(O Pará se destaca. Dados da Rede Sismográfica Brasileira apontam o município paraense como um dos principais focos de atividade sísmica intraplaca no país ao longo do ano.)
(Imagem/Divulgação)
A Rede Sismográfica Brasileira (RSBR)
registrou, ao longo de 2025, diversos tremores de terra em todo o território
nacional, a partir do monitoramento realizado por quase 100 estações
sismográficas distribuídas pelo país.
Os dados reforçam a importância do
acompanhamento contínuo da atividade sísmica no Brasil.
Entre os cinco sismos de maior magnitude
registrados no ano, três ocorreram no município de Parauapebas, no sudeste do
Pará, colocando o estado em evidência no cenário da sismicidade brasileira em
2025.
Os tremores de maior magnitude registrados no
país foram:
Tremores de terra na região de Parauapebas,
no Pará, são relativamente comuns e, em geral, apresentam magnitudes
consideradas baixas, variando entre 2 e 4.
O levantamento dos maiores eventos sísmicos
considerou apenas os tremores “tipicamente brasileiros”, classificados como
abalos intraplaca — aqueles que ocorrem no interior das placas
tectônicas, longe de suas bordas, geralmente associados a pressões internas,
falhas geológicas antigas ou à acomodação de tensões.
Em 2025, também foram registrados sismos com
magnitudes superiores aos citados na região Norte, próximos à fronteira com o
Peru.
No entanto, esses eventos são classificados
como “andinos”, por estarem relacionados à subducção da Placa de Nazca sob a
Placa Sul-Americana, não sendo incluídos na lista.
Sobre a RSBR
Coordenada pelo Observatório Nacional
(ON/MCTI), com apoio do Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM), a Rede
Sismográfica Brasileira (RSBR) é a instituição pública responsável pelo
monitoramento da sismicidade em todo o território nacional. A rede fornece
dados essenciais para a compreensão da atividade sísmica e da estrutura interna
da Terra.
As estações são operadas pelo Centro de
Sismologia da Universidade de São Paulo (USP), Observatório Sismológico da
Universidade de Brasília (Obsis/UnB), Laboratório Sismológico da Universidade
Federal do Rio Grande do Norte (LabSis/UFRN) e pelo próprio Observatório
Nacional.
(Com informações da RSBR e Fato Regional).
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