(Levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM) aponta que 377 cidades foram afetadas, impactando 1,1 milhão de pessoas, com mais de 25,2 mil desabrigadas e desalojadas)
(Foto:
Tomaz Silva/Ag. Brasil)
O
volume de prejuízos econômicos causados por temporais nos municípios
brasileiros atingiu R$ 1,4 bilhão no primeiro bimestre de 2026. Segundo
levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM),
as chuvas afetaram 377 cidades, resultando em 548 decretos de anormalidade por
inundações, enxurradas e deslizamentos.
Os
dados da CNM apontam que 1,1 milhão de pessoas foram afetadas pelo país, com
mais de 25,2 mil desabrigadas e desalojadas. Até às 15h de 26 de fevereiro,
foram registrados 72 óbitos em municípios localizados em Minas Gerais. Desses,
48 pessoas morreram em decorrência das chuvas em Juíz de Fora e seis em Ubá. A
cidade de Ubá também registrou prejuízo de R$ 313,7 milhões.
Confira
outras cidades que sofreram prejuízo com as chuvas neste ano:
·
Santa Carmem (MT): R$ 171,9 milhões;
·
São João de Meriti (RJ): R$ 97,3 milhões;
·
Formiga (MG): R$ 91,7 milhões.
Conforme
a CNM, os prejuízos aos cofres públicos municipais já somam R$ 630,2 milhões.
Só em relação às casas danificadas e/ou destruídas, que somam 12,5 mil, o
impacto foi de R$ 77,8 milhões. O setor privado, como agricultura, pecuária,
indústria e comércio, teve um prejuízo de R$ 771,6 milhões.
Segundo
a Confederação, o levantamento tem como fonte a plataforma S2Id/MIDR, com dados
das Defesas Civis Estaduais e Municipais.
Legislação
A Lei 12.608/2012, que rege o Sistema Nacional de
Proteção e Defesa Civil (Sinpdec), estabelece que, nos casos de desastres, é
dever da União e dos estados apoiar os municípios nas ações de buscas, socorro
e assistência humanitária, bem como monitoramento, prevenção, recuperação e
reconstrução.
A
Confederação reforça que, nas ocorrências de desastres, o gestor municipal deve
acionar as defesas civis estaduais e da União para solicitar ações de socorro e
assistência humanitária para a população atingida. Outra medida relevante é efetuar
a decretação municipal e avaliação dos danos e prejuízos.
Outra
orientação da CNM aos gestores é solicitar o reconhecimento de anormalidade
diretamente à União, por meio do S2iD. O plano de trabalho para formalizar a
solicitação de recursos financeiros para ações de resposta, como assistência
humanitária (água, colchões, cesta básicas, dentre outros), também deve ser
inserido na plataforma. O plano deve conter, ainda, obras emergenciais como
reconstrução de pontes, asfaltamento, limpeza urbana, sistemas de drenagem,
entre outros.
Conclima
Considerando
o contexto de mudanças climáticas e de enfrentamento de desafios pelos
municípios para mapear áreas de risco e produzir alertas antecipados, a CNM
lidera a criação do Consórcio Nacional para Gestão Climática e Prevenção de
Desastres (Conclima). A medida é voltada a fortalecer a atuação das cidades na
prevenção e resposta a desastres e na adaptação às mudanças do clima.
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