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Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU), em conjunto
com a Polícia Federal (PF) e a Receita Federal, participam na manhã desta
sexta-feira (9) no Pará, da Operação Carta de Foral. O objetivo da força-tarefa
é desarticular um grupo de pessoas e empresas que se organizavam para fraudar
licitações e desviar recursos públicos, principalmente da área da Educação, em
diversos municípios do Estado.
Os
trabalhos de investigação, iniciados em 2017, demonstram que a organização
criminosa atua desde 2013. As empresas criadas pelo grupo sagraram-se
vencedoras em diversos certames, em pelo menos 10 prefeituras: Cachoeira do
Piriá, Ipixuna do Pará, Mãe do Rio, Marituba, Ourem, Santa Maria do Pará, São
Caetano de Odivelas, São Miguel do Guamá, Viseu e Marapanim. Na maioria dos
casos, há indícios de conluio entre as administrações municipais.
A
quebra do sigilo bancário, autorizada pela justiça, mostra que o grupo recebeu,
nos últimos quatro anos, quase R$ 40 milhões. Desse montante, pelo menos R$ 12
milhões, ou 30%, são provenientes do Fundo Nacional de Desenvolvimento da
Educação (FNDE).
Há,
ainda, outros pagamentos com recursos destinados às áreas da Saúde e da
Assistência Social. O valor do prejuízo aos cofres públicos será devidamente
calculado no decorrer da apuração.
A
força-tarefa identificou relacionamento financeiro entre as empresas, e destas
com membros da organização, além de diversas operações suspeitas: saques em
espécie em valores altíssimos e transferências para um ex-prefeito e servidores
das prefeituras envolvidas. As provas colhidas durante a investigação apontam
indícios de enriquecimento ilícito de vários membros do grupo.
A
Operação Carta de Foral consiste no cumprimento de nove mandados de prisão
temporária e 35 mandados de busca e apreensão em 11 cidades. O trabalho conta
com a participação de 15 auditores da CGU, 62 policiais federais e oito
servidores da Receita Federal.
ORM
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