O
Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) abriu diálogo com
movimentos sociais para ampliar a participação da população brasileira no
processo de elaboração das políticas públicas. Ao longo desta semana, a Pasta
recebeu propostas de organizações da sociedade civil presentes em todo o País.
Na terça-feira (7), a reunião foi com o Movimento dos Atingidos por Barragens
(MAB) e, na quinta-feira (9), com a Articulação Semiárido Brasileiro (ASA) e o
Movimento de Mulheres Camponesas (MMC).
“Nesta
gestão, estamos sempre de portas abertas para receber a sociedade civil
organizada. Nossa atuação é, sobretudo, pautada na diminuição das desigualdades
e não há ninguém melhor do que quem atua na ponta para indicar as necessidades
da população. Contamos e queremos o apoio dos movimentos sociais. Vamos estudar
as propostas apresentadas e nos reunir mais vezes para alinhar ações estratégicas”,
afirmou o ministro Waldez Góes.
A
assessora de Participação Social e Diversidade do MIDR, Natalia Mori, esteve à
frente das agendas. “O objetivo das reuniões é trazer a população para
participar do processo. Uma boa síntese é que nós queremos construir as
políticas públicas 'com' e não 'para' a sociedade. Estamos abertos a esse
diálogo", afirmou.
Atingidos
por barragens
A
pauta das populações atingidas por barragens abrange uma proposta relacionada à
política de reparação dos direitos dos atingidos e outra à proteção e segurança
das populações ribeirinhas. O tema está diretamente relacionado à Secretaria
Nacional de Proteção e Defesa Civil do MIDR, que é responsável pelas ações de
assistência às pessoas afetadas por desastres.
As
propostas incluem a criação de mecanismos para centralizar e organizar a
execução de ações e de um fundo nacional para disponibilizar recursos para
atendimento das populações e territórios atingidos pela construção de grandes
obras, por rompimento de barragens e por casos extremos decorrentes de mudanças
climáticas.
Semiárido
e Mulheres Camponesas
A
Articulação Semiárido Brasileiro (ASA) atua na garantia dos direitos dos povos
e comunidades da Região do Semiárido. Durante o encontro dessa semana, foram
apresentados os programas da organização, como o Um Milhão de Cisternas, Uma
Terra e Duas Águas e Cisternas nas Escolas. Também foi debatido como a
Secretaria Nacional de Segurança Hídrica do MIDR pode contribuir com as ações.
Em
referência à Semana da Mulher, o Movimento de Mulheres Camponesas (MMC) esteve
reunido com diversas Pastas do Executivo. No MIDR, as mulheres representantes
do movimento foram recebidas pelo ministro Waldez Góes, além da secretária
nacional de Políticas de Desenvolvimento Regional e Ordenamento Territorial, Adriana
Melo.
“Nossa
luta abrange as pautas de enfrentamento a todas as formas de violência, o
fortalecimento dos quintais produtivos, a produção de alimentos saudáveis e
outras. A partir do MIDR, avaliamos de fundamental importância pensarmos um
desenvolvimento territorial baseado na agroecologia, na defesa da vida, na
preservação dos bens comuns, no cuidado com a água, com as sementes e com a
biodiversidade”, destacou a diretora nacional do MMC, Noeli Taborda. “E é nesse
sentido que a gente reafirma a importância deste ministério para construirmos
coletivamente essas ações para garantirmos a sociobiodiversidade no campo
brasileiro”, concluiu.
Fonte:
Brasil 61

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