segunda-feira, 23 de março de 2026

MOBILIZAÇÃO FECHA A PA-150 E PRESSIONA O GOVERNO FEDERAL POR REFORMA AGRÁRIA NO PARÁ

(Ato começou nesta segunda-feira (23) e não tem previsão de encerramento)


Nesta segunda-feira (23), uma paralisação interditou trechos da PA-150, no entroncamento com a PA-263, próximo à entrada de Goianésia do Pará, reunindo trabalhadores rurais e movimentos sociais que cobram uma resposta do governo federal para demandas como a reforma agrária e a regularização fundiária. Famílias de municípios como Pacajá, Tucuruí, Breu Branco, Baião, Curionópolis e Goianésia do Pará, entre outras localidades, participam da mobilização, organizada por entidades ligadas à agricultura familiar, entre elas a Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar do Estado do Pará (FETRAF-PA).

As principais reivindicações incluem a reestruturação do Incra, a vistoria de áreas já pautadas, a suspensão de processos de reintegração de posse e a titulação de cerca de 5 mil famílias no estado. Também estão entre os pedidos investimentos em infraestrutura nos assentamentos, como estradas, pontes e acesso digno, além da distribuição de cestas básicas para famílias em situação de acampamento.

Outro ponto destacado é a necessidade de desapropriação e aquisição de áreas para assentar mais de 10 mil famílias já cadastradas, além de prioridade para aquelas que vivem em condições precárias. O movimento também cobra diálogo com o Iterpa e a realização de uma mesa de negociação com representantes do governo federal.

O coordenador da FETRAF Regional de Tucuruí, Roberto Lima, destacou o caráter pacífico do ato e reforçou a dimensão do movimento no estado. “Nós estamos aqui hoje com nossos diretores, fazendo um ato pacífico, ordeiro, porém muito persistente. Nós estamos aqui em busca de solucionar problemas que estão vinculados à reforma agrária no nosso estado. Em todo o estado, nós estamos presentes em 113 municípios. Este local foi escolhido devido ao grande fluxo de pessoas acampadas e cadastradas pelo Incra, que moram nos assentamentos e nos acampamentos. Só nessa região nós temos 6 mil trabalhadores aguardando terra cadastrados pelo Incra”, afirmou.

O movimento exige a presença de autoridades como o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos; o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira; o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias; além da Presidência Nacional do Incra, com o objetivo de avançar nas tratativas. A proposta é que o encontro ocorra na Superintendência do Incra em Marabá, envolvendo também as superintendências de Belém, Marabá e Santarém, além do Iterpa e da Vale.

Com informações do Portal Gazeta Carajás

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