No
Pará, 337 costureiras de vários municípios como Belém, Marabá, Canaã dos
Carajás e Ourilândia do Norte, participaram do projeto Máscara Mais Renda
As
costureiras e artesãs produziram em sete meses mais de 2 milhões de máscaras
que estão sendo doadas para organizações sociais responsáveis por distribuir os
itens de proteção em bairros periféricos, comunidades indígenas e quilombolas,
favelas e regiões que mais necessitam em 245 cidades. Além de promover a
inclusão produtiva de mulheres – que de acordo com o IPEA são responsáveis pela
renda de 45% dos lares no Brasil – a iniciativa contribui com a disseminação da
cultura de prevenção à Covid-19.
“O
Máscara + Renda gera remuneração para mulheres em situação de vulnerabilidade
e, com isso, trabalha também a autoestima e o empoderamento dessas costureiras
e artesãs, muitas delas responsáveis pela principal fonte de renda da família”,
avalia a diretora-executiva da Fundação Vale, Pâmella De-Cnop. Ela também
destaca a importância da parceria com outras empresas que estão aderindo à
iniciativa. “Não sabíamos que a pandemia duraria tanto tempo e hoje confirmamos
que a iniciativa se mantém importante e que a rede de parceiros que se formou
em torno dele foi fundamental, pois um projeto colaborativo alcança resultados
mais potentes”, completa.
No
Pará, 337 costureiras de vários municípios como Belém, Marabá, Canaã dos
Carajás e Ourilândia do Norte, participaram da iniciativa. O projeto doou a
matéria-prima para a confecção de máscaras de tecido e adquiriu toda a produção
de 2020, gerando o total de R$ 886.500,00 em renda para as mulheres envolvidas.
Até dezembro, mais de 490 mil máscaras foram produzidas e destinadas a 60
instituições paraenses e também comunidades indígenas.
De
acordo com a coordenadora regional substituta da Funai no Baixo Tocantins,
Hellen Fabiana Gomes Mendonça, por serem mais vulneráveis à doença, proteger
essas comunidades virou um desafio e a doação de máscaras foi essencial. “A
Vale continua apoiando as comunidades indígenas, desta vez doando máscaras de
tecidos, itens fundamentais para os indígenas durante esse difícil período de
pandemia. Com parcerias, a Funai em Marabá ganha fôlego para vencer essa
batalha”, aponta.
Balanço,
histórico e metas da iniciativa
O
Máscara + Renda tem como meta mobilizar duas mil costureiras e produzir 3
milhões de máscaras até março de 2021. Até o momento, das 1.923 costureiras
selecionadas, 1.914 estão participando da produção dos itens de proteção. Ao
todo, foram mais de R$5 milhões de renda gerada pela produção de 2,9 milhões de
máscaras. Foram 2,3 milhão de máscaras doadas para mais de 800 instituições. O
Máscara + Renda está presente em 245 municípios de 23 estados: Pará, Maranhão,
São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Amazonas, Espírito Santo, Rio Grande
do Sul, Distrito Federal, Bahia, Mato Grosso do Sul, Paraná, Ceará, Tocantins,
Pernambuco, Santa Catarina, Goiás, Rio Grande do Norte, Sergipe, Ceará,
Alagoas, Mato Grosso e Piauí, além do Distrito Federal.
Para
Alice Freitas, cofundadora da Rede Asta, o projeto Máscara + Renda tem sido uma
grande oportunidade para conhecer o Brasil de maneira mais profunda e pelo
olhar das artesãs. “A gente trabalha com mais de 1.900 costureiras de todas as
regiões do país. São mulheres guerreiras, muitas delas vivendo em situação de
alta vulnerabilidade, amplificada pela pandemia da Covid-19, e que estão
recebendo três meses de renda para que possam se repensar e se reimaginar. Mais
do que renda, é preciso entregar oportunidades”, afirma.
Com
investimento inicial de R$ 5,5 milhões da Fundação Vale, a iniciativa foi
ampliada com a adesão de novos parceiros e já conta com mais de R$ 11 milhões
investidos. O Máscara + Renda é uma realização da Fundação Vale e da Rede Asta,
em parceria com a Wheaton Precious Metals, Petrobras, USAID, NPI Expand,
Plataforma Parceiros pela Amazônia (PPA) e SITAWI Finanças do Bem e BRK
Ambiental. São coparceiros da iniciativa: Yara, Suzano, Instituto Alcoa,
Ultragaz, Eletrobras, GWC Foundation e Ford Motor Company Fund, Komatsu,
Trafigura Foundation, Contour Global, Arcadis, Cummins e DCML, Della Volpe,
Engie, Klabin, VIX Logística, SAP e Microsoft e Instituto Eldorado. São
apoiadores: Agenda Pública, EDF Norte Fluminense e Dow Química.
No
Pará e Maranhão, uma parceria firmada entre Vale e Suzano permitiu a ampliação
do projeto Máscara + Renda, a partir da seleção do projeto em um edital de
fomento da Plataforma Parceiros da Amazônia (PPA), da qual as empresas são
membros. A plataforma destinou, por meio da Agência dos Estados Unidos para o
Desenvolvimento Internacional (USAID), mais R$ 1,8 milhões à iniciativa.
O
Máscara + Renda conta ainda com o apoio dos parceiros mobilizadores: Vale,
Coletivo COVID Radar, Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento
Sustentável (CEBDS), Câmara de Comércio França Brasil, Deloitte, Instituto
Acende Brasil, Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), Federação de
Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), Federação de Indústrias do Espírito
Santo (Findes), Federação de Indústrias do Pará (Fiepa), SIMINERAL, União ES e
Women in Mining Brasil.
Sobre
a Rede Asta
A
Rede Asta é uma organização social que existe há 15 anos. Hoje, é uma empresa B
Lab certificada com a missão de gerar renda para artesãs e costureiras do
Brasil, sempre trazendo visibilidade, conhecimento e empoderamento financeiro.
No início da pandemia, a Rede Asta lançou o localizador de máscaras, ferramenta
online em que pessoas físicas compram direto das artesãs e costureiras que
estão produzindo em casa.
Sobre
a Fundação Vale
Criada
há 52 anos, a Fundação Vale apoia e fortalece políticas públicas de educação,
saúde e geração de renda, e fomenta negócios sociais nos territórios de atuação
da Vale. A partir do diálogo e da imersão nos territórios, desenvolve e executa
projetos sociais voluntários que visam à melhoria da qualidade de vida e
fortalecem o acesso das comunidades aos seus direitos e serviços públicos
essenciais.
Para
mais informações sobre a iniciativa, acesse www.mascaramaisrenda.com.br.
(Divulgação/Vale/Correio
de Carajas)

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