(Doença causada por bactéria da urina de ratos tem sintomas parecidos com os de dengue, mas pode se agravar e levar à morte em casos sérios. Cuidados redobrados são essenciais em áreas alagadas.)
(Foto: Akira Onuma)
Com o período de chuvas
intensas no Pará, a população precisa redobrar a atenção para evitar a
leptospirose. A doença infecciosa representa um risco maior em áreas alagadas,
um cenário comum durante o inverno amazônico.
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A leptospirose é causada pela bactéria Leptospira, presente na urina de
ratos. Embora os roedores contaminados não adoeçam, a bactéria é liberada por
eles e pode sobreviver por meses em esgotos e locais úmidos. Durante as
chuvas, a água eleva essa bactéria para a superfície, o que aumenta
significativamente o risco de infecção em humanos.
⚠️
A contaminação ocorre principalmente quando a pele, especialmente com
algum ferimento, entra em contato com água ou lama contaminada.
⚠️
Especialistas alertam que a doença também pode ser contraída pela mucosa ou
pela pele íntegra após exposição prolongada em água ou lama infectada, além do
consumo de alimentos ou água contaminados.
Os sintomas iniciais, que geralmente aparecem
cerca de oito dias após o contato, incluem febre, dor de cabeça e dor muscular,
com destaque para a panturrilha.
O diagnóstico da Leptospirose pode ser um
desafio, pois seus sintomas se assemelham aos de outras doenças comuns na
região, como dengue, chikungunya e zika. Por isso, é crucial que o paciente
informe ao médico sobre qualquer contato com esgoto, lixo ou água empoçada nas
ruas.
Em casos mais graves, a doença pode evoluir
para icterícia (pele amarelada), pontos hemorrágicos nos olhos e insuficiência
renal, que pode ser fatal.
Dados epidemiológicos divulgados pela
Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) apontam para 151 casos de
leptospirose confirmados no Pará em 2025, com a maioria das ocorrências entre
janeiro e abril.
Belém (53 casos),
Óbidos (16 casos) e Castanhal (11 casos) foram os municípios com mais registros
em 2025. Em 2026, até fevereiro, foram notificados quatro casos, sendo três em
Santarém e um em Breves.
Para prevenir a leptospirose, as principais
medidas incluem:
·
evitar o acúmulo de lixo e água
parada;
·
proteger os pés com calçados fechados
ao andar em áreas alagadas;
·
consumir apenas água tratada;
·
não deixar restos de alimentos de
animais de estimação expostos, para não atrair roedores;
·
evitar alimentos de origem duvidosa ou
que possam ter sido expostos a ratos;
·
não tomar banho em canais, igarapés,
açudes e riachos próximos a áreas infestadas por roedores.
Em caso de sintomas, os usuários do Sistema
Único de Saúde (SUS) devem procurar as Unidades Básicas de Saúde (UBS) ou
Unidades de Pronto Atendimento (UPA) para o primeiro atendimento.
Com informações do G1/Pará
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