que os trabalhos atenderão, prioritariamente, as regiões do Assentamento Bandeirante, Assentamento Cachoeira, Barra do Rio (acesso à Ilha do Bananal, que também atende comunidades indígenas) e a região do distrito de Dorilândia, no Vajadão. Também esclarece que segue monitorando as condições das vias e atuando de forma integrada com os municípios para minimizar os impactos provocados pelo período chuvoso e garantir o acesso das comunidades.

Além disso, a Defesa Civil do Tocantins informa que equipes já estiveram no município de Sandolândia, realizando vistorias técnicas, além de prestarem apoio à Defesa Civil Municipal e à Prefeitura na avaliação da situação.

Os técnicos da Defesa Civil também auxiliaram a gestão municipal no preenchimento do Formulário de Informações do Desastre (FIDE), documento necessário para que o município solicite ao Governo Federal o reconhecimento da situação de emergência e, posteriormente, possa obter recursos destinados à recuperação das áreas afetadas.

A atuação da Defesa Civil segue voltada, neste momento, aos trâmites administrativos e ao acompanhamento da situação, prestando suporte técnico ao município sempre que necessário.

Com informações de Ana Paula Rehbein, Brenda Santos, g1 Tocantins

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