terça-feira, 20 de novembro de 2018

SAÍDA DE CUBANOS DO 'MAIS MÉDICOS' PODE COMPROMETER ASSISTÊNCIA BÁSICA DE SAÚDE NO PA, AFIRMAM GESTORES


Moradores de vários municípios do Pará, onde a atenção básica de saúde depende do trabalho de médicos cubanos, lamentam a saída dos profissionais que atuam no estado pelo programa Mais Médicos, do Governo Federal. Para os gestores dos municípios, a ausência de mão de obra pode ser um problema para garantir os direitos da população.
Eldorado dos Carajás, no sudeste do Pará, tem aproximadamente 32 mil habitantes. Toda segunda-feira, pacientes precisam fazer filas em frente a Secretaria de Saúde para conseguir uma consulta médica com um especialista durante a semana.
Essa é a realidade de muitos municípios brasileiros onde a demanda de pacientes é grande e a oferta de médicos é pequena. Para atender a população do município, a rede pública de saúde conta com apenas 18 médicos. Cinco deles são cubanos e trabalham no programa Mais Médicos.
Na quinta-feira da semana passada (15), a Secretaria de Saúde de Eldorado foi informada que os médicos cubanos deixarão de atuar em Eldorado dos Carajás. Para os gestores, a situação pode comprometer o atendimento básico, já que o município não teria recursos para novas contratações.
Em Curionópolis são apenas 23 médicos para atender mais de 17 mil moradores.
Em Altamira, sudoeste do Pará, dos 13 médicos que atuam no município pelo Mais Médicos, 9 são cubanos. Um trabalha na cidade, cinco em comunidades indígenas e três deles trabalham em povoados distante mais de mil quilômetros de Altamira.
G1/PA

Nenhum comentário:

Postar um comentário

As opiniões expressas em materias, artigos e comentarios neste ambiente assim como em todo o portal são de exclusiva responsabilidade do autor e não necessariamente representam o posicionamento do Blog da Rádio Berrokan FM 104, 9.