(Eles protestam contra reintegração de posse da Fazenda Palomba, onde estariam cerca de 850 famílias há dois anos)
O bloqueio dura 40 minutos e a via é liberada
durante 20 minutos. O esquema foi definido em conjunto com a Polícia Militar e
permite a passagem alternada de veículos nos dois sentidos.
Em conversa com a reportagem deste CORREIO,
Edilane Novais, conhecida como “Loura”, afirma que ocupantes de outras fazendas
da região também participam do protesto. Segundo os manifestantes, a luta é por
moradia digna.
“Essa questão das ordens de despejo não
envolve apenas o Castanheira e a Nova Aliança. Várias liminares foram expedidas
nos últimos 15 dias contra essas comunidades. São ocupações que existem há 11
anos, 5 anos, 8 anos. A população veio até aqui para se manifestar e
reivindicar o direito à moradia, à moradia digna, que é um direito de todo
cidadão”, declara Francisco de Assis Ferreira da Silva, coordenador União Nacional por Moradia Popular.
Segundo Aldísio Freire dos Santos, dos
integrantes do movimento, ao menos cinco ou seis associações se uniram em
defesa das famílias ameaçadas pelas ações de reintegração de posse. Cinco delas
estão previstas para os próximos dias. A mobilização, segundo ele, não tem
prazo para terminar e deve continuar até que haja abertura de diálogo com as
autoridades. O grupo busca uma solução para acolher as famílias afetadas.
Aldísio também expressa seu repúdio pela
proposta de encaminhamento de parte dos moradores para um abrigo: “Lá não tem
nenhuma condição de acolhimento. No primeiro acampamento, onde há cerca de 800
famílias, selecionaram apenas 90. Isso não atende ninguém. É desumano”.
Na tentativa de mobilizar apoiadores, Edilane
aproveitou a oportunidade para convocar moradores a comparecerem à VS-10 para
reforçar o grupo que protesta contra as ordens de despejo e reivindicam o
direito à moradia.
Com informações do portal Correio de Carajás
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