
(Foto: Reprodução/TV
Anhanguera)
O
desmatamento no cerrado tocantinense tem crescido e preocupado especialistas.
As árvores baixas e com troncos retorcidos do cerrado têm perdido espaço para
grandes áreas desmatadas ilegalmente. Só em fevereiro deste ano, segundo
levantamento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o Tocantins
perdeu mais de 67,5 quilômetros quadrados de vegetação nativa.
Levando
em consideração todo o bioma cerrado, comparando com o mesmo período do ano
passado, o índice de desmatamento quase dobrou, subindo de pouco mais de 280
km² para quase 560 km².
“A
gente já perdeu praticamente a metade do cerrado com desmatamento. Se a gente
for contar com queimada a coisa fica bem pior porque o bioma que mais queima é
o cerrado. Hoje você tem de área realmente preservada no cerrado somente 20%. A
gente está sempre focando a Amazônia, que assim como o cerrado são biomas
importantes, mas o cerrado é deixado de lado”, analisou o professor de biologia
Pedro Ribeiro.
Entre
os fatores que contribuem para esse cenário de devastação está o desrespeito às
normas ambientais. Recentemente, um fazendeiro da região de Lagoa da Confusão
foi denunciado
depois de desmatar e explorar ilegalmente mais de 630 hectares de cerrado.
O Ministério Público calculou que ele lucrava quase R$ 2 milhões por ano
plantando soja na área desmatada irregularmente.
Os
números do INPE são preocupantes principalmente porque nesta época do ano,
quando chove no cerrado, a tendência é que os índices de desmatamento caiam,
pois as condições climáticas deveriam dificultar a prática ilegal.
Além
disso, o problema pode se agravar ainda mais, já que o sistema só detecta
alterações maiores que 25 hectares.
G1/TO
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