Moradores
de vários municípios do Pará, onde a atenção básica de saúde depende do
trabalho de médicos cubanos, lamentam a saída dos profissionais que atuam no
estado pelo programa Mais Médicos, do Governo Federal. Para os gestores dos
municípios, a ausência de mão de obra pode ser um problema para garantir os
direitos da população.
Eldorado
dos Carajás, no sudeste do Pará, tem aproximadamente 32 mil habitantes. Toda
segunda-feira, pacientes precisam fazer filas em frente a Secretaria de Saúde
para conseguir uma consulta médica com um especialista durante a semana.
Essa
é a realidade de muitos municípios brasileiros onde a demanda de pacientes é
grande e a oferta de médicos é pequena. Para atender a população do município,
a rede pública de saúde conta com apenas 18 médicos. Cinco deles são cubanos e
trabalham no programa Mais Médicos.
Na
quinta-feira da semana passada (15), a Secretaria de Saúde de Eldorado foi
informada que os médicos cubanos deixarão de atuar em Eldorado dos Carajás.
Para os gestores, a situação pode comprometer o atendimento básico, já que o
município não teria recursos para novas contratações.
Em
Curionópolis são apenas 23 médicos para atender mais de 17 mil moradores.
Em
Altamira, sudoeste do Pará, dos 13 médicos que atuam no município pelo Mais
Médicos, 9 são cubanos. Um trabalha na cidade, cinco em comunidades indígenas e
três deles trabalham em povoados distante mais de mil quilômetros de Altamira.
G1/PA
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