(Diálogos SNIIC detalha peso econômico do setor, avanço das mídias digitais e desafio da informalidade no Brasil)
E
se você já ouviu falar do Produto Interno Bruto brasileiro, o principal
indicador que mede a atividade econômica do país, saiba que a cultura
representa o equivalente a 3% do PIB do Brasil.
Os
dados comprovam o esforço do Ministério da Cultura em mostrar para a população
a importância do fazer cultural de cada trabalhador do setor. Comenta a
ministra da Cultura, Margareth Menezes.
“Nós
estamos apostando muito nisso, nessa compreensão. Cultura para além de todas as
simbologias que ela tem, ela tem também a economia. E é disso que a gente
precisa também ascender mais essa visão, essa percepção de que o Brasil tem
esse grande tesouro, essa grande máquina de gerar também a economia.”
Os
números foram apresentados durante evento do Ministério da Cultura, com base no
Sistema de Informações e Indicadores Culturais, produzido pelo IBGE.
O
levantamento mostra ainda que o Brasil possui 644 mil empresas culturais
formalizadas, responsáveis por 2,6 milhões de empregos com carteira
assinada. A remuneração média no setor é de R$ 4.658, acima da média
nacional.
Os
resultados confirmam a potência do setor cultural na economia e ampliam as
formas de atuação do Ministério da Cultura, destaca a secretária de Economia
Criativa do MinC, Cláudia Leitão.
“Ao
termos esses números, passamos a ter cada vez mais capacidade de formular
políticas para formar os criativos. Nós sabemos a dificuldade desses criativos
no que diz respeito à formalização e a criação de negócios.”
Outro
dado importante chama a atenção. Os profissionais da cultura têm maior
escolaridade que a média da economia. Mais de 30% possuem ensino superior
completo.
O
estudo também aponta transformações significativas, como o crescimento das
atividades culturais ligadas à internet, às mídias digitais e à
publicidade.
Cerca
de 90% da população com mais de 10 anos utiliza a internet, principalmente pelo
celular, para assistir a vídeos, ouvir música e podcasts e ler conteúdos
digitais.
Os
números reforçam o que o dia a dia já mostra. Em todas as partes do
Brasil, a cultura também é economia, identidade e futuro, afirma a secretária
Cláudia Leitão.
“A
economia criativa enquanto possibilidade de desenvolvimento, ela se dá em todas
as regiões brasileiras.”
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